Moro apagava mensagens e só entregou últimos 15 dias à Polícia Federal

Relatos dão conta de que as mensagens de celular não trazem grandes novidades além do que Moro já divulgou até agora

Jornal GGN – Relatos do jornal O Globo desta segunda (4) indicam que não há muitas novidades no conteúdo do celular de Sergio Moro que foi entregue à Polícia Federal durante depoimento dado no sábado (2). O ex-ministro da Justiça foi ouvido no âmbito do inquérito que apura acusação de interferência política de Jair Bolsonaro na PF.

Segundo o jornal, Moro, com medo de novos ataques de hackers, tinha o hábito de apagar mensagens de WhatsApp. Entregou à PF apenas os últimos 15 dias de conversas com Bolsonaro e políticos governistas.

O jornal afirma que numa análise preliminar, a PF “detectou que não havia informações relevantes para o inquérito dentre as conversas mantidas por Moro com ministros e integrantes do governo federal, por isso esses diálogos não foram copiados.”

A PF teria copiado a íntegra da conversa com Carla Zambelli, que já foi divulgada na imprensa pelo próprio ministro. Nela, a deputada bolsonarista tenta negociar indicação ao Supremo Tribunal Federal para acalmar os ânimos com Moro, às véspera dele decidir abandonar o governo.

Além do caso Zambelli, a PF extraiu mensagens de Bolsonaro indicando que queria trocar o comando da Superintendência da PF em Pernambuco e no Rio de Janeiro, além de manifestar preocupação com inquéritos no STF.

Moro indicou como possíveis testemunhas o ex-diretor-geral da PF Maurício Valeixo e os ministros da ala militar – Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) – que teriam presenciado reuniões em que Bolsonaro pressionava o ex-ministro.

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