O governo do Irã rejeitou formalmente nesta quarta-feira (25) a proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos para encerrar o conflito no Oriente Médio. De acordo com a rede estatal Press TV, Teerã classificou o plano de 15 pontos como “excessivo” e submeteu uma contraproposta aos mediadores, sinalizando que os termos atuais de Washington são inaceitáveis para o regime.
“O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas“, declarou o governo iraniano. A manifestação ocorre em um momento de alta tensão, iniciado em 28 de fevereiro, após uma ofensiva coordenada entre EUA e Israel que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei e de diversos integrantes da cúpula do regime.
O impasse diplomático
A proposta americana foi entregue a Teerã por intermédio do Paquistão, que tenta se posicionar como mediador central do conflito. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, ofereceu o país como sede para eventuais negociações presenciais entre as partes, ideia que recebeu atenção do presidente Donald Trump em suas redes sociais.
No entanto, a retórica em Teerã permanece rígida. A agência semioficial Fars informou que o governo não considera “lógico” negociar com quem “violou acordos” e que o país pretende atingir seus objetivos estratégicos antes de qualquer interrupção das hostilidades. Segundo fontes do governo, o plano de Trump ignora o que chamam de “fracasso americano no campo de batalha“.
Os 15 pontos de Washington
O documento elaborado pela Casa Branca estabelece exigências rigorosas que afetam a soberania militar e a política externa iraniana. Entre os pontos principais, detalhados por fontes diplomáticas e pelo jornal The New York Times, estão:
- Desarmamento: O compromisso de nunca desenvolver armas nucleares e a limitação do alcance e quantidade de mísseis balísticos.
- Infraestrutura: A desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow.
- Geopolítica: O fim do financiamento a grupos aliados, como Hamas e Hezbollah, e o reconhecimento do direito de Israel à existência.
- Navegação: A criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.
Em contrapartida, os EUA oferecem alívio de sanções econômicas e cooperação em programas nucleares para fins civis.
Conflito regional e sucessão
Enquanto a diplomacia patina, o cenário no terreno é de devastação. Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo organizações de direitos humanos. O conflito se expandiu para o Líbano, onde Israel realiza ataques aéreos contra o Hezbollah, que reagiu à morte de Khamenei com ofensivas em território israelense.
A sucessão interna no Irã também adiciona pressão à crise. O conselho iraniano elegeu Mojtaba Khamenei, filho do líder morto, como o novo comandante supremo. A escolha foi duramente criticada por Trump, que classificou a ascensão de Mojtaba como um “grande erro” e afirmou que a nova liderança é “inaceitável” para os interesses americanos na região.
Edivaldo Dias de Oliveira
25 de março de 2026 1:06 pmTrump convida o Irã ao suicídio e este se recusa.
Quanta audácia do Irã, não?
Rui Ribeiro
26 de março de 2026 10:12 am“Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, será atingido pelos Estados Unidos da América VINTE VEZES MAIS FORTE do que foi até agora. Além disso, eliminaremos alvos facilmente destruíveis, o que tornará virtualmente impossível que o Irã volte a se reconstruir, como nação, novamente — Morte, Fogo e Fúria cairão sobre eles — Mas espero, e rezo, para que isso não aconteça!”. – Trump
Rui Ribeiro
26 de março de 2026 10:13 am“Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente”. – Trump, tentando ganhar no grito
Rui Ribeiro
26 de março de 2026 1:44 pm“Os negociadores iranianos são muito diferentes e ‘estranhos’. Eles estão ‘implorando’ para que façamos um acordo, o que deveriam fazer, já que foram militarmente obliterados, sem nenhuma chance de recuperação. É melhor levarem isso a sério rapidamente, antes que seja tarde demais, porque, quando isso acontecer, NÃO HAVERÁ VOLTA, e não será nada bonito!“. – Trump