10 de junho de 2026

Na “calada da noite”, Ernesto Araújo muda estatuto da Apex e empodera aliados

Pego de surpresa, presidente da Apex-brasil diz que chanceler empoderou pessoas “despreparadas, inexperientes, inconsequentes e irresponsáveis"

Jornal GGN – O presidente da Apex-Brasil Mario Vilalva acusou o chanceler Ernesto Araújo de mudar o estatuto do órgão “na calada da noite” para empoderar seus aliados, esvaziando atribuições da presidência.

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Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, ainda em março, Araújo promoveu uma série de mudanças no estatuto sem informar o atual presidente da Apex, que foi pego de surpresa – só descobriu a ação depois que foi procurado pela imprensa, nesta semana.

Com a nova redação do estatuto ganham poderes a diretora de Negócios, Letícia Catelani, e o diretor de Gestão Corporativa, Márcio Coimbra, “dois aliados” de Araújo na Apex. Vilalva não pode sequer demitir os dirigentes sem o conhecimento de Araújo, uma imposição que não existia antes.

O chanceler já havia recebido, por parte de Vilalva, reclamações a respeito dos dois diretores, por “problemas de indisciplina” que estão “trazendo prejuízos à Apex”. Na visão do presidente, Coimbra e Catelani são pessoas “despreparadas, inexperientes, inconsequentes e irresponsáveis.”

Vilalva disse também à Folha que a Apex está “um pouco paralisada diante de pessoas que não têm experiência nem maturidade para lidar com a coisa pública”. Ainda segundo ele, “as pessoas estão trabalhando em agendas pessoais, e com isso não estão preocupadas em fazer com que o trabalho da agência corra normalmente.”

De acordo com o jornal, nas últimas semanas, Vilalva tem se cercado da influência de militares.

Procurado, o Itamaraty disse que “o novo estatuto será submetido ao Conselho Deliberativo da Apex na próxima reunião.”

Redação

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3 Comentários
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  1. Lúcio Vieira

    8 de abril de 2019 9:33 pm

    Vai ser dura, estafante e gástrica a guerra interna que membros deste governo sofrerão enquanto o presidente estiver tentando se manter no cargo. Os do lado de Bolsonaro, buscando se segurar diante do seu insípido, inodoro, incolor e imoral governo. Os outros procurando achar um militar para quem possam ser seu limpador de coturno de estimação. Mas muito da tensão é em saber quem de um lado e de outro ficarão nos cargos no governo de Mourão. Tão logo estejam prontas algumas das incursões policiais que já pesam contra os Bolsonaros, agentes do golpe contra eles escolherão o melhor tema para inviabilizá-lo, restando ao Bolsonaro pai, a renúncia. Já comentei no início do ano que até 1/7 o candidato 17 terá uma grande reviravolta e pode cair no 171 com a turma que se fez de seus partidários.

  2. Jeovane

    9 de abril de 2019 7:28 am

    Apenas uma sugestão: em todo o artigo não houve explicação do que é a APEX, mas apenas a sigla em todas as citações. Na primeira referência do texto, penso, deveria explicar que APEX Brasil é a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.

  3. Valéria Cristina

    9 de abril de 2019 4:48 pm

    CORRUPÇÃO E RETALIAÇÃO AOS QUE QUEREM LIMPAR O BRASIL.

    QUAIS OS REAIS MOTIVOS DOS ATAQUES AOS DIRETORES DA APEX BRASIL??

    O Diretor Presidente da APEX BRASIL, Mário Vilalva, tentou sem sucesso manter um contrato fraudulento de 12.5 MILHÕES de reais em marketing com a polêmica Agência Terruá, citada pela operação Lava Jato, investigada por lavagem de dinheiro para o PT e sob investigação da Policia Federal, envolvendo o governo de Flávio Dino (PC do B) do Maranhão.

    A diretora Leticia Catelani e o diretor Márcio Coimbra, indicados por Eduardo Bolsonaro, nunca foram coniventes com a corrupção, e se recusaram a renovar o contrato com a agência de marketing e, por isso, passaram a sofrer retaliação por não terem cumprido a determinação de Vilalva.

    Os sócios da empresa Terruá tem entre seus integrantes a articuladora do movimento #EleNão no Distrito Federal, Martha Ribeiro Ferreira. Importante lembrar que passou pela mesma empresa como sócio, Ednilson Machado, conhecido como Edi, ex assessor de José Dirceu. O motivo de afastamento de Ednilson na sociedade da empresa aconteceu para que pudesse trabalhar na campanha de Guilherme Boulos.

    Outro fato relevante foi a tentativa de auditoria em 2018 para apurar eventuais gastos injustificáveis na gerência de marketing, mas o desfecho foi favorável aos corruptos, e o auditor cedido pela CGU, Fabio Valgas, foi demitido.

    É inadmissível um trabalho operacional ser prejudicado em prol de um contrato com uma agência cuja a idoneidade está sendo questionada pela lava jato.

    Todos que tentaram mexer nesse vespeiro, caíram. Lutemos para que Letícia e Márcio possam pôr um fim nisso, pois estão de mãos atadas e impedidos de realizarem o melhor trabalho a favor do Brasil.

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