O peso de um sobrenome, por Marco Aurélio de Carvalho

Em artigo, advogado de defesa de Fábio Luís Lula da Silva fala de massacre sofrido pela Gamecorp há 15 anos

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Foto: Reprodução

Jornal GGN – A Gamecorp poderia ser usada como exemplo de empreendedorismo, comumente divulgadas pela mídia. Contudo, a empresa de Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, vem sendo massacrada há 15 anos sem que se comprovasse nada contra ela.

A afirmação é do advogado de defesa de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho. Em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo, ele explica que a Gamecorp vem sendo alvo de um massacre desde 2006, quando uma revista a colocou no centro de um suposto esquema de favorecimentos. Na época, Lula era franco favorito à reeleição presidencial.

“Diga-se desde logo que as acusações nunca foram provadas. Após uma devassa conduzida pelo Ministério Público Federal, o processo foi arquivado por falta de provas a pedido dos próprios procuradores federais”, diz Carvalho.

E no final do ano passado, a devassa recomeçou com uma nova fase da Operação Lava Jato, que resultou na apreensão de documentos e computadores em endereços de sócios de Fábio Luís. Embora a lei estabeleça que o material deveria ser mantido em sigilo, fragmentos do material apreendido vêm sendo metodicamente vazados para os principais veículos de imprensa há quase três semanas.

“Já apareceram rabiscos sobre a ideia de um time de futebol em Cuba, rascunhos de um gibi, cópias de emails e até os comprovantes de um empréstimo regular, obtido junto ao BNDES numa linha de crédito para pequenos empresários”, diz o advogado de Fábio Luís.

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Carvalho diz que alguns promotores e juízes – “com a arrogância típica dos salvadores da pátria” – prometerem a “cura” para a corrupção. “Para se esconder daquilo que jamais poderão entregar, precisaram criar uma máquina de marketing baseada em factoides e na intimidação. Tratam de manter o ar pesado, para validar sua prática de atirar primeiro e perguntar depois”, afirma.

Para o advogado do filho do ex-presidente, “é estarrecedor notar que o modus operandi revelado pela Vaza Jato para envolver a mídia, transformar suspeitas em fatos e ameaçar investigados ainda esteja sendo usado com tanta naturalidade. A corrupção tem muitas formas e uma delas é subverter as regras do devido processo legal”.

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2 comentários

  1. O artigo é muito esclarecedor, só que os picaretas da Folha editaram uma chamada dúbia, sacana, ao gosto dos semi-analfabetos que ainda leem o lixo de quinta categoria da Barao de Limeira . Como diz o Falcão, coisa de corno!

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