Estado policial: Moro passou inquéritos sigilosos para Bolsonaro

Por mais graves que sejam as revelações de Veja, a notícia mais comprometedora sobre Sérgio Moro vem de uma nota do repórter Rubens Valente, publicada na Folha online (aqui).

Nela, Valente recupera parte da fala de uma entrevista coletiva de Jair Bolsonaro no Japão.

Na entrevista, diz Bolsonaro

“Ele [Moro] mandou a cópia do que foi investigado pela Polícia Federal pra mim. Mandei um assessor meu ler porque eu não tive tempo de ler”.

Como lembra Valente, a investigação tramita sob segredo na 26ª Zona Eleitoral de Minas Gerais.

Não ficou nisso. Confirmando as suspeitas de que Moro tentaria implantar um estado policial, isto é, a serviço do governo, Bolsonaro avisa que determinou a Moro, para que determine à Polícia Federal investigar todos os partidos (aqui).

Valente relembra a missão da PF, os valores propagados nos últimos trinta anos, visando criar uma força republicana: “uma PF que não esteja à mercê dos rancores do presidente e do ministro de plantão. Um órgão que investigue fatos e não pessoas”.

Por menos que isso, Antonio Pallocci caiu, depois de quebrar o sigilo da conta do caseiro. Aliás, Moro confirma não apenas sua falta de escrúpulos, mas mostra-se um sem-noção completo.

 

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5 comentários

  1. È grave.Realmente, muito grave.Por ser superior imediato do camisa preta do Paraná,em tese,não há problemas quando o defenestrado do exército,atual mandatário da república,tem ciência de processos.
    O problema,e isto é o que o incrimina,é que,ao fazê-lo,torna-se parte dele.

  2. E vc acreditou nessa estória de republicanismo. A aparelho de estado visando a repressão. deixa – la nas mãos de “profissionais”? Deu no que deu. Golpe! Vamos crescer e acreditar em estórias para boi dormir.

  3. E tem algo ainda mais grave que poderiam complementar na reportagem. O Bolsonaro diz: O Moro me perguntou se era pra abafar, eu disse não, outros partidos fizeram até mais grave, tem de investigar todos. Como um ministro pergunta se quer abafar:??????

  4. Nem cabe mais o termo “grave” para enquadrar o desvio de conduta do presidente da República mancomunado com o seu ministro da Justiça. Mais pertinente seria “condutas criminosas”.

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