8 de junho de 2026

Nunes Marques acata pedido do PL e suspende pesquisa que indica queda de intenção de voto em Flávio Bolsonaro

A publicação da pesquisa coincidiu com o vazamento de um áudio em que Flávio Bolsonaro aparece solicitando dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro
Flávio Bolsonaro em foto de Pedro França - Agência Senado

Ministro Kassio Nunes Marques ordena retirada e suspensão de pesquisa do Instituto AtlasIntel sobre Flávio Bolsonaro.
PL acusa pesquisa de induzir respostas negativas e usar áudio vazado sem comprovação de autenticidade.
Decisão será referendada pelo plenário do TSE; AtlasIntel deve comprovar metodologia e uso do áudio.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, ordenou nesta segunda-feira (8) a retirada imediata do conteúdo e a suspensão da divulgação de uma pesquisa realizada pelo Instituto AtlasIntel. O levantamento, publicado em maio, indicava uma queda de cinco pontos percentuais nas intenções de voto do pré-candidato pelo PL, o senador Flávio Bolsonaro.

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Com a decisão, a empresa fica proibida de manter os dados em seus canais oficiais. A publicação da pesquisa coincidiu com o vazamento de um áudio em que Flávio Bolsonaro aparece solicitando dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Metodologia

Para Kassio Nunes Marques, há indícios concretos de que o questionário foi elaborado para contaminar as respostas dos entrevistados, comprometendo a integridade metodológica do estudo. A decisão individual do ministro será submetida a referendo do plenário do tribunal na sessão de terça-feira (9).

A medida atende a um pedido do Partido Liberal (PL), que argumentou ao TSE que as perguntas do instituto foram estruturadas de forma a criar uma narrativa acusatória contra o senador, induzindo percepções negativas ao longo do questionário.

Segundo o partido, das 49 perguntas que compunham o formulário, 8 abordavam diretamente o Banco Master, e todas foram apresentadas em sequência, o que, na visão do PL, não se limitou a medir a percepção dos entrevistados, mas a influenciou ativamente.

Progressão

A legenda descreveu o que chamou de uma cadeia de estímulos negativos construída ao longo do questionário, que seguiria a seguinte lógica:

  • Medo eleitoral
  • Comparação entre Lula e Flávio Bolsonaro
  • Fraude financeira
  • Banco Master
  • Daniel Vorcaro
  • Conversas vazadas
  • Possível envolvimento direto do senador
  • Impacto sobre a intenção de voto
  • Enfraquecimento da candidatura
  • Retirada da candidatura

O PL também questionou o uso do áudio vazado na pesquisa, alegando que o material não possui comprovação de autenticidade e, portanto, não poderia servir de base para um levantamento eleitoral.

Em sua argumentação, o partido afirmou que “essa cadeia produz contexto, não mera medição”, e que a pesquisa, da forma como foi formulada, permite que o instrumento de aferição se converta em meio indireto de propaganda negativa, gerando manchetes e narrativas de campanha a partir de resultados obtidos após estímulos negativos.

Decisão

Na decisão, Nunes Marques destacou que a controvérsia não se resume a uma discordância sobre escolhas metodológicas, mas envolve “alegação objetiva de possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado”.

O ministro também ressaltou que outras 27 pesquisas realizadas pela AtlasIntel não apresentaram questionários com perguntas semelhantes às que estão sendo contestadas, nem fizeram uso de áudios.

Como contrapartida, o instituto deverá enviar ao TSE documentação técnica complementar que comprove a regularidade de sua metodologia e esclareça a forma como o áudio foi utilizado na pesquisa. O Ministério Público Eleitoral também será chamado a se manifestar no processo.

A pesquisa foi realizada com 5.032 eleitores de todo o Brasil entre os dias 13 e 18 de maio. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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