Novos gastos geram retomada do debate sobre teto

Enquanto economistas defendem mecanismo, opositores publicaram documento na última semana defendendo extinção da ferramenta

Jornal GGN – A disputa pelo uso de recursos públicos retomou o debate em torno do teto de gastos, que havia sido intenso em 2016, mas que foi retomado diante da aproximação do prazo para o envio do Orçamento de 2021 ao Congresso.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a emenda que restringe o aumento dos gastos públicos à inflação já foi aprovada pelos parlamentares em 2016, mas ela está em risco e gera debates entre políticos, economistas, ministros e o presidente Jair Bolsonaro, que tem buscado adotar medidas que aumentem sua popularidade.

Na última semana, 96 economistas assinaram um documento que não só defende o teto, como a redução dos gastos públicos para que o limite estabelecido em 2016 não seja rompido. O texto divulgado também defende a adoção de gatilhos que impõem a contenção de despesas obrigatórias do Orçamento nos momentos de emergência fiscal.

Contudo, um grupo contrário ao teto se posicionou na última sexta-feira: 381 economistas defenderam a extinção da ferramenta e declararam que o “aumento do endividamento público é um fenômeno global, não restrito ao Brasil”.

 

 

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