
Há uma discussão inútil, sobre se o país está ou não em recessão técnica. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) diz que as variações negativas, por pequenas, não configurariam recessão técnica. Parte do mercado diz que sim.
Trata-se de preciosismo acadêmico.
No plano real tem-se uma economia estagnada. E não há como atribuir essa estagnação apenas à conjuntura internacional.
***
Quando a economia mundial começou a patinar, todos os países industrializados trataram de aumentar suas exportações, visando compensar a queda do mercado interno.
Nesse ambiente inóspito, o governo Dilma Rousseff tomou uma série de medidas que ajudaram a derrubar o PIB:
Manteve o câmbio apreciado, promovendo uma enorme perda de produção industrial em favor dos importados.
Comprimiu o preço dos combustíveis, promovendo perdas não apenas para a Petrobras como para o setor sucroalcooleiro.
O Ministério da Fazenda e a Secretaria do Tesouro meteram-se em uma barafunda infernal criando enorme insegurança em relação ao quadro fiscal.
Houve grandes atrasos na definição das concessões de infraestrutura.
***
Por outro lado, o governo Dilma plantou as seguintes sementes:
Manteve a atenção ao salário mínimo e emprego. Com isso, o mercado de consumo manteve-se ativo impedindo que a economia desabasse de vez.
O sistema de exploração do pré-sal começa a dar frutos. Apesar da queda da produção industrial, a indústria extrativa deve contribuir em 0,2 ponto do PIB este ano. Tudo em função do ritmo acelerado de expansão do pré-sal, fruto do modelo de exploração adotado. Como é um setor intensivo em investimento, nos próximos anos será crescente sua contribuição para o aumento do investimento na economia.
Segundo os economistas do Itaú Unibanco, a indústria extrativa deverá crescer 5% este ano. Ela é formada pelo segmento de mineiro de ferro (55%) e de petróleo e gás (35%). Como minério e ferro andam de lado, o crescimento do setor está sendo puxado por petroleo e gás.
***
Para 2015 e 2016, independentemente do presidente eleito, há sinais promissores no ar.
Finalmente, o sistema de concessões destravou. Petróleo e gás continuarão em ritmo crescente.
Havendo um ajuste no câmbio e nas tarifas públicas, mesmo enfrentando uma pressão maior de inflação, se destravará o principal obstáculo ao crescimento.
Finalmente, havendo bom senso e juízo da parte do próximo presidente, sendo Dilma, Marina ou Aécio, haverá a preocupação de indicar uma equipe econômica de primeiro time para dirigir a economia.
***
Aliás, as eleições atuais estão permitindo a melhor discussão de propostas de todas as anteriores. As equipes dos três candidatos estão empenhadas em discutir conceitos e propostas.
Nas eleições de 2006, o candidato Geraldo Alckmin entregou seu plano de governo a um ruralista, João Carlo Meirelles, sem a menor noção. Não saiu nada. Em 2010, o candidato José Serra sequer apresentou plano de governo. Sua desculpa inacreditável é que não queria que suas ideias fossem copiadas.
Independentemente dos resultados, essas eleições elevaram o nível da campanha.
anarquista sério
31 de agosto de 2014 9:35 amCollor não assumiu prometendo
Collor não assumiu prometendo que iria acabar com o veto de importaçãões de eletronicos( que Sarney impediu por causa de Sharp do amigo Mathias Macheline)
Itamar mão assumiu prometendo que iria acabar com a inflação.
F H C não assumiu prometendo responsabilidade fiscal e tbm se calou quanto a reeleição
Lula não assumiu que criaria o bolsa família .Ao contrário, começou com o tal Fome Zero e levou uns trocentos ministros e não aconteceu nada.(Ciro Gomes entre eles)
Dilma assumiu prometendo TUDO e não fez nada.
Hoje li um comentário interessante em algum dos trocentos jornais e portais que leio:
”Dilma será a primeira presidente pós Sarney que entregará o governo PIOR dp que recebeu”
Então: Programa pra que?
Fabio Passos
31 de agosto de 2014 12:38 pmTrocentos jornais?
Trocentos é derivado de troço? Neste caso é menos vulgar dizer que lê excrementos jornais.
Que comentário tolo você leu, não?
Afinal… fhc entregou o Brasil muito pior para Lula do que recebeu de Itamar.
Nem história recente os leitores de troço conhecem.
alexis
31 de agosto de 2014 9:52 amParalisação com viés político
Caro Nassif,
Empresas de mineração e, provavelmente de outros segmentos, paralisaram os investimentos, adiaram ou suspenderam sem previsão pagamentos a terceiros ou empreiteiras e, ainda, promoveram demissões. Isso aconteceu já desde o final do ano passado e, com certeza, neste ano de 2014, os cofres foram fechados. Com isso, espalhou-se um clima de paralisação técnica no setor, contribuindo com queda do PIB e aumentando a sensação de fracasso econômico, que o candidato Aécio ostenta hoje como bandeira.
Explicações são sempre as mesmas, aguardando outubro para a retomada. Alguns, com convicção, falaram que com Aécio as coisas iriam melhorar.
Avelino de Oliveira
31 de agosto de 2014 11:55 amCaro Alexis
Concordo com
Caro Alexis
Concordo com você.
A “paralisação técnica” tem nome, é um grupo de rentista, de matriz Wall Stret, que não medem esforço paa detonar o povo, achando que assim, detonam a Dilma na eleição, para ter acesso aos cofres e riquezas do Brasil e continuar a detonar o povo.
Marina é a máscara de Wall Street da vez. Uma Líbia aqui, uma Síria acolá, uma Ucrânia a frente, uma Venezuela em 2002, Brasil, inúmeras vezes, e agora de novo.
Saudações
Toni
31 de agosto de 2014 10:51 am.
Se em 2008, com o pipocar da maior crise financeira internacional desde 1929, o país soube contornar os problemas, atribuir agora ao quadro internacional uma das razões para as dificuldades é uma coisa não muito coerente, talvez até uma admissão de culpa.
