O dia em que Cristovam Buarque negociou ao mesmo tempo com Dilma e Temer, por Luis Nassif

Sua história política é típica do caráter macunaímico do homem público brasileiro, de seguir a onda do momento, sem nenhum compromisso com valores, princípios, coerência.

A “autocrítica” de Cristovam Buarque, falando em nome de uma suposta esquerda, é uma das peças mais hipócritas de uma crônica política intrinsicamente hipócrita como a brasileira.

Não que as esquerdas não mereçam críticas. Merecem, e pesadamente. Mas autocrítica tem que partir de quem está no mesmo campo. E Cristovam não pertence ao campo da esquerda.

Aliás, não pertence a campo algum. Sua história política é típica do caráter macunaímico do homem público brasileiro, de seguir a onda do momento, sem nenhum compromisso com valores, princípios, coerência.

Sua postura no impeachment foi reveladora.

Em pleno pré-impeachment, o então senador Cristovam Buarque se tornou um visitante habitual de dois ambientes: o Palácio do Planalto, de Dilma Rousseff, e o Palácio do Jaburu, do vice-presidente Michel Temer.

A luta de ambos era por cada voto no Senado sobre o impeachment. Com Dilma, Cristovam negociou várias vezes o cargo de embaixador na Unesco. A proposta era tentadora. Seu vice era o petista Wilmar Lacerda. Sendo indicado embaixador, Wilmar assumiria o cargo.

Fez mais. Em um momento de entusiasmo propôs a Dilma um livro a quatro mãos sobre o golpe do impeachment. Dilma lhe disse que iria pensar. Já desconfiava do jogo duplo de Cristovam.

De fato, no dia 19 de janeiro de 2016 vazou a informação de que ele negociava com Temer a criação de uma Ação da Cidadania pela Educação, que poderia relançá-lo politicamente, em troca de seu voto a favor do impeachment. No dia 6 de maio de 2016 dava entrevista sustentando que não houve golpe, mas apenas esgotamento do modelo PT. Foi além. Sendo alvo de uma enxurrada de protestos, inclusive do exterior, por sua posição a favor do impeachment, acusou Dilma de crime por ter divulgado no exterior que o impeachment era um golpe.

Sustentou que havia, sim, crime de responsabilidade nas pedaladas. Depois, disse estar em dúvidas. Finalmente declarou ter sido convencido pelos indícios.

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Não ficou nisso. Votou a favor de todas as reformas que afetavam diretamente direitos sociais e trabalhistas.  Votou a favor da Lei do Teto, da reforma trabalhista. Na reforma trabalhista, não apenas votou a favor, como assinou uma representação contra as senadores Vanessa Graziottin e Gleize Hoffman por quebra de decoro, por terem ocupado a mesa do Senado em protesto.

Seu pior momento foi mais recentemente, quando se pronunciou a favor da revisão das cláusulas pétreas da Constituição – as que garantem os direitos fundamentais – com uma comparação infame: “Perguntas brasileiras: e se nossa primeira Constituição tivesse colocado a propriedade de escravos como cláusula pétrea, por sua importância fundamental na economia da época?”

A melhor resposta veio do advogado negro Silvio de Almeida: “Senador, sinto-me, como negro que sou, profundamente ofendido com sua comparação ridícula, sem sentido e desrespeitosa. O senhor tornou-se um homem triste e vulgar. Que a história trate de colocá-lo em seu devido lugar”.

Em 2016 pretendeu se candidatar a presidente da República pelo PDT. Foi preterido por Ciro Gomes e saiu atirando, acusando o PDT de ter “traído o povo” e aderindo ao PPS de Roberto Freire. Ambos saíram a campo apoiando o governo Temer. Não conseguindo nada de Temer, em junho de 2017 Cristovam mudava de posição novamente. Depois da denúncia do Procurador Geral da República contra Temer, apressou-se a declarar que o impeachment ficou incompleto, porque não incluiu Temer.

