16 de julho de 2026

Nilze Carvalho na TV GGN: “Arlindo Cruz tinha uma produtividade enlouquecida, era incansável”

No programa TVGGN 20 Horas, a cantora falou sobre a grandeza de Arlindo e ainda presenteou o público com uma palinha de “Será Que É Amor”
A cantora e compositora Nilze Carvalho durante o programa TVGGN 20 Horas. Foto: Reprodução/TVGGN

Arlindo Cruz, um dos maiores ícones do samba, morreu ontem aos 66 anos, deixando um legado de mais de 500 composições, incluindo sucessos como “Meu lugar” e “Será que é amor”.

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Em uma conversa emocionante no programa TVGGN 20 Horas [confira abaixo], a cantora e compositora Nilze Carvalho falou sobre a grandeza de Arlindo, a renovação que ele trouxe para o samba, e ainda presenteou o público com uma palinha da música “Será Que É Amor”.

“É difícil até falar… O Arlindo tinha uma produtividade enlouquecida, era incansável. Mais de 500 canções. Veio do terreiro do Cacique de Ramos, foi um dos fundadores do Fundo de Quintal, junto com o Sombrinha, o Almir Guineto, o Bira. A grandeza dele é imensa, mas infelizmente tem gente que só percebe mesmo quando ele vai embora”, refletiu Nilze.

Para Nilze, a musicalidade do artista era singular e difícil de resumir em poucas palavras. “Ele era uma figura ímpar, com uma musicalidade difícil de descrever. Todo mundo que hoje faz samba bebe da água do Fundo de Quintal, sem exceção. Até os meninos do pagode mais moderno aprenderam com ele. O Arlindo é uma referência”.

A sambista destacou ainda a revolução sonora promovida pelo Fundo de Quintal no samba, especialmente pela introdução do banjo, que transformou o ritmo e a instrumentação do gênero.

“No começo, o Fundo de Quintal mudou o samba tradicional com essa roupagem do banjo, do tantã, do repique de mão. Esses instrumentos deram uma cara nova para aquele momento, mas a alma, as melodias, as poesias continuavam sendo samba de verdade, no clima e no nível de Ismael Silva. Foi a introdução desses instrumentos que o pessoal do Cacique de Ramos trouxe de novidade.

O jornalista Luis Nassif cita um vídeo em que Arlindo Cruz aparece tocando banjo, com Gege D’angola no cavaco. Veja aqui.

Ao final do programa, Nilze deixou algumas dicas para quem quiser aproveitar mais de perto o estilo brasileiro no Rio de Janeiro, ressaltando que o samba continua vivo e firme, mas incorporando novas roupagens, e mantendo a essência que Arlindo ajudou a preservar e renovar.

“Hoje em dia, tem um movimento forte de samba de rua, de rodas e encontros. Eu, com Ana Costa, faço todo terceiro domingo do mês um samba só com mulheres, no Alfabar, no Porto Maravilha. É lindo, uma celebração da cultura do samba. E tem o samba do trabalhador nas segundas-feiras no Renascença, que é imperdível”, contou. 

Confira a participação completa abaixo:

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. marcio gaúcho

    9 de agosto de 2025 6:32 pm

    A produtividade do Arlindo se deveu à sua criatividade, movida à cocaína (fato declarado pela sua família). Infelizmente hoje, onde tudo é monetizado, uma pessoa comum não consegue produzir arte e sobreviver se não se dedicar ao máximo à atividade. Então, entram as drogas para turbinar o trabalho. Precocemente, a morte.

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