Acho ainda que as grandes deficiências de infraestrutura, tratadas de forma superficial e sem lá muita seriedade, formam um gargalo que impede todos os setores da economia evoluirem e se autodesenvolverem. Isso inclui desde mobilidade urbana até energia, passando por saneamento básico, abastecimento d’água, vias de escoamento, etc.
Junto com as políticas sociais de inclusão e distribuição de renda, onde foi feito muita coisa pelo governo petista e coincidem em alguns pontos com o mencionado acima, considero que o país estaria mais imune a crises.
O desenvolvimento levado a sério e de forma consequente, elimina por si cartéis, picuínhas políticas, torna a oposição responsável e cuidadosa, dá sustentabilidade a investimentos e empreendedorismo e até a corrupção é combatida por tabela.
Ronin
31 de agosto de 2014 11:23 amEstá na hora de abaixar a
Está na hora de abaixar a SELIC.
Daniel Krein
31 de agosto de 2014 1:39 pmCom certeza
Mas para abaixar a selic é necessário desvalorizar o real, caso contrário as contas externas explodem. Mas ao desvalorizar o real, a inflação aumenta porque os produtos importados ficam mais caros.
No início do seu governo, Dilma baixou a selic em 5%. Foi a melhor medida econômica do governo depois do Plano Real. Mas Dilma resolveu bombear excessivamente o consumo, sem aumentar os investimentos. Isso gerou pressão inflacionária e ela voltou a elevar a selic. Como sempre, colocou-se a culpa nos bancos, nos rentistas.
Considerando uma dívida pública de R$2,2 trilhões, 5% a menos na selic representam R$110 bilhões a menos de juros. Os juros reais seriam de menos de 1,5% ao ano, ou seja, de apenas R$33 bilhões. Com um superavit primário de 1%, a dívida pública cairia rapidamente.
Daniel Krein
31 de agosto de 2014 11:49 amUm desastre perfeito
Para os setores industrial e extrativo, o mais lesivo foi o real supervalorizado, o que tornaram os setores não competitivos no mercado internacional. No aspecto macroeconômico, diminuíram as exportações e aumentaram as importações, o que gerou deficit nas contas correntes de US$80 bilhões/ano. Para cobrir a diferença, é preciso subir os juros, o que atrai dinheiro especulativo do exterior. Mas isso gera uma armadilha difícil de desmontar, pois com a queda dos juros o capital que entrou alça vôo nas microondas da internet. Num caso desses, as nossas reservas internacionais seriam consumidas em cinco anos. Em resumo, um desastre perfeito engendrado pelo governo Dilma e sua incapacidade de controlar a inflação sem apelo a esses desatinos.
Não há solução de curto prazo para esses problemas. Um ministério ultraqualificado é uma das condições sine qua non para que a situação se resolva em uns poucos anos, e esse é o tipo de coisas que a sargentona Dilma é incapaz de fazer, pois ela só aceita soldados que se submetam ao seu autoritarismo e ninguém realmente qualificado aceitaria um convite seu. Além da montagem de um superministério, é preciso parar com a demagógica mentira de que tudo pode ser resolvido sem perdas temporárias de renda para muitos brasileiros. E quanto mais a solução for adiada, mais dolorido terá de ser o remédio.
Juros altos nem controlam a inflação por contenção do consumo nem interessam tanto os banqueiros brasileiros, pois os juros que o consumidor paga são várias vezes acima da selic. Juros altos é a forma de controlar a inflação de forma indireta, pois o país fica inundado de bens importados a custo baixo em reais.
Essa é nossa herança do governo Dilma.
MRE
31 de agosto de 2014 12:00 pmFora Dilma !
O Nassif continua querendo derrubar o Mantega. Quem o lê, e também o seu seguidor Anarquista Sério, tem a impressão que a Dilma e o PT estão deitados em berço esplêndido – esquecem que quem manda no país é o Itaú, Bradesco, a Globo e outros doleiros que não se preocupam em construir indústrias que rendem 4 ou 5 vezes menos do que jogar no open. E qualquer governo que promover uma rentabilidade mundial ( como no Japão, nos EUA) no Brasil cai no dia seguinte, ou não é assim que a mídia pensa e proclama e nós otários acreditamos ?
As propostas demagógicas dos candidatos, fora PT, são ridículas. Duvido qualquer um acabar com o grande deputado que defende os cariocas – o magnífico e ético PMDB Eduardo Cunha”; duvido algum eleito minimizar a influência de um Renan Calheiros, de um Roberto Arruda Mendes, de um Sarney e seu clã ( será que se aposenta?) ?, de uma Veja Cachoeira ? De um Globo que precisa de ganhar uma fortina diária para promover as suas atividades e tome-lhe lobby para se manter – daí precisar desesperadamente de grana dos bancos ( e estes do governo com Selic alta) para viver – simbiose total ou não é assim ?
Para melhorar este país tem que arregaçar as mangas e trabalhar e não fazer blá. blá estéril e pregando que se estivessem no comando fariam melho achando que todos não enxergam além do nariz. Quanta soberba e prepotência – perdemos de 7 e ainda nos achamos com direitos a criticar os outros ao invés de discutirmos como recomeçar – não queremos nos humildar e aprender a lição. Estamos sempre cuspindo no prato que comemos !
Ze guimarães
31 de agosto de 2014 12:13 pmResumindo
Tudo o que Dilma herdou do Governo Lula e não tentou mudar está funcionando perfeitamente: Pré sal, salario minimo decente, etc.
Mas o que ela herdou do Lula e tentou “melhorar”, modificando, ela estragou. Se tivesse deixado a Selic no mesmo patamar que Lula deixou, a situação seria outra, o crecimento do PIB seria bom ou ótimo e a re eleição de Dilma não estaria ameaçada agora. O pior é que Dilma é geniosa, teimosa e não reconhacerá isto tão fácil.