Candidato a presidente de si próprio, se definiu como um político que tem “a tradição de não me vender no sentido mercadológico e de não me adaptar ao discurso da moda“. Defendeu o fim do ˆEstado expropriador dos meios de produção”, a reforma trabalhista e sustentou que eles (a esquerda) “não pedirão desculpas quando ficar provado que as reformas trabalhistas vão trazer uma modernização na relação entre o capital e o trabalho”.

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Coerente na incoerência

A primeira vez que tratei pessoalmente com Cristovam foi atendendo a um convite de Lula para uma conversa no Instituto Cidadania, lá pelos idos dos anos 90. Montou-se uma mesa tendo, do lado dos jornalistas, Elio Gaspari, Clóvis Rossi e eu. Do lado do Instituto Lula e Cristovam.

Não me lembro dos demais. Cristovam chamou atenção pela absoluta superficialidade de mero repetidor de slogans.

Quando surgiram os programas de qualidade, eleito governador do Distrito Federal, proibiu o emprego da palavra qualidade em qualquer memorando da Secretaria da Saúde, por ser um vocábulo “burguês”.

Depois se fixou na bandeira da defesa da educação – e quem pode ser contra a educação? Como Ministro da Educação foi inócuo, incapaz de levar adiante qualquer política educacional. Ainda não sei os motivos da sua demissão sumária. Se o critério foi o da competência, foi perfeitamente justificável.

Ali começou o aggiornamento. Cristovam mudou de barco. Não foi apenas o desencanto com o PT ou o álibi da corrupção do partido. Fosse apenas isso, abdicaria do partido, não dos princípios políticos que ele, Cristovam, alardeou em toda sua  vida política.

Tornou-se um liberal radical, quando a moda era ser liberal radical. Agora, que o novo discurso é o do combate às desigualdades, vai mudando as declarações. Processo, aliás, que se acentuou graças à selvageria das reformas que ele apoiou intensamente, quando estavam na moda.

Ao lado de Luis Roberto Barroso, Luiz Edson Fachin, Carmen Lúcia e Ayres Brito, Cristovam é o personagem ideal para uma profunda análise sociológica sobre a vocação macunaímica das figuras públicas nacionais.

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Cristovan sempre foi o mesmo. Quando li o seu livro sobre a Universidade, depois de ler Anísio |Teixeira e Darci Ribeiro, descobri que o seu livro era um amontoado de plágios ou cópias das idéias de Anísio e Darci, os quais citava apenas para demonstrar uma proximidade pessoal que o elevasse. O tipico classe média que só faz amizade com quem o eleve socialmente. Não há nada de novo no livro que escreveu sobre a universidade. Isto é similar a Jabor, que se dizia sempre muito próximo de Glauber e Cacá, mas que deixou claro quem era como comentarista da Globo. Este tipo de gente se torna sempre um exemplo para a direita. E depois de ser desmascarado se apressa a rastejar tentando se aproximar de quem pode elevá-lo mais uma vez.

Nunca esqueço do exemplo de ignorância e estupidez quando durante o julgamento do impeachment, a defesa de Dilma evocou a praxe jurídica "in dubio pro reo" (na dúvida, se favorecerá o réu) e, o energúmeno "educador" soltou a pérola: "in dubio pro Brasil". Naquele dia, para mim, esse cidadão desceu à sola do meu sapato. Mostrou que havia embarcado de corpo e alma na onda da moda: Derrubar Dilma a qualquer custo. Facínora.

Jus Ad Rem

34 comentários

  1. Cristovan sempre foi o mesmo. Quando li o seu livro sobre a Universidade, depois de ler Anísio |Teixeira e Darci Ribeiro, descobri que o seu livro era um amontoado de plágios ou cópias das idéias de Anísio e Darci, os quais citava apenas para demonstrar uma proximidade pessoal que o elevasse. O tipico classe média que só faz amizade com quem o eleve socialmente. Não há nada de novo no livro que escreveu sobre a universidade. Isto é similar a Jabor, que se dizia sempre muito próximo de Glauber e Cacá, mas que deixou claro quem era como comentarista da Globo. Este tipo de gente se torna sempre um exemplo para a direita. E depois de ser desmascarado se apressa a rastejar tentando se aproximar de quem pode elevá-lo mais uma vez.

