9 de junho de 2026

Novos gastos geram retomada do debate sobre teto

Enquanto economistas defendem mecanismo, opositores publicaram documento na última semana defendendo extinção da ferramenta

Jornal GGN – A disputa pelo uso de recursos públicos retomou o debate em torno do teto de gastos, que havia sido intenso em 2016, mas que foi retomado diante da aproximação do prazo para o envio do Orçamento de 2021 ao Congresso.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a emenda que restringe o aumento dos gastos públicos à inflação já foi aprovada pelos parlamentares em 2016, mas ela está em risco e gera debates entre políticos, economistas, ministros e o presidente Jair Bolsonaro, que tem buscado adotar medidas que aumentem sua popularidade.

Na última semana, 96 economistas assinaram um documento que não só defende o teto, como a redução dos gastos públicos para que o limite estabelecido em 2016 não seja rompido. O texto divulgado também defende a adoção de gatilhos que impõem a contenção de despesas obrigatórias do Orçamento nos momentos de emergência fiscal.

Contudo, um grupo contrário ao teto se posicionou na última sexta-feira: 381 economistas defenderam a extinção da ferramenta e declararam que o “aumento do endividamento público é um fenômeno global, não restrito ao Brasil”.

 

 

Leia Também
Clã Bolsonaro deve influenciar na escolha do novo chefe do Ministério Público do Rio
Auxílio emergencial não pode ser suspenso agora, segundo especialistas
Xadrez de Bolsonaro a caminho de tomar o poder, por Luis Nassif
Senado votará na terça a PEC do Fundeb permanente

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Wilson Ramos

    23 de agosto de 2020 11:44 am

    O teto de gastos é uma medida defendida por governos fracos e irresponsáveis, como uma forma de atenderem ordens dos patrões. Sem ele não terminam mandatos.

    Neste sentido, os desenvolvimentistas deveriam apoiar este aspecto da medida e estabelecer regras para o gasto extra teto. Como:
    1) propostas de investimento acompanhadas por cálculo de retorno em termos de geração de renda e tributação futuros, junto com o impacto futuro na dívida pública;
    2) Regras claras de “investimento” (abolir o termo “gasto”) em educação, saúde e habitação, com dispêndio vinculado a plano de longo prazo, cálculo de crescimento econômico futuro decorrente dos investimento sociais;
    3) reforma tributária com um só lema: progressividade tributária;
    4) Política de gastos correntes com tetos em proporção ao PIB, ênfase na redução dos altos salários e eliminação de funções ultrapassadas;
    5) política monetária vinculada a planos de longo prazo, sem amarras do ano calendário e negociados democraticamente em propostas de governo nas eleições. As propostas deveriam ser obrigatórias e com critérios definidos em padrões internacionais, sob pena de negação de registro das candidaturas.

Recomendados para você

Recomendados