Ah, Lula, como sentimos falta de você.
OBS
31 de agosto de 2014 6:19 pmhttps://www.youtube.com/watch
https://www.youtube.com/watch?v=PnW2n8_AWPI
josé adailton
31 de agosto de 2014 12:35 pmPaís da jabuticaba
Após determinados fatos confirmados e revelados de forma clara e incisiva , conforme consta deste post, para o cidadão comum fica aquela impressão de que o governo queria demonstrar , durante o ápice da crise(2008/2009) que o Brasil era diferenciado na condução de sua política econômica.Isto foi dito pela presidente Dilma, quando ela chegou a afirmar que os europeus estavam conduzindo de forma errada as medidas para superar as dificuldades econômicas deflagradas naquele período.
“Quando a economia mundial começou a patinar, todos os países industrializados trataram de aumentar suas exportações, visando compensar a queda do mercado interno.
“Nesse ambiente inóspito, o governo Dilma Rousseff tomou uma série de medidas que ajudaram a derrubar o PIB”
“Por outro lado, o governo Dilma plantou as seguintes sementes”
Infelizmente estas sementes ainda não deram frutos suficientes e a eleição está se aproximando, junto com um tsunami emocional, que poderá causar estragos políticos irreverssíveis para os atuais donos do poder.
PS: A presidente supostamente queria preservar o quadro social estável .Entretanto , é claro e evidente que o capitalismo tem suas prioridades deixando , por opção de sobrevivência ,a população em segundo plano , pois o capital é um totem sagrado dos poderosos que deve ser restaurado e conservado in saecula saeculorum.
Fabio Passos
31 de agosto de 2014 12:48 pmEste real sobrevalorizado é terra arrasada.
Destruímos nossa indústria porque aceitamos o destino que as nações superdesenvolvidas definiram para o Brasil.
Produtor de primários. Minério, soja e agora petróleo. É pouco para uma nação com tanta riqueza natural e povo tão criativo. É a merda desta “elite” atrasada que nos ferra.
antonio francisco
31 de agosto de 2014 1:24 pmVender minério
Isso aí, Fabio Passos.
Brasil enche navios com minério de ferro para a China. E trás de lá… até trilhos para trens, uma porqueira sem tecnologia nenhuma que poderia ser fabricado aqui gerando empregos.
Fabio Passos
31 de agosto de 2014 1:33 pmSim. E ainda tem quem comemore…
… a Vale do Rio Doce exportando tanto minério e não investindo em siderúrgicas.
E os entreguistas criminosos querem agora voltar com marina ou aécio ou qualquer outro picareta.
alexis
31 de agosto de 2014 1:48 pmEntreguista e ainda explorador
Pagando pelo mesmo minério 1/3 do preço ao pequeno produtor nacional, que não recebeu de mão beijada – na privataria – as ferrovias e portos para exportação.
Lionel Rupaud
31 de agosto de 2014 1:52 pmResumindo: a grande batalha política da presidência
Dilma foi em 2011 quando decidiu atacar a grande trava ao crescimento (criada no final de 1994 início de 1995): a dupla cambio apreciado e juros reais campeões mundiais. Imediatamente os porta-vozes dos rentistas que vivem e muito bem desta dupla usaram os empregados da mídia, especialmente M. Leitão, Sardenberg e a incrível A. M. Braga com a “hiperinflação do tomate”, para detonar essa tentativa.
Dilma se recusou a combater, seus ministros não entraram em campo.
O rentismo-financismo ganhou a batalha política.
Depois se borrando de medo de ver a inflação sair da “meta” entraram em desespero: freando os aumentos da gasolina (com isso destruindo uma fraca industrial sucroalcooleira, e enfraquecendo o caixa e o valor de mercado da Petrobras), cortando em excesso os preços da energia elétrica (reagindo sem racionalidade á decisão política dos governos estaduais mandando as empresas CEMIG, CESP, COPEL não participar da renovação antecipada das concessões da usinas hidroelétricas amortizadas), e no fim retornando á dupla cambio apreciado e juros reais campeões mundiais.
Estamos em plena campanha eleitoral, e a Dilma está no pior dos mundos, acuada pelos porta-vozes dos rentistas, tendo dificuldades enormes para mostrar algo positivo dos seus 4 anos. É uma derrota política enorme.
Como o candidato do PSDB é péssimo político, ela entrou em campo (campanha eleitoral) achando que podia jogar mal mas o adversário era pior ainda, tipo assim a “maravilhosa seleção do Felipão – CBF” contra a seleção de Camarões.
Só que agora entrou em campo no lugar do playboyzinho mineiro-carioca um time misto de mercenários sem escrúpulos atrás de uma Antônia Conselheira que ela não tem como analisar.
Não sou “dono do futuro”, mas acho que a campanha da Dilma terá um “jogo” (político) terrivelmente difícil, por que não se preparou adequadamente, e o Lula do banco não pode fazer mais nada.
Pessoalmente como brasileiro não acho a volta do PT á oposição federal um mal em si: terá que se redefinir e se preparar adequadamente para 2018.
Mas ficar na mão do “time misto de mercenários sem escrúpulos atrás de uma Antônia Conselheira”, ai sim é dramático.
