13 de junho de 2026

O que levar em conta quando se discute um pacto nacional

“Não faz sentido falar em pacto se se parte de posições irredutíveis ou impositivas”
 
 
Por JB Costa 
 
Temos que abrir mais nossas
 
Temos que abrir mais nossas mentes quando elucubramos acerca do termo Pacto. Substituirmos a conjugação adversativa OU pela coordenativa E quando dos valores, termos e premissas em discussão.
 
Não faz sentido falar em pacto se se parte de posições irredutíveis ou impositivas. Pacto, simplificando as coisas, nada mais é que formalizar o que todos tem como certo, como viável, imprescindível, óbvio, inadiável, justo e aplicável, mas que por razões políticas mesquinhas, complexo de superioridade ideológica ou simples maldade se negam a tal. Daí porque pactos não se darem em cima de minudencias, mas envolvendo grandes questões.
 
O interessante é que no terreno mais movediço das escolhas humanas que é o da Política é onde ocorram as manifestações mais incisivas de “verdades” absolutas. Daí a dificuldade para a busca e pactuação de consensos. 
 
Será que alguém discorda das premissas abaixo que bem poderiam ensejar uma agenda de repactuação nacional:
 
– O sistema político do país é disfuncional, está superado e está na raiz dos nossos impasses e problemas na área. 
 
– Os nossos indicadores de desigualdade são ainda vergonhosos.
 
– O sistema tributário nacional é complexo e dá vazão para injustiças e sonegação.
 
– Nosso sistema federativo poderia ser menos centralizador; poderíamos dar mais autonomia aos estados e municípios;
 
– A Educação e a Saúde são áreas nas quais a atividade privada será apenas complementar e não principal. Há de existir sistemas únicos que assegurem de forma rasa o acesso a TODOS a esses bens.
 
– A violência no país alcançou níveis absurdos. Há de se conjugar politicas de repressão com as de recuperação e prevenção sem estigmatizar nenhuma delas. 
 
Estes são só alguns exemplos ilustrativos. 

“Não faz sentido falar em pacto se se parte de posições irredutíveis ou impositivas”

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17 Comentários
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  1. Anarquista Lúcida

    19 de junho de 2016 9:22 pm

    A primeira condiçao p/ um pacto é a possibilidade de confiança

    Que nao há. E isso poe um ponto final no assunto.

  2. peregrino

    19 de junho de 2016 9:26 pm

    excelente…

    seria o mesmo que fazer pacto com um ausente

    pacto só dá certo quando os dois lados se reconhecem em erro, e não em acerto

  3. peregrino

    19 de junho de 2016 9:45 pm

    mas com os dois lados cientes dos erros…

    podemos dizer que temos portas abertas para a confiança

    1. Anarquista Lúcida

      19 de junho de 2016 10:02 pm

      SE esse fosse o caso, e fosse sincero, OK, MAS nao é

      E nao tem a menor chance de ser… Esses caras nao estao dando a mínima para certo/errado, só querem saber como ganham mais e se livram de acusaçoes.

      1. peregrino

        19 de junho de 2016 10:28 pm

        100% contigo nessa…

        até acrescento, quem entrar nessa de peito aberto e olhos fechados, pode se lascar legal

        é da essência desses caras, vide na história, Operação Barbarossa

        1. peregrino

          19 de junho de 2016 10:34 pm

          explicando melhor o lado que coloquei como ausente…

          democraticamente, um governo e governadores golpistas

          tolice fazer pacto com ausente dessa laia; mesmo que pedir para ser traída novemente

          1. Anarquista Lúcida

            20 de junho de 2016 2:30 am

            Estamos de acordo

            E, para acima de tudo, veja o que eu disse em outro comentário sobre a “tradiçao” brasileira de pactos pelo alto, passando por cima da cabeça da populaçao. Tudo para que as coisas continuem como sempre.

    2. peregrino

      19 de junho de 2016 10:22 pm

      e se ainda não temos…

      sinal de que temos muito o que corrigir ainda e não só na política

      principalmente a imprensa que nos faz seguir em beligerância por se intrometer na política de forma exagerada, incontrolável, a prejudicar apenas um dos lados

      se os dois lados não reconhecerem, levaremos muito tempo ainda

      e qualquer pacto será quebrado

  4. Anarquista Lúcida

    19 de junho de 2016 10:03 pm

    É uma tradiçao brasileira

    Tentar “resolver” coisas fazendo “pactos” por cima da cabeça do povo, de modo a que nada mude realmente.

  5. bfcosta

    19 de junho de 2016 10:14 pm

    Particularmente não vejo

    Particularmente não vejo nenhuma disposição do lado vencedor/golpista em realizar um pacto. Acho que só o farão quando virem que o controle da situação está começando a ficar fora de controle, mas por hora está céu de brigadeiro para eles.

  6. Ivan de Union

    19 de junho de 2016 10:22 pm

    O bem do Brasil eh ponti

    O bem do Brasil eh ponti irredutivel e ja esta claro que eles NAO tem isso em mente.

