Na “calada da noite”, Ernesto Araújo muda estatuto da Apex e empodera aliados

Pego de surpresa, presidente da Apex-brasil diz que chanceler empoderou pessoas “despreparadas, inexperientes, inconsequentes e irresponsáveis"

Jornal GGN – O presidente da Apex-Brasil Mario Vilalva acusou o chanceler Ernesto Araújo de mudar o estatuto do órgão “na calada da noite” para empoderar seus aliados, esvaziando atribuições da presidência.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, ainda em março, Araújo promoveu uma série de mudanças no estatuto sem informar o atual presidente da Apex, que foi pego de surpresa – só descobriu a ação depois que foi procurado pela imprensa, nesta semana.

Com a nova redação do estatuto ganham poderes a diretora de Negócios, Letícia Catelani, e o diretor de Gestão Corporativa, Márcio Coimbra, “dois aliados” de Araújo na Apex. Vilalva não pode sequer demitir os dirigentes sem o conhecimento de Araújo, uma imposição que não existia antes.

O chanceler já havia recebido, por parte de Vilalva, reclamações a respeito dos dois diretores, por “problemas de indisciplina” que estão “trazendo prejuízos à Apex”. Na visão do presidente, Coimbra e Catelani são pessoas “despreparadas, inexperientes, inconsequentes e irresponsáveis.”

Vilalva disse também à Folha que a Apex está “um pouco paralisada diante de pessoas que não têm experiência nem maturidade para lidar com a coisa pública”. Ainda segundo ele, “as pessoas estão trabalhando em agendas pessoais, e com isso não estão preocupadas em fazer com que o trabalho da agência corra normalmente.”

De acordo com o jornal, nas últimas semanas, Vilalva tem se cercado da influência de militares.

Procurado, o Itamaraty disse que “o novo estatuto será submetido ao Conselho Deliberativo da Apex na próxima reunião.”

3 comentários

  1. Vai ser dura, estafante e gástrica a guerra interna que membros deste governo sofrerão enquanto o presidente estiver tentando se manter no cargo. Os do lado de Bolsonaro, buscando se segurar diante do seu insípido, inodoro, incolor e imoral governo. Os outros procurando achar um militar para quem possam ser seu limpador de coturno de estimação. Mas muito da tensão é em saber quem de um lado e de outro ficarão nos cargos no governo de Mourão. Tão logo estejam prontas algumas das incursões policiais que já pesam contra os Bolsonaros, agentes do golpe contra eles escolherão o melhor tema para inviabilizá-lo, restando ao Bolsonaro pai, a renúncia. Já comentei no início do ano que até 1/7 o candidato 17 terá uma grande reviravolta e pode cair no 171 com a turma que se fez de seus partidários.

  2. Apenas uma sugestão: em todo o artigo não houve explicação do que é a APEX, mas apenas a sigla em todas as citações. Na primeira referência do texto, penso, deveria explicar que APEX Brasil é a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.

  3. CORRUPÇÃO E RETALIAÇÃO AOS QUE QUEREM LIMPAR O BRASIL.

    QUAIS OS REAIS MOTIVOS DOS ATAQUES AOS DIRETORES DA APEX BRASIL??

    O Diretor Presidente da APEX BRASIL, Mário Vilalva, tentou sem sucesso manter um contrato fraudulento de 12.5 MILHÕES de reais em marketing com a polêmica Agência Terruá, citada pela operação Lava Jato, investigada por lavagem de dinheiro para o PT e sob investigação da Policia Federal, envolvendo o governo de Flávio Dino (PC do B) do Maranhão.

    A diretora Leticia Catelani e o diretor Márcio Coimbra, indicados por Eduardo Bolsonaro, nunca foram coniventes com a corrupção, e se recusaram a renovar o contrato com a agência de marketing e, por isso, passaram a sofrer retaliação por não terem cumprido a determinação de Vilalva.

    Os sócios da empresa Terruá tem entre seus integrantes a articuladora do movimento #EleNão no Distrito Federal, Martha Ribeiro Ferreira. Importante lembrar que passou pela mesma empresa como sócio, Ednilson Machado, conhecido como Edi, ex assessor de José Dirceu. O motivo de afastamento de Ednilson na sociedade da empresa aconteceu para que pudesse trabalhar na campanha de Guilherme Boulos.

    Outro fato relevante foi a tentativa de auditoria em 2018 para apurar eventuais gastos injustificáveis na gerência de marketing, mas o desfecho foi favorável aos corruptos, e o auditor cedido pela CGU, Fabio Valgas, foi demitido.

    É inadmissível um trabalho operacional ser prejudicado em prol de um contrato com uma agência cuja a idoneidade está sendo questionada pela lava jato.

    Todos que tentaram mexer nesse vespeiro, caíram. Lutemos para que Letícia e Márcio possam pôr um fim nisso, pois estão de mãos atadas e impedidos de realizarem o melhor trabalho a favor do Brasil.

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