Clever Mendes de Oliveira
31 de agosto de 2014 8:21 pmQuestionei você em “O Mercado de Notícias, por Marcelo Coelho”
Lionel Rupaud (domingo, 31/08/2014 às 10:52),
Em homenagem os seus comentários curtos e precisos, eu fiz um comentário dentro do meu estilo, se é que se pode dizer que eu tenha um, com um bom apanhado de pesquisa para dar uma opinião divergente da sua lá no post “O Mercado de Notícias, por Marcelo Coelho” de sexta-feira, 22/08/2014 às 16:56, aqui no blog de Luis Nassif contendo o artigo “O Mercado de Notícias” de Marcelo Coelho, transcrito do jornal Folha de S. Paulo. O endereço do post “O Mercado de Notícias, por Marcelo Coelho” é:
https://jornalggn.com.br/noticia/o-mercado-de-noticias-por-marcelo-coelho
Na maioria das vezes diante dos seus comentários curtos e precisos eu estou pronto a concordar com você. O meu comentário enviado segunda-feira, 25/08/2014 às 21:36, para junto do seu enviado sexta-feira, 22/08/2014 às 19:51, lá no post “O Mercado de Notícias, por Marcelo Coelho”, embora achando sua provocação interessante, foi para defender Marcelo Coelho que censurou Jorge Furtado por não ter feito referência ao julgamento da Ação Penal 470 no documentário “O Mercado de Notícias”. A minha defesa era uma meia defesa no sentido em que eu aponto uma forma de Jorge Furtado utilizar a crítica de Marcelo Coelho em favor do documentário dele.
Penso que vale a pena dar uma leitura, no que eu escrevi lá para você.
Espero ainda enviar um comentário para Luis Nassif aqui neste post “Os rumos e caminhos da economia na recessão” de domingo, 31/08/2014 às 08:33, de autoria dele. Provavelmente não vou dizer algo muito diferente do que você diz. Penso apenas que o julgamento do governo da presidenta Dilma Rousseff feito a partir das taxas de popularidade do governo e da candidatura dela à reeleição pecam por omitir os efeitos do julgamento da Ação Penal 470, no consciente e inconsciente coletivo e os efeitos da inflação entre 5,5% e 6,5% junto com o julgamento da Ação Penal 470 no STF no desencadeamento das manifestações de junho de 2013. Não nego que a mídia teve participação na criação do descontentamento da população com o governo da presidenta Dilma Rousseff. Só que me parece que o julgamento da Ação Penal 470 no STF e a inflação variando entre 5,5% e 6,5% tinham moto quase próprio para levar a queda de popularidade de Dilma Rousseff no rescaldo das manifestações de junho de 2013 que não me pareceram terem sido criadas pela mídia.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 31/08/2014
altamiro souza
31 de agosto de 2014 1:59 pmé elogiável mesmo nestas
é elogiável mesmo nestas eleições o número de propostas, pelo menos nãof ica bno fla-flu vazio.
mas fico om primeira frase do post.
e com a conclusão de que é melhor evitar o desabamento da economia com pleno emprego e melhores salários do que a recessão que desemprega milhões na europa, levando até o suicídio de pessoa, como na grecia.
e pode acreditar, se essa política atual for revertida em malefício da maioria, é óbvio que sofreremos dos mesmos males de lá….
Nelsonz
31 de agosto de 2014 2:09 pmAté agora eu não consigo
Até agora eu não consigo entender o que o Nassif quer da política economica. Desvalorizar o real no tapa e no decreto vai aumentar as exportações e o resto do mundo quer o que …. aumentar as exportações!!! Aí vem a conversa do custo Brasil, leis trabalhistas e direitos do trabalhador. Parece que todo mundo só pensa naquilo … naquilo errado. O governo é um grande investidor mas as elites que cá como lá detèm mais de 50 % do PIB do mundo não quer risco, quer renda e lucro no rentismo. Aí vem a Marina acenando para uma parceria público/privada e quer que nós acreditemos que após elegermos a MARINA o ITAU, SANTANDER, BRADESCO E HSBC vão ser bonzinhos e investir no BRASIL!! Ah tá bom. Eu sou bastante velho pra lembrar do NASSIF na BAND defendendo o PLANO COLLOR no dia de sua implantação. Isto ninguém esquece. Nassif e Gunter juntos com Marina 2014 e o Brasil que se ….
Fabiana C.
31 de agosto de 2014 3:28 pmNassif, meus comentários
Nassif, meus comentários foram retirados. Por quê?
luisnassif
31 de agosto de 2014 3:30 pmDeve estar procurando no post
Deve estar procurando no post errado.
Fabiana C.
31 de agosto de 2014 3:33 pmFiz um comentário, houve 02
Fiz um comentário, houve 02 leitores que comentaram meu post e logo em seguida ele desapareceu.
aliancaliberal
31 de agosto de 2014 11:36 pmregistre se.
registre se.
Assis Ribeiro
31 de agosto de 2014 3:36 pmO crescimento no Brasil se
O crescimento se deu pelo emprego, elevação dos salários, políticas sociais e com foco na indústria automotiva e da construção
Falaram em bolhas nesses setores, não houve, e natural que eles diminuíssem o céu de brigadeiro.
O novo foco industrial foi apresentado por Nassif na série indústria aeroespacial, pré-sal, farmacêutica e naval
Na infraestrutura, a demora se deu na dificuldade de se mudar a forma antiga que era muito onerosa ao consumidor dos serviços. Após destravar o que era, as concessões passaram a ser um sucesso
Energia. São inúmeras as hidrelétricas e eólicas que estão sendo entregues
Educação, outro foco de crescimento, o governo fez grandes investimentos
A economia tende a crescer
Gunter Zibell - SP
31 de agosto de 2014 5:26 pm“independentemente do presidente eleito”
Independentemente da presidenta eleita…
Você quer dizer…
Né…
😉
Roberto São Paulo-SP 2014
31 de agosto de 2014 8:17 pmPor uma revisão na condução da Política Monetária
——–30. O Copom avalia que a demanda agregada tende a se apresentar relativamente robusta no horizonte relevante para a política monetária.—–
É urgente a revisão da atual política monetária conduzida pelo copom, para eliminar o atual expressivo diferencial de juros, reduzindo rapidamente os juros da Selic para algo em torno de 7% a 8% nominais ao ano, bem como anunciar a disposição de vender parte das Reservas Cambiais caso seja necessário combater eventuais volatilidade na taxa de câmbio.
O queda do PIB no primeiro e no segundo trimestre de 2014 demonstra antes de mais nada que estamos diante de qualquer coisa, menos que diante de uma inflação de demanda.