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  2. E para complementar, sem ler o livro eu arrisco dizer que será um amontoado de clichês e mantras repetidos por todos os analistas globais, e economistas liberais unido ao discurso amoral sobre a corrupção. Em outras palavras eu aposto que não teremos uma autocrítica, mas apenas a reverberação das críticas que agora os liberais arrependidos, querendo se desvencilhar de Bolsonaro, fazem. O titulo já é um acinte, culpando a esquerda pela subida de Bolsonaro. Ou Cristovan é idiota ou é um mal intencionado. Eu diria que é os dois.

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  3. Nassif se estendeu mais que devia sobre essa figura podre chamada Cristovam Buarque.Em um comentário meu de 5 linhas eu resumi tudo:Ele não serve a coisa alguma.Um salafrario,deletério,um escroque que de gente só tem a forma.

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  4. Esse cidadão é asqueroso, da pior espécie de político, daqueles que mordem e assopram e pensam que são espertos. O destino dele é o ostracismo, pra não dizer pior.

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  5. Impossível não associar Cristovam Buarque ao personagem Múcio, de Jô Soares.
    Um sujeito sem convicções, inseguro, volúvel e, por isso mesmo, perigoso.

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  6. Sobre todos os citados na última frase: a análise sobre eles tem de começar pela questão básica, a sua classe social de origem. Nenhum deles vem da aristocracia que defendem ferrenhamente.

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  7. Palavras palavras palavras.

    Puro desperdício.

    Cristovam e os demais são apenas um monte malcheiroso e nojento de nada.

    Se fossem restos de algum processo orgânico ainda teriam alguma utilidade como etapa final necessária ao ciclo ao qual pertencessem.

    Qual nada. São apenas nada e ainda assim, exalam péssimo cheiro.

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  8. Basta um fato para conhecer o caráter deste sujeito. Dois dias antes de tomar um pé no traseiro pelo telefone, o então ministro da educação fez uma palestra na UFV (eu estava presente). Vale a pena assistir e comparar com o discurso logo depois da demissão. Fica claro que é um charlatão!

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  9. Cristóvão Buarque, cuja carreira acompanhei no SENADO é uma figura ainda menor do que descrita por Luiz Nassif. Passou de um lado para outro de forma execrável, sendo sua pauta pró-EDUCAÇÃO, mera falácia. Aliou -se a Álvaro Dias, sim aquele que usou as patas dos cavalos para inibir justas reivindicações dos professores em Curitiba. São todos farinha do mesmo saco de escroques na política nacional. Brinco ao repetir a frase de CHE GUEVARA “os latino-americanos só precisam de EDUCAÇÃO e SAÚDE, que o restante vai de arrasto rumo ao desenvolvimento”. Tendo por Patrono de Turma João Goulart em 63, me envergonho das pautas PDTistas, que se lançam como os atuais integrantes do Partido, desconhecendo o ideário de Brizola e Getúlio Vargas com cunho NACIONALISTA.

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  10. Por essas e outras que mergulhou na lata de lixo da História com um belo duplo twist carpado com um flip flop e dois mortais. Leva a Marta porque vai que ela faz autocrítica, pede desculpa pública e encarna o escorpião de novo.

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  11. É a Cultura, estúpido !

    Jorge Antunes
    (maestro, compositor, membro da Academia Brasileira de Música)

