21 de maio de 2026

Nova isenção do IR beneficia militares das Forças Armadas

Ampliação da faixa de isenção para salários de até R$ 5 mil retira 192 mil militares e cerca de 96 mil pensionistas do pagamento do tributo
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Mais da metade dos militares ativos não pagará Imposto de Renda em 2025 com faixa de isenção ampliada para R$ 5 mil.
Quase 96 mil pensionistas militares também serão isentos do IR, beneficiando cerca de metade desse grupo.
Exército planeja dobrar investimento em modernização, com orçamento anual previsto de até R$ 3 bilhões até 2031.

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Mais da metade dos militares ativos das Forças Armadas deixará de pagar Imposto de Renda a partir do próximo ano. A mudança é consequência da ampliação da faixa de isenção para rendimentos mensais de até R$ 5 mil, medida sancionada pelo presidente Lula, em novembro deste ano.

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O impacto da medida também alcança os pensionistas militares. Quase metade deles — cerca de 96 mil pessoas — passará a ser beneficiada pela isenção do Imposto de Renda, ampliando o alcance social da mudança.

A economia anual no orçamento pessoal dos militares varia conforme a situação de cada contribuinte. De acordo com as estimativas, o alívio pode ir de R$ 184,28 até R$ 4.067,57 por ano, dependendo do número de dependentes e das deduções aplicáveis.

Levantamento da CNN Brasil, com base em dados do Portal da Transparência, aponta que cerca de 192 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica recebem até esse valor. Esse grupo representa aproximadamente 54,97% do efetivo total das três Forças e, com as novas regras, deixará de contribuir com o tributo.

O benefício surge em um contexto de insatisfação da tropa com o reajuste salarial concedido recentemente. O último aumento foi de 9%, dividido em duas parcelas: a primeira paga em abril de 2025 e a segunda prevista para janeiro do próximo ano, percentual considerado abaixo das expectativas internas.

Além da ampliação da isenção do Imposto de Renda, o governo federal tem sinalizado outros gestos em direção às Forças Armadas. Um dos principais foi a entrada em vigor da lei complementar que permite retirar até R$ 30 bilhões do arcabouço fiscal para investimentos em defesa.

Com essa flexibilização, o Exército Brasileiro projeta dobrar os recursos destinados à modernização da força e já iniciou a reorganização de sua carteira de projetos estratégicos. A expectativa é elevar o orçamento anual no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de um patamar entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,4 bilhão para cerca de R$ 3 bilhões por ano no período de 2026 a 2031.

Esse ciclo de seis anos é visto pela cúpula do Exército como uma “janela de oportunidade” para acelerar ou recuperar o ritmo de programas considerados prioritários, como o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), fundamental no combate ao narcotráfico e ao contrabando.

Movimento semelhante ocorre em outras Forças. A Marinha avança no programa de desenvolvimento de submarinos, enquanto a Aeronáutica segue com planos de aquisição de novas aeronaves, reforçando o esforço de modernização das capacidades militares brasileiras.

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Milleny Ferreira

Milleny Ferreira é estudante de jornalismo, repórter no Jornal GGN e produtora na TV GGN.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

9 Comentários
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  1. marcio gaúcho

    31 de dezembro de 2025 4:30 pm

    Quanto mais o governo Lula bajula as FFAAs, mais elas se arvoram no direito de conspirar contra a democracia. A renovação das condições operacionais das forças armadas deveriam ter rubrica perene no orçamento público da União. Sem favores, sem concessões. Quanto às ameaças externas, nossos militares serão os primeiros a pegar o primeiro vôo ao exterior, para fugir do confronto. São gordos , burros e inoperantes.

    1. Exter

      2 de janeiro de 2026 1:26 pm

      Burros e gordos são seus parentes seu fdp, esquerdista do caralho. Me procura aí o gente ter um ctto peito a peito o vc ver o gordo e tão burro q sou. Vem o cima

      1. AMBAR

        5 de janeiro de 2026 10:04 pm

        Liga não, Exter, ele estava falando do Pazuelo.

    2. Ribeiro

      3 de janeiro de 2026 4:48 pm

      Já vi que esse não conhece a realidade das Forças Armadas do nosso país.
      A força, a determinação de uma nação reflete a qualidade das Forças Armadas de seu país.

  2. Silva

    1 de janeiro de 2026 9:05 pm

    É brincadeira essa reportagem. Total desconhecimento e falta de respeito com a família militar.

  3. Ribeiro

    3 de janeiro de 2026 4:42 pm

    Gostaria de saber que quem escreveu essa matéria conhece a realidade dos vencimentos dos militares das força armadas. Tenho a Absoluta certeza que não. Os. Militares das Formas Armadas estão no nível federal, um militar que serve noRio Grande do Sul, será o mesmo militar que pode servi em uma fronteira no Norte do país. Diferentemente da atuação dos servidores dos estados que só tem sua atribuição dentro do seu estado. O que eu quero dizer que muito merecidamente os policiais recebem em seus vencimentos, valores maiores do que os militares das forças armadas.
    Nossos vencimentos estão defasado há vinte anos, o poder de compra diminuindo ano à ano, portanto que escreveu não conhece a realidade das Forças Armadas, e dessa forma eu convido a passar trinta dias em uma instituição de qualquer das três forças.
    Entrando no assunto da matéria quero deixar claro que se a intenção do imposto de renda não irá atingir boa parte do efetivo é porque estão ganhando na sua. maioria menos que 5 mil reais. Acima desse valor somente 1° sgt para cima que irá descontar impostos cadê renda, ou seja a maioria que ficará de fora são soldado com salario líquido 2.300,00
    Cabo 3.800,00, 3° sgt 4.800,00 em início de carreira que são a maioria.
    Um policial do estado de Santa Catarina na graduação de soldo em início de carreira recebe um valor líquido de 7.000,00. São funções distintas, mas cada uma com o seu devido valor.

  4. Ribeiro

    3 de janeiro de 2026 4:46 pm

    O efetivo das Forças Armadas do Brasil está em torno de 360 mil militares na ativa, com o Exército sendo a maior força (cerca de 212-215 mil), seguido pela Marinha e Aeronáutica, e com um grande contingente de mais de 1,3 milhão de reservistas, o que coloca o Brasil entre os maiores do mundo em pessoal militar total. Há uma tendência de redução do efetivo nos últimos anos, mas o país se destaca no cenário global pela quantidade de pessoal disponível.
    Efetivo por Força (Estimativas Recentes)
    Exército Brasileiro (EB): Cerca de 212.000 a 215.000 militares na ativa, sendo o maior contingente.
    Marinha do Brasil (MB): Aproximadamente 74.000 a 76.000 militares ativos.
    Força Aérea Brasileira (FAB): Cerca de 65.000 a 68.000 militares ativos.
    Total e Reserva
    Total Ativo: Aproximadamente 334.000 a 360.000 militares.
    Reserva: O Brasil possui um dos maiores efetivos de reserva do mundo, estimado em cerca de 1.340.000 militares, o que eleva o total de pessoal apto para servir para mais de 1,6 milhão de pessoas.

  5. Ribeiro

    3 de janeiro de 2026 4:49 pm

    Já vi que esse não conhece a realidade das Forças Armadas do nosso país.
    A força, a determinação de uma nação reflete a qualidade das Forças Armadas de seu país.

  6. Ribeiro

    3 de janeiro de 2026 4:50 pm

    As forças armadas tem um papel social gigantesco. O primeiro emprego.

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