O aumento de juros da Selic promovido pelo copom foi um erro de precipitação diante do ajuste na política monetária nos EUA.
O aumento dos juros da Selic se revelaram não ser a melhor ferramenta para controlar a inflação.
Basicamente o aumento da inflação foi contida pelo política de venda de swaps cambiais, que impediu a fuga de capitais diante do atual ajuste da política monetária nos EUA.
Além disso os dados do PIB, também revelaram os erros de avaliação da maioria dos analistas de mercado, já que não estamos diante de nenhuma necessidade de reduzir os gastos públicos, muito pelo contrário.
O Copom tomou medidas para enfrentar um cenário de “tempestade perfeita” que não se confirmou, o que tornar necessário rever quase todas as medidas tomadas, principalmente o aumento do s juros da Selic.
Apesar das recentes medidas de redução do compulsório e redução das exigências de capital das instituições financeiras, é necessário reduzir rapidamente os juros da Selic para a média dos juros internacionais.
anexos:
Ata do Copom—184ª Reunião-–Banco Central do Brasil – Data: 15 e 16/7/2014—Publicado na Internet em 24/07/2014
Sumário
Evolução recente da economia—Avaliação prospectiva das tendências da inflação—Implementação da política monetária——
—-30. O Copom avalia que a demanda agregada tende a se apresentar relativamente robusta no horizonte relevante para a política monetária. De um lado, o consumo das famílias tende a registrar ritmo moderado de expansão, devido aos efeitos de fatores de estímulo como o crescimento da renda e a expansão moderada do crédito; de outro, condições financeiras relativamente favoráveis, concessão de serviços públicos, ampliação das áreas de exploração de petróleo, entre outros, tendem a favorecer a ampliação dos investimentos. Esses elementos e os desenvolvimentos no âmbito parafiscal e no mercado de ativos são partes importantes do contexto no qual decisões futuras de política monetária serão tomadas, com vistas a assegurar a convergência tempestiva da inflação para a trajetória de metas.
URL:
http://www.bcb.gov.br/?COPOM184
Relatório de Inflação—Brasília–v.16–no. 2—jun–2014—-p. 1‐100 (pdf)
Publicação trimestral do Comitê de Política Monetária (Copom), em conformidade com o Decreto no 3.088, de 21 de
junho de 1999.
Banco Central do Brasil -Publicado na Internet em 26/06/2014
1-Nível de atividade
O PIB cresceu 0,2% no primeiro trimestre de 2014, em relação ao quarto trimestre do ano anterior, com base em dados dessazonalizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ritmo moderado de crescimento refletiu, principalmente, o recuo de 0,1% do consumo das famílias, após nove resultados positivos em sequência, nessa base de comparação.
Não obstante a evolução recente de indicadores de confiança, de empresários e famílias, a expansão moderada do crédito e os elevados níveis ocupação no mercado de trabalho sugerem que a economia tende a continuar em expansão este ano, todavia em ritmo menos intenso do que em 2013.
—-1.6 Conclusão
A atividade econômica cresceu moderadamente no primeiro trimestre de 2014, em linha com a evolução recente do crédito, de indicadores de confiança e do comércio exterior.
As perspectivas para os próximos trimestres sugerem que a economia tende a continuar em expansão este ano, mas em ritmo menos intenso do que em 2013.
URL:
http://www.bcb.gov.br/htms/relinf/direita.asp?idioma=P&ano=2014&acaoAno=…
Salário mínimo de R$ 788,06 para 201528/08/2014 – 21:55
Proposta orçamentária prevê salário mínimo de R$ 788,06 para 2015
Agência Brasil—28/08/2014 11p8—Brasília—-Karine Melo, Daniel Lima e Kelly Oliveira – Repórteres da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante
A partir de 1º de janeiro de 2015, o salário mínimo deve ser R$ 788,06, segundo o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) 2015. Um reajuste de 8,8%. O anúncio foi feito hoje (29) pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, depois de entregar a proposta ao presidente o Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL). A ministra antecipou que o texto prioriza investimentos em saúde, educação combate à pobreza e infraestrutura.
A peça orçamentária traz uma mensagem da presidenta Dilma Rousseff com um diagnóstico sobre a situação econômica do país e suas perspectivas.
Pela Constituição, o prazo de entrega do projeto pelo Executivo termina no dia 31 de agosto. Mas, com a expectativa de conclusão da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que define as metas e prioridades da administração pública federal, só na semana que vem, durante o esforço concentrado, o governo se antecipou. A LDO deveria orientar a elaboração da peça orçamentária.—
—“Coloquei toda a equipe do ministério [do Planejamento] à disposição, para os esclarecimentos necessários, para que o Congresso possa fazer uma análise rápida do Orçamento e votá-lo até o fim do ano, prazo que o presidente do Senado [Renan Calheiros], confirmou que é possível fazer”, explicou a ministra.
O Orçamento Geral da União (OGU) é formado pelo orçamento fiscal, da seguridade e pelo orçamento de investimento das empresas estatais federais. A Constituição determina que a proposta seja votada e aprovada até o dia 22 de dezembro.
No projeto de lei, também consta a estimativa para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 5%, no próximo ano.
A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ficou em 3% (R$ 5,756 trilhões).
O governo estima que o superávit primário para o setor público consolidado será R$ 143,3 bilhões, valor que corresponde a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Com o abatimentos, o superávit primário vai para R$ 114,7 bilhões, correspondentes a 2% do PIB.
