5 de junho de 2026

Estado policial: Moro passou inquéritos sigilosos para Bolsonaro

Por mais graves que sejam as revelações de Veja, a notícia mais comprometedora sobre Sérgio Moro vem de uma nota do repórter Rubens Valente, publicada na Folha online (aqui).

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Nela, Valente recupera parte da fala de uma entrevista coletiva de Jair Bolsonaro no Japão.

Na entrevista, diz Bolsonaro

“Ele [Moro] mandou a cópia do que foi investigado pela Polícia Federal pra mim. Mandei um assessor meu ler porque eu não tive tempo de ler”.

Como lembra Valente, a investigação tramita sob segredo na 26ª Zona Eleitoral de Minas Gerais.

Não ficou nisso. Confirmando as suspeitas de que Moro tentaria implantar um estado policial, isto é, a serviço do governo, Bolsonaro avisa que determinou a Moro, para que determine à Polícia Federal investigar todos os partidos (aqui).

Valente relembra a missão da PF, os valores propagados nos últimos trinta anos, visando criar uma força republicana: “uma PF que não esteja à mercê dos rancores do presidente e do ministro de plantão. Um órgão que investigue fatos e não pessoas”.

Por menos que isso, Antonio Pallocci caiu, depois de quebrar o sigilo da conta do caseiro. Aliás, Moro confirma não apenas sua falta de escrúpulos, mas mostra-se um sem-noção completo.

 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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5 Comentários
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  1. Vladimir

    5 de julho de 2019 9:23 am

    È grave.Realmente, muito grave.Por ser superior imediato do camisa preta do Paraná,em tese,não há problemas quando o defenestrado do exército,atual mandatário da república,tem ciência de processos.
    O problema,e isto é o que o incrimina,é que,ao fazê-lo,torna-se parte dele.

  2. SERGIO LAMARCA LEITE

    5 de julho de 2019 9:25 am

    E vc acreditou nessa estória de republicanismo. A aparelho de estado visando a repressão. deixa – la nas mãos de “profissionais”? Deu no que deu. Golpe! Vamos crescer e acreditar em estórias para boi dormir.

  3. Anônimo

    5 de julho de 2019 9:37 am

    E tem algo ainda mais grave que poderiam complementar na reportagem. O Bolsonaro diz: O Moro me perguntou se era pra abafar, eu disse não, outros partidos fizeram até mais grave, tem de investigar todos. Como um ministro pergunta se quer abafar:??????

  4. Anônimo

    5 de julho de 2019 1:22 pm

    Nem cabe mais o termo “grave” para enquadrar o desvio de conduta do presidente da República mancomunado com o seu ministro da Justiça. Mais pertinente seria “condutas criminosas”.

    1. MALENA GUERREIRA

      5 de julho de 2019 5:04 pm

      Perfeito a absolutamente correto, JB Costa.

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