  7. peregrino

    19 de junho de 2016 10:44 pm

    mas eu sou meio estranho nessas coisas…

    para mim ou está tudo certo ou está tudo errado

    levando para o pacto, como possíveis considerações de ambas as partes:

    se os dois estão certos, não precisa

    se os dois estão errados, melhor condição para dar certo

    se um tá errado e o outro tá certo, tem tudo para ser quebrado

  8. Meire

    19 de junho de 2016 11:34 pm

    Uma das características da

    Uma das características da CORRUPÇÃO na política do país é que ela ocorre, não exclusivamente, mas  preponderantemente em círculos masculinos, já que homens foram os que dominaram a política até pouco tempo. No momento em que aparece uma presidente que não pactua com esquemas de corrupção, monta-se um golpe, que não se sustenta nas pernas, para ir adiante.

    A presidente Dilma, que se sinta a vontade para fazer , se quiser algum pacto, que como já foi dito à manterá sob rédeas curtas, só para manter as aparências de que não são os ladrões quem voltam a mandar no país. E para isso terá ainda que engolir a injustiça de uma tentativa de impeachment golpista e toda a desestabilização econômica criminosa, feita por ladrões, contra seu governo, tudo com a aprovação das ditas lideranças nacionais (“políticas”, “judiciais”, religiosas”, “empresariais”, … enfim, todos aqueles que vivem às custas da exploração dos impostos, do trabalho povo).

    O único problema, para os ladrões, é que mais essa EMENDA pode ficar bem pior que o SONETO (golpe).  E dessa vez o POVO, pode resolver lhes DEFENESTRAR.

    E olha, que de golpe em golpe, mais olhos começam a enxergar, e dessas falsas lideranças só querem se distanciar.

    Aqui peço licença, para repetir o seguinte comentário, que diz tudo:

    Anarquista Lúcida

    É uma tradiçao brasileira

    dom, 19/06/2016 – 19:03

    Tentar “resolver” coisas fazendo “pactos” por cima da cabeça do povo, de modo a que nada mude realmente.

  9. Cidadão

    19 de junho de 2016 11:42 pm

    Quem vai fazer pacto com quem ?

    Os meia-dúzia que se reúnem a noite ou nos finais de semana para “defender” o mandato de Dilma querem fazer um pacto ?

    Sequer uma greve geral tivemos até agora que ensejasse a necessidade de um “pacto”.

    Desobediência civil se alastrando e tomando dimensões insuportáveis ? Nem pensar.

    Os brasileiros sequer deixam de pagar a multa de trânsito que o Estado lhes aplica, de tão obedientes que são. hehe

    E em outubro estarão todos cumprindo seu papel de eleitores ( e avalistas ) desta palhaçada toda.

    Pacto prá quê ? Se querem um novo pacto social que criem as condições para ele se tornar necessário.

     

     

    1. Vinicius Carioca

      20 de junho de 2016 11:11 am

      estou esperando essa greve

      estou esperando essa greve geral que nunca chega…não sei o q aconteceu com as centrais pra não terem feito nada nesse sentido, muito frustrante.

  10. will

    20 de junho de 2016 12:19 am

    Mais Democracia

    Esse é o caminho do pacto.

    A Constituição é um pacto.

    As Instituições são pactos.

    Na verdade , já temos esse pacto.

    Estou ansioso para as constituintes, plebicitos, 

    Mais ou menos como a Dilma disse, que o Tarso disse:

    As pessoas escolhem ser corruptas, as instituições não.

    Que haja um levante jurídico a favor das mudanças.

    O desejo de se  fazer a política e avançar,  já estão engatilhados com o povo.

    Quem for contra essas ferramentas democráticas, passa a ser suspeito, ilegítimo e que se mude pra Miami.

    #FORATEMER

    #VOLTADILMA

  11. Vinicius Carioca

    24 de junho de 2016 5:53 am

    Sem esperanças nenhuma na Dilma

    Não me convenci se vale a pena a volta da Dilma.

    Ela não brigou pelo seu governo quando estava governando. Preferiu se encolher e deixar os justiceiros de Curitiba levarem o país pra uma histeria anti-corrupção que no final resultou nisso que está comandando o país em Brasília.

    Aliás, o Nassif por diversas vezes fez análises aqui, desde 2013 eu acho, mostrando as possibilidades da Dilma de restabelecer um pacto mínimo por governabilidade. Naquelas situações, por mais complicadas que fossem, era muito mais fácil chegar a uma solução conciliatória, que passava inclusive pela troca de comando de alguns ministérios, incluindo Casa Civil (Mercadante), Fazenda (Mantega) e Justiça (qual é onome daquele inútil mesmo??). E o que ela fez? Simplesmente ficou olhando o bonde passar.

    As pessoas não mudam assim facilmente. A única vantagem dela, por enquanto, é a incompetência dos bandidos de plantão no governo atual. Mas com o histrionismo desse judiciário partidário, reacionário e corrupto fica difícil, mesmo sendo um modelo de honestidade.

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