O rodízio de fritura do governo Bolsonaro, por Bernardo Mello Franco

Em artigo, jornalista diz que, no governo atual, quem não pertence ao clã pode cair em desgraça da noite para o dia

O Presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (via fotospublicas.com)

Jornal GGN – O governo Jair Bolsonaro inventou um novo conceito: o rodízio de fritura política. Depois do ministro da Justiça, Sergio Moro, o alvo da vez é o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

“Onyx frequenta a frigideira desde o sexto mês de governo, quando o presidente entregou a articulação política ao ministro Luiz Eduardo Ramos. Deputado de cinco mandatos, perdeu o posto de negociador para um general recém-chegado a Brasília”, pontua Bernardo Mello Franco, em artigo publicado no jornal O Globo.

Nos últimos dias de suas férias, o presidente Jair Bolsonaro anunciou pelas redes sociais a demissão dos dois auxiliares mais próximos de Lorenzoni, e transferiu o PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) para o Ministério da Economia.

A nova fritura foi detonada pelo caso de Vicente Santini, que usou um avião da FAB para ir à Índia. Na terça-feira, Bolsonaro disse que a atitude era “completamente imoral” e demitiu o aliado de Onyx. Na quarta, cedeu a um pedido dos filhos e decidiu recontratá-lo como assessor especial. Ontem Santini levou outro cartão vermelho, o segundo em 48 horas.

Segundo Mello Franco, o caso mostra como o presidente se mostra sensível às redes sociais, e a conta sobrou para Onyx, que agora tem duas alternativas: seguir em baixa no palácio ou voltar a ser deputado federal. “Neste governo, quem não pertence ao clã presidencial pode cair em desgraça da noite para o dia. Até durante as férias”, ressalta.

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