O superávit primário é a poupança para pagar os juros da dívida que o governo seus credores. Na medida em que o país consegue alcançar as metas de superávits primários, tem condições de pagar dividas.
url:
http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-08/proposta-orcame…
Marcelo Vieira Arjona
31 de agosto de 2014 10:59 pmO erro foi as reformas
Existe uma máxima nos comentários dos jornalistas economistas, aumenta-se o juros para derrubar a inflação e isso é mentira, diminui o cambio para derrubar a inflação, o juros é para atrair investimento mesmo que a curto prazo, o que realmente é necessário e fundamental é a concientização da população, as grandes empresas lucram alto de mais no Brasil e isso tem que mudar, Outro ponto que é importante e esta sendo travada uma guerra é as obras de infra estrutura, trêns portos para o escoamento da produção, tudo que já existia e foi deteriorado e o que vai segurar o emprego durante uns dois anos, mas a política de exportação procisa mudar, o Brasil precisa ser mais agressivo, porém o mercado não esta para peixe, a uns 15 anos seria fácil isso e a china fez, mas hoje ninguém abrir a porta do seu pais sem ter algo em troca, então é interessante investir em consumo. Alimento é necessário que o pais invista mais em escoação da produção.
O que não pode é entregar o pais na mão dos EUA.
Douglas-SP
31 de agosto de 2014 9:38 pmDilma será re-eleita, e não
Dilma será re-eleita, e não vou entrar nessa discussão.
Sendo re-eleita acho muito dificil que aconteça esse reajuste no cambio.
Nas tarifas irá acontecer por força de contratos.
Essa estoria de câmbio já a muitos anos, não só o Nassif, como economistas (unanimamente) tanto pró como contra o governo alertaram para as consequencias que estamos vendo agora.
Nada foi feito e nada será por ideologismo, e apenas por isso;
Que arrumem outro meio de melhorar as coisas, porque se contarem com o cambio mais alto não vai funcionar.
Miguel A. E. Corgosinho
1 de setembro de 2014 12:40 amOs economistas, de tanto
Os economistas, de tanto tatear a realidade sem obter decisão sobre resultados, se parecem com uma classe de estudantes qualquer, que toma bomba todo ano.
Que potencial tem o país ao manter o crescimento interno com juros dos investimentos externos? Nenhum.
Investimento externo, como a prática possível, significa que a riqueza não é o que ela é (valor) no tempo e espaço.
Os pressupostos de geração do câmbio, taxa de juro e inflação, por causa de investimentos externos, são assuntos recorrentes em si mesmos; enquanto o mercado financeiro imobiliza a vanguarda de princípios e fundamentos para não haver a moeda real baseada na sobenia nacional.
Então, amigos, porque ficar discutindo o resto da vida investimento externo, preço do câmbio, taxa de juros e inflação, para menor valia ainda da riqueza que é explorada de graça?
sersikera
1 de setembro de 2014 3:39 amÉ um grande equívoco
É um grande equívioco do Nassif, atribuir-se a produção do pré-sal ao novo modelo de exploração adotado. Não existe uma gota de petróleo licitada, descoberta e colocada em produção fora do miodelo de concessão adotado no governo FHC. O modelo de partilha só foi utilizado para Libra e áreas unitizadas com Franco. As previsões otimistas é que comecem a produzir no final da década, assim como os campos da cessão onerosa. Pode atribuir estes 0,2 ponto aos tucanos.
Clever Mendes de Oliveira
1 de setembro de 2014 3:51 amNão creio que a queda do PIB decorreu das medidas apontadas
Luis Nassif,
Ontem sábado, 30/08/2014 às 17:55, eu enviei um comentário para você junto ao post “Marina: ênfase exclusiva em “nova política” pode não colar” de sábado, 30/08/2014 às 10:20, em que havia o artigo publicano na Folha de S. Paulo “Sucesso de ex-senadora depende da cristalização do eleitorado” de autoria de Mauro Paulino, Diretor Geral do Datafolha e Alessandro Janoni, diretor de pesquisas do Datafolha. O endereço do post “Marina: ênfase exclusiva em “nova política” pode não colar” é:
https://jornalggn.com.br/noticia/marina-enfase-exclusiva-em-nova-politica-pode-nao-colar
Menciono o meu comentário pela seguinte passagem:
“De todo modo, repito o que tenho comentado aqui durante todo o governo de Dilma Rousseff: “não vi um erro que o governo tenha cometido nos quase quatro anos de governo”. Pode até ter havido erro, mas não me pareceram erradas nenhuma das medidas que costumam ser indicadas como erro do governo. Eu até tenho divergências com algumas medidas do governo. Serve como exemplo o fato de eu ser contra redução da carga tributária e em princípio não gostar de desonerações fiscais, mas compreendo no caso os argumentos do governo para as medidas de desoneração tomadas”.
A sua idéia, entretanto, é diferente. Diz você:
“Nesse ambiente inóspito, o governo Dilma Rousseff tomou uma série de medidas que ajudaram a derrubar o PIB:
Manteve o câmbio apreciado, promovendo uma enorme perda de produção industrial em favor dos importados.
Comprimiu o preço dos combustíveis, promovendo perdas não apenas para a Petrobras como para o setor sucroalcooleiro.
O Ministério da Fazenda e a Secretaria do Tesouro meteram-se em uma barafunda infernal criando enorme insegurança em relação ao quadro fiscal.
Houve grandes atrasos na definição das concessões de infraestrutura”
Bem, eu sei que qualquer avaliação que fazemos corre dois riscos inamovíveis, quando se os considera mutualmente. Primeiro tendemos a nos aproximar daquilo que a nossa ideologia representa. Eu não vou gostar de um governante contrário a minha ideologia porque de certo modo eu teria que modificar a minha ideologia. E o segundo motivo é o Aforismo XLVI de Francis Bacon. O aforismo de Francis Bacon foi trazido aqui para o blog no post “Ética, Heiddeger e Woody Allen” de terça-feira, 04/02/2014 às 14:18, originado de sugestão de Marco St para o artigo “Woody Allen e Heidegger: Morte aos monstros!” de autoria do filósofo e médico Flávio Paranhos, e saído na Revista Bula. O post “Ética, Heiddeger e Woody Allen” pode ser visto no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/noticia/etica-heiddeger-e-woody-allen
E transcrevo a seguir o Aforismo XLVI do “Novum Organum” de Francis Bacon:
“O intelecto humano, quando assente em uma convicção (ou por já bem aceita e acreditada ou porque o agrada), tudo arrasta para seu apoio e acordo. E ainda que em maior número, não observa a força das instâncias contrárias, despreza-as, ou, recorrendo a distinções, põe-nas de parte e rejeita, não sem grande e pernicioso prejuízo”.
