6 de junho de 2026

Nas favelas, 86% terão dificuldade para comprar comida durante epidemia

São 13,6 milhões de pessoas morando em favelas em todo o país, e somente 19% têm carteira assinada

Jornal GGN – Pesquisa Data Favela divulgada no último dia 24 mostra que 86% dos moradores das periferias terão dificuldade para comprar comida devido à queda na renda familiar, em meio à pandemia de coronavírus. Essa situação deve ocorrer dentro de um mês ou menos.

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Com cidades e estados recomendando suspensão de atividades não essenciais e isolamento social, boa parte da população periférica relatou já sentir impacto no bolso.

São 13,6 milhões de pessoas morando em favelas em todos o País. Somente 19% delas trabalham com carteira assinada. Outros 47% trabalham por conta própria ou são profissionais liberais, 10% estão desempregados e 8% trabalham sem registro.

Ao El País, Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, que fez a pesquisa em parceria com o Data Favela, ressaltou ainda o impacto humano do coronavírus sobre as favelas, posto que as famílias não têm condições físicas de praticar o distanciamento social.

“É mais fácil fazer quarentena com uma geladeira cheia e uma casa confortável do que quando se mora em uma favela onde a geladeira está fazia, falta água e cinco pessoas moram num espaço de 20 metros quadrados”, comentou.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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3 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    28 de março de 2020 5:26 pm

    Antes da pandemia, esse percentual de favelados tinha facilidade para comprar comida?

  2. WAGNER PINHEIRO DA FONSECA'

    28 de março de 2020 5:33 pm

    E viva o PAULO JEGUE…Abestalhado dos bancos…

  3. Angelo Filippini

    28 de março de 2020 9:57 pm

    Sugiro que os governos municipais das grandes cidades preparem escolas localizadas nas imediações das favelas para o preparo de refeições a serem servidas aos moradores via marmitex a serem distribuídas por pessoas preparadas e protegidas. São pessoas economicamente vulneráveis e que não contam com boa infraestrutura de serviços. A compra dos alimentos podendo deve ser na cidade ou região estimulando o comercio local. Para isso deveriam começar agora o cadastramento dos fornecedores. Envolvimento de profissionais que trabalham em cozinhas industriais, merendeiras, voluntários.
    Bem como contar com uma central de recebimento de doações que receba gêneros alimentícios, de limpeza e doações em dinheiro.
    Duto deve setar planejado para encarar o pior.
    Humanidade Faz Bem!

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