    O professor Cristóvam Buarque publicou, recentemente, artigos e e-book avaliando questões que ele considera como sendo “erros estratégicos” da esquerda, e dos progressistas em geral, cometidos nos últimos 26 anos.
    No livro intitulado Por que falhamos, o ex-senador afirma que todo o campo político dito democrático e progressista foi punido pelos eleitores, em razão de uma lista de 24 erros.
    Apesar do detalhismo da análise, os ares professorais do autor não chegaram a tocar naquilo que considero ser a maior falha dos governos dos últimos 30 anos: o desdém à Cultura como meio estratégico para fazer frente ao crescimento do projeto de poder dos pentecostais e neopentecostais.
    Cristóvam alega que a esquerda alimentou o culto à personalidade de Lula, deixando o país em crise e decadência e a população descontente. O professor também aponta como erros da esquerda a omissão frente à corrupção, o fogo amigo, a falta de percepção para com a realidade da globalização e da ecologia. Cristóvam vai mais longe em suas críticas, ou autocríticas, elencando como falhas: o populismo, o corporativismo, a troca de prioridades básicas, o atendimento do gosto imediatista da sociedade, a promiscuidade entre os poderes, a falta de reforma do Estado, o combate às privatizações e a oposição às políticas econômicas de Itamar, FHC e Lula.
    Mas Cristóvam não consegue enxergar o longo e exitoso percurso que foi construído por religiosos-políticos de direita nos últimos 30 anos, e que chegaram recentemente ao poder derrotando fragorosamente a esquerda. Há algumas décadas todos vêm testemunhando o fechamento de livrarias e cinemas, cujos espaços são tomados por igrejas. Os líderes religiosos que compram prédios e lojas de localização estratégica, vêm expondo aos olhos de todos um competente trabalho de proselitismo que, há décadas, arrasta novas gerações para as fileiras das igrejas. Assim, a comunidade evangélica brasileira cresceu numericamente durante três décadas, provocando grande mudança em nossa sociedade.
    Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil, Universal do Reino de Deus, Igreja da Graça, Renascer, Poder Mundial, Sara Nossa Terra, são grupos bem diferentes, mas que têm origem comum: os Estados Unidos da América. Os dois primeiros, pentecostais, se originam dos movimentos avivalistas adeptos do “Espírito Santo”. Os outros cinco, que são neopentecostais, têm origem na teologia da prosperidade, também importada dos Estados Unidos.
    Apesar das diferenças entre as várias denominações religiosas, existe um aspecto que as aproximam: o fundamentalismo.
    O movimento fundamentalista, de características dogmáticas, de crenças irracionais, que muitas vezes chega ao fanatismo, teve origem no início do século XX nos Estados Unidos, numa reação contra os movimentos modernistas da igreja. Sua origem primeira a encontramos no puritanismo, em que o radicalismo predominou.
    As consequências do avanço desses movimentos hoje se escancaram, com os aspectos teológicos dando lugar à ideologia do conservadorismo. Assim, entre nós já grassam o chauvinismo, a austeridade moral, a meritocracia.
    Outras facetas do movimento fundamentalista são aquelas que se revelaram no projeto político conservador que preconiza a chamada “escola sem partido” e a “cura gay”. As controversas e já famosas “Dez medidas contra a corrupção” também são frutos do processo de moralização do país empreendido por juristas que mesclam suas convicções a um discurso religioso.
    Mas, enfim, qual foi a grande falha cometida pelos governos brasileiros nos últimos 26 anos, erro crasso que nos trouxe à atual situação? Minha resposta a essa pergunta é a seguinte: governos federais, estaduais e municipais, deveriam ter se empenhado em criar um Centro Cultural ao lado, ou próximo, de cada igreja que surgia.
    Grande parte do grande eleitorado de 2018 estava formada de cidadãos que aos 9 ou 10 anos de idade não tinham, em suas comunidades, boas opções de lazer, entretenimento e prática cultural. A igreja, e não o Estado, conseguiu arregimentar essa massa popular para as suas fileiras, heroicamente a afastando das drogas e do crime.
    Mas esse ato heroico poderia –e deveria– ter sido praticado pelo Estado laico, oferecendo aos jovens, em um salão ou em um galpão instalado ao lado de cada igreja, com ricas bibliotecas e brinquedotecas, jogos de salão, cinema, futebol, basquete, natação, cursos de violão, de desenho, de pintura, de composição musical, de flauta doce, de dança, de violino etc.

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    • Se me permite, o que sugere ao final acredito que deveria ser uma função da educação, em outras palavras, as escolas deveriam oferecer. Mas aí vai ter turno integral, alimentação nas escolas, outros profissionais, novos espaços e estruturas, etc. Os governos não possuem interesse e muito menos dindin.