De todo modo, eu faço a seguir a defesa do governo em relação às quatro críticas que você trouxe neste seu post “Os rumos e caminhos da economia na recessão” de domingo, 31/08/2014 às 08:33. Para você o governo adotou, no que pode ser consolidado em quatro medidas, políticas econômicas que derrubaram o PIB. E essas quatro medidas seriam:
1º) Manteve o câmbio apreciado, promovendo uma enorme perda de produção industrial em favor dos importados;
2º) Comprimiu o preço dos combustíveis, promovendo perdas não apenas para a Petrobras como para o setor sucroalcooleiro;
3º) Meteram-se o Ministério da Fazenda e a Secretaria do Tesouro em uma barafunda infernal criando enorme insegurança em relação ao quadro fiscal e
4º) Permitiu grandes atrasos na definição das concessões de infraestrutura.
Bem, em relação ao câmbio apreciado, eu lembro que foi a apreciação do real que garantiu a eleição de Dilma Rousseff, uma técnica sem nenhum carisma. Se Lula tivesse mantido o câmbio em 2,4, patamar do final da crise em 2008, provavelmente a economia não estivesse marchando a pleno pulmões e ela não seria eleita. E provavelmente a situação hoje do Brasil seria muito melhor.
Assumindo o governo em 2011, a presidenta Dilma Rousseff tinha duas alternativas: realizar a depreciação do real de uma vez, mas evidentemente, além dos riscos de uma desvalorização em uma economia altamente alavancada, havia o problema político que uma desvalorização dessa natureza causaria até para o próprio Lula, ou realizar a desvalorização vagarosamente como foi a política adotada. Só não teve mais êxito porque em 2012 ocorreu uma seca no oeste americano que elevou o preço da maioria das commodities agrícolas e esta elevação dos preços teve repercussão na economia brasileira obrigando o governo a adotar políticas que reduzissem o efeito da desvalorização na inflação ou reduzissem a própria desvalorização.
Enfim como gosta de dizer Diogo Costa, em meu entendimento com ênfase um pouco exagerada, houve desvalorização no período e não houve o aparecimento de nenhuma bolha como muitos prognosticaram e como o próprio Banco Central tem feito avaliação de que haveria um princípio de bolha em 2009.
A questão dos preços de combustíveis é preciso levar em conta vários fatores. É um assunto espinhoso e parte dele eu expliquei em comentário enviado sábado, 09/11/2013 às 13:19, para “O” Anonimo, junto ao post “Domingo deprimente” de segunda-feira, 28/10/2013, no blog A mão visível de Alexandre Schwartsman. O “O” Anônimo é um amigo de Alexandre Schwartsman que às vezes escreve comentários ou as vezes faz posts principalmente com chamada para assuntos importantes. No caso ele faz chamada crítica para o artigo “A serviço de quem?” de autoria de Ciro Gomes saído no domingo, 27/10/2013 09:26, na Carta Capital, e podendo ser visto no seguinte endereço:
http://www.cartacapital.com.br/revista/772/a-servico-de-quem-5112.html
Bem, acho que vale a pena transcrever a seguir o meu comentário para “O” Anônimo. Disse eu lá:
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“O” Anônimo,
Ciro Gomes entrou no seu tema de predileção mais recente. Não simpatizo com Ciro Gomes. Considero-o carismático e, como todo carismático, não reproduz o fato com precisão. Sua fala ou escrita tem mais forma e o conteúdo não precisa ser real.
Ele não me preocupa, pois minha aversão à hipocrisia funciona como um anteparo ao carisma dele. Era hipocrisia ele dizer que, eles, no caso ele dizia na primeira pessoa do plural – nós, haviam feito o Plano Real para que Fernando Henrique Cardoso realizasse as grandes reformas pelas quais o Brasil ansiava. Ora, o Plano Real foi feito para permitir que Fernando Henrique Cardoso se elegesse presidente. E depois Fernando Henrique Cardoso usou o Plano Real para aprovar a reeleição. As reformas que Fernando Henrique Cardoso faria ou talvez devesse dizer, desse suporte, eram as reformas de interesse dele como presidente da República.
Importa que pouco espero de Ciro Gomes e não sou tentado a ler o que ele escreve. Então não ia ler o artigo dele “A serviço de quem?” quando fiz a primeira leitura deste seu post “Domingo deprimente” de segunda-feira, 28/10/2013.
Acabei lendo-o mais por falta do que fazer. Lá estava o Ciro Gomes. Com estilo grandiloquete, em geral sobre coisa nenhuma, ele, com frequência, chama atenção para a presença dele em qualquer momento da vida nacional. Os primeiros comentários indicavam que poucos entenderam para que serviria o artigo “A serviço de quem?”.
Tenho colega que aplica com freqüência na Bolsa de Valores. Avesso ao risco, prefere trabalhar com ações de muita liquidez e no prazo médio, e só raramente no day trade. Se sugerem as ações das empresas de Eike Batista pela possibilidade de lucros exorbitantes, ele alega não conseguir dormir com as ações de Eike Batista. A aversão ao risco leva-o a pedir conselho de quem não é do ramo. Vai e volta e ele me pergunta sobre as ações da Petrobras. Ele não quer mexer com empresa do governo federal, pois avalia excessiva a interferência da presidenta Dilma Rousseff, mas há a noticia de variação do preço da gasolina.
