Jornal GGN – O novo programa habitacional aprovado pelo Congresso Nacional pode ter juros menores, mas acaba por excluir justamente a população que mais contribui para o déficit de moradias no Brasil.
Estudo elaborado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e divulgado pelo jornal O Globo mostra que o governo federal excluiu a Faixa 1 do programa anterior, que ajudava a subsidiar moradias que não passassem de 10% da renda familiar até R$ 1.800.
Cálculos da economista Ana Maria Castelo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), indicam que 41,6% do déficit habitacional no Brasil são de famílias com renda de até um salário mínimo (R$ 1.045).
Ao todo, faltam 7,78 milhões de moradias para famílias que estão em situação precária ou gastam mais de 30% do que ganham com o pagamento de aluguel. Em 2004, 7,9 milhões estavam à espera da casa própria.
Com a exclusão da Faixa 1, o Casa Verde e Amarela dará atenção a três grupos de famílias com renda salarial de até R$ 7 mil. O grupo com menor renda ganha até R$ 2 mil, mas apenas as capazes de pagar as prestações do financiamento sem ajuda do governo. Os juros variam de 4,25% a 8,16%, conforme a faixa de renda e da região.
evandro condé
20 de dezembro de 2020 12:13 pmSó de lembrar o padrão das casas populares, afastada de tudo e todos, infra precária e inexistência de serviços públicos próximos, sinto calafrios.