    • Parece-nos que a acusação de que o partido se descurou da educação, além de injusta, é fruto de uma análise sobremaneira superficial.
      Se para sua viabilidade o partido do governo teve que se compor com as muitas vertentes ideológicas;
      Se o partido do governo não era unanimidade nos três âmbitos: federal, estadual e municipal;
      Se a educação é dividida por níveis na mesma proporção – primária, secundária e superior , com responsabilidades distribuídas pelos três entes da federação, NÃO HÁ COMO exigir à unanimidade, as aulas de violino, flauta doce e salgada, cinema, futebol e basquete, brinquedoteca e quejandos, muito provavelmente oferecidos no condomínio onde reside o nobre comentarista. Cada ente federativo tem responsabilidades e políticas específicas no seu próprio âmbito.
      Mais que isso, o comentarista joga no lixo todo o esforço que administrações do partido do governo fizeram onde foi presente, como os CEUs da Marta Suplicy em SP , que ofereciam exatamente o que ele descreveu para toda a população, em especial a população carente.
      Falta com a verdade, portanto, nessa análise perfunctória que se pretende confiável.

  12. Pelos comentários não sabia que o Cristovam incomodava tanto, triste não fazerem uma autocritica, de certo acham que estão certos. E Nassif você sabe sim porque ele foi demitido da Min. da Educação.

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  13. “Com Dilma, Cristovam negociou várias vezes o cargo de embaixador na Unesco. A proposta era tentadora. Seu vice era o petista Wilmar Lacerda. Sendo indicado embaixador, Wilmar assumiria o cargo.”

    Nenhum inocente todavia …

    Mas em certo momento era o cara certo na educação …

  14. Cristóvão Buarque não tem merecimento suficiente, para receber qualquer atenção, da minha parte. Reprovado para sempre.

  15. “…A “autocrítica” de Cristovam Buarque, falando em nome de uma suposta esquerda, é uma das peças mais hipócritas de uma crônica política intrinsicamente hipócrita como a brasileira…” Bipolaridade Esquerdopata? Outra Marta? Mas somente agora? Agora, criticas alcançam Portugal, França ou EUA? Então já sabemos nada adianta. Esta Geração de farsa redemocrática, de farsa anticapitaista, de farsa antiimperilista, de farsa anticolonialista desfruta de nababescas aposentadorias em ‘terras civilizadas’. Não naquele ‘paiseco’ que não entendeu suas praticas transformadoras. Veja como transformou condições financeiras, econômicas, de tal Elite Esquerdopata. AntiCapitalista é claro, não é mesmo Cristovam? Pobre país rico. Mas de muito fácil explicação.

  16. Porque esconder o tremendo pé-na-bunda,que ele levou do Pt,nos “tempos áureos”…Na serviu pra nada,O RUIM FICOU PIOR,pena eterno reitorzinho da UNB !!!!

  17. Nunca esqueço do exemplo de ignorância e estupidez quando durante o julgamento do impeachment, a defesa de Dilma evocou a praxe jurídica “in dubio pro reo” (na dúvida, se favorecerá o réu) e, o energúmeno “educador” soltou a pérola: “in dubio pro Brasil”.
    Naquele dia, para mim, esse cidadão desceu à sola do meu sapato.
    Mostrou que havia embarcado de corpo e alma na onda da moda: Derrubar Dilma a qualquer custo.
    Facínora.

  18. Tenho tanto ainda a aprender; e o pior é que já tenho 73 anos! Um dia escrevi o e-mail copiado abaixo para Cristovam Buarque que, claro, nunca respondeu:

    Seu voto no “impeachment” de Dilma
    Yahoo
    /
    ditafutura

    rute bevilaqua
    To:
    cristovam.buarque@senador.leg.br

    Aug 28, 2016 at 4:14 PM

    Senador Cristovam Buarque,

    Uma das coisas que mais me dói nesta crise que vivemos é assistir seu posicionamento com relação ao “impeachment” da presidente Dilma. Me pergunto: qual é a deste homem que admirei tanto, que eu reputava como joia rara nesta corja de políticos bandidos que predominam em “nosso” Brasil?

    Jamais me esquecerei da defesa maravilhosa da Amazônia que o Sr. fez numa universidade dos Estados Unidos e que me deixou muitíssimo emocionada. Também nunca vou esquecer dos seu “Dicionário pessoal dos horrores e esperanças do mundo globalizado”. Com o Sr. aprendi conceitos que assimilei para sempre e que me tornaram uma pessoa muito mais informada.

    Por isso é que estou torcendo tanto para que o Sr. não decepcione seus fãs aderindo a esta farsa de votação. O Sr. é brilhante e sabe muito bem que a política deste governo interino trará mais “escravidão financeira”, mais “desigualdade”, mais “desmocracia”; talvez até a divisão do Brasil e a internacionalização da Amazônia que o Sr. tanto combateu. Por favor, Senador, ainda há tempo para o Sr. resgatar sua biografia e recuperar o respeito e admiração dos seus eleitores. Basta não dar seu aval a este golpe. Fazer isso não combina com sua história de vida. Fico muito triste quando vejo ex-admiradores seus dizendo que o Sr ficou “gagá”. Ídolos não ficam gagás. Por favor.

    Muita força e um grande abraço,

    Rute Bevilaqua

  19. Valeu Nassif, obrigada, e eu ainda tenho tanto a aprender! Um dia eu até escrevi o e-mail abaixo para o Senado Cristovam Buarque….:
    Seu voto no “impeachment” de Dilma
    Yahoo/ditafutura
    rute bevilaqua
    To: cristovam.buarque@senador.leg.br
    Aug 28, 2016 at 4:14 PM

    Senador Cristovam Buarque,

    Uma das coisas que mais me dói nesta crise que vivemos é assistir seu posicionamento com relação ao “impeachment” da presidente Dilma. Me pergunto: qual é a deste homem que admirei tanto, que eu reputava como joia rara nesta corja de políticos bandidos que predominam em “nosso” Brasil?

    Jamais me esquecerei da defesa maravilhosa da Amazônia que o Sr. fez numa universidade dos Estados Unidos e que me deixou muitíssimo emocionada. Também nunca vou esquecer dos seu “Dicionário pessoal dos horrores e esperanças do mundo globalizado”. Com o Sr. aprendi conceitos que assimilei para sempre e que me tornaram uma pessoa muito mais informada.

    Por isso é que estou torcendo tanto para que o Sr. não decepcione seus fãs aderindo a esta farsa de votação. O Sr. é brilhante e sabe muito bem que a política deste governo interino trará mais “escravidão financeira”, mais “desigualdade”, mais “desmocracia”; talvez até a divisão do Brasil e a internacionalização da Amazônia que o Sr. tanto combateu. Por favor, Senador, ainda há tempo para o Sr. resgatar sua biografia e recuperar o respeito e admiração dos seus eleitores. Basta não dar seu aval a este golpe. Fazer isso não combina com sua história de vida. Fico muito triste quando vejo ex-admiradores seus dizendo que o Sr ficou “gagá”. Ídolos não ficam gagás. Por favor.

    Muita força e um grande abraço,

    Rute Bevilaqua

  20. Enquanto isso – as igrejas lotadas, os cursos de capacitação em todas as Igrejas, a maioria delas norte americanas – as sedes dos partidos políticos andam às moscas, reuniões com número de aficcionados muito reduzidos. As esquerdas custam a acordar. Não sabem que o sonho acabou. E por culpa delas mesmas. Erraram e continuam no êrro. Não sabem sequer conversar entre si. Tanto tempo passado, parece que não aprenderam nada. Nem a cadeia tem servido de lição para enterrar a soberba e a pretensão. Sequer discutem uma forma para acabar com as verbas palamentares. O mínimo. Que lástima.

  21. Enquanto isso – as igrejas lotadas, os cursos de capacitação em todas as Igrejas, a maioria delas norte americanas – as sedes dos partidos políticos andam às moscas, reuniões com número de aficcionados muito reduzidos. As esquerdas custam a acordar. Não sabem que o sonho acabou. E por culpa delas mesmas. Erraram e continuam no êrro. Não sabem sequer conversar entre si. Tanto tempo passado, parece que não aprenderam nada. Nem a cadeia tem servido de lição para enterrar a soberba e a pretensão. Sequer discutem uma forma para acabar com as verbas palamentares. O mínimo. Que lástima. É a primeira vez que faço comentário .

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