Como o dinheiro é dele, eu argumento sem preocupação. Prevejo ganho da Petrobras elevado quando vier a produção do pré-sal. Ele contra argumenta que o problema da Petrobras com o preço da gasolina é de refino. Eu acrescento que há a previsão de funcionamento de novas refinarias e que ai então o ganho da Petrobras será muito alto. Ele quer, entretanto, é que se aumente o preço já da gasolina. Eu que vou à pé para o trabalho lembro para ele que o preço da gasolina repercute muito na inflação, seja pelo aumento do índice de preços, seja por representar custo de vários produtos, seja pela indexação que empurra a inflação para frente. O dilema para o governo é dar aumento agora, desonerando o caixa da Petrobras, mas repercutindo nos índices de preços, ou aguardar melhora na capacidade de refino e na produção de petróleo por parte da Petrobras onde mesmo com um preço ainda menor a Petrobras poderá auferir grandes lucros.
As discussões não se prolongavam e ele não comprava ações da Petrobras.
Não dei muita importância ao artigo de Ciro Gomes na parte em que ele censura a Petrobras por não aumentar o refino. Ocorre, entretanto, que na terça feira, 29/10/2013, eu vejo em chamada na capa do jornal Valor Econômico a seguinte notícia. “‘Gatilho’ para Petrobras é bem recebido”. E na quarta-feira, 30/10/2013, a noticia volta a ganhar espaço, e desta vez maior, na primeira página do jornal Valor Econômico. O título era “Aumento da gasolina com ´gatilho´ deve sair no dia 22”.
Agora, torna-se razoável Ciro Gomes criticar a Petrobras por não aumentar o refino. Importar a gasolina serve para a Petrobras exigir preço interno do combustível mais elevado. Tenho que reconhecer que apesar do velho estilo gongórico e auto elogioso, um tanto hipócrita e cabotino, Ciro Gomes me surpreendeu e junto com a reportagem no jornal Valor Econômico chamou-me atenção para o que até então me passara despercebido.
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Uma parte da minha explicação para o governo não dar o aumento no preço dos combustíveis derivados do petróleo é esta que eu apresentei acima. A outra parte diz respeito aos efeitos do preço dos combustíveis na inflação e no pró-álcool e o efeito do aumento dos preços do etanol na agricultura e na inflação.
O aumento dos combustíveis tem um aumento muito forte na taxa de inflação. O governo segurou os preços de combustíveis e penso que esse aumento contribuiu para o surgimento do problema do crescimento do déficit público, pois os combustíveis são altamente tributados e qualquer aumento dá retorno para União e estados membros e para os municípios nas transferências constitucionais. E houve as expectativas com os aumentos futuros dos preços dos combustíveis. Era uma política, entretanto, que tinha como justificativa, além de evitar um aumento maior da inflação, o que foi dito acima.
Há ainda a questão do etanol. O aumento dos combustíveis aumenta o preço do etanol. O preço atual é vantajoso para empresas com boa margem de eficiência. Talvez não seja um preço razoável para pequenos produtores. O que há que se pensar aqui é sobre a necessidade de subsídio para a agricultura. Talvez ainda falte ao Brasil uma política de subsídios para a agricultura familiar. As pessoas tem vergonha de usar o termo subsídio e o PT entrou na luta errada ao querer tirar subsídios da produção agrícola. Se o cultivo das melhores terras do mundo – Planícies Americanas, Planícies da Argentina, Planícies da Inglaterra, Planícies da Europa, Planícies da Europa na Ucrânia e Rússia e Planícies da China – for suspenso, a humanidade passará fome. E o cultivo dessas em especial aquelas mais ricas só dão retorno com subsídio. Nesse sentido vale dar uma olhada na reportagem que saiu no Valor Econômico de quinta-feira, 28/08/2014, intitulada “Subsídios só para vaca que pasta na Suíça” e que pode ser vista no seguinte endereço, embora só apareça o artigo completo no caso de assinantes:
http://boletoeletronico.valor.com.br/agro/3670970/subsidios-so-para-vaca-que-pasta-na-suica
No texto fala-se em subsídio de quase R$1.000,00 por cabeça. Enfim esta é a realidade que afeta os países ricos. É claro que países como Brasil e países da África ainda têm um longo caminho pela frente. Ainda assim a população rural no Brasil tem diminuído bastante. E esta e a realidade mundial. Recentemente li reportagem que mostrava que as pequenas cidades japonesas estão desaparecendo. Há mais de 30 anos se prognóstica o fim do Partido Republicano dos Estados Unidos tendo em vista a redução das cidades das regiões rurais americanas.
Assim, se o atual preço dos combustíveis garante a lucratividade de grandes produtores de etanol é de se perguntar se o governo deve aumentar o preço de combustíveis para assim permitir que a produção de etanol cresça com a produção também daquelas empresas menos produtivas? O problema aqui e que não é levantado quando se discute os preços dos combustíveis é saber se vale a pena transformar a produção de etanol em uma atividade altamente lucrativa. Bem se isso ocorrer grande parte das terras destinadas a produção de outros alimentos serão direcionadas para a produção de etanol. Haverá um encarecimento das terras e em consequência uma inflação maior no setor de alimentos. Esta é a política correta a ser adotada para combustíveis? Eu creio que não. Prefiro a do governo.
Há em prol do etanol o argumento ecológico. Não nego esse argumento. Só que a vida dos seres humanos deve ser o maior valor ecológico a se defender. O argumento ecológico é também utilizado para dizer que o preço barato dos combustíveis induz ao aumento ao consumo de veículos. Não creio que esta relação seja relevante. Agora as políticas associadas de redução de IPI foram realmente com a intenção de impulsionar o crescimento do setor de automóveis. Talvez daqui a 20 anos o Brasil consiga mudar a economia e o setor de automóveis e de construção civil não seja setores tão importante para impulsionar o crescimento econômico. Um secretário de Tesouro de George Walker Bush o filho acreditava que sim, para os Estados Unidos. Penso que ainda é para o Brasil, e o desemprego é problema maior que um governo com preocupação no social tem de enfrentar.
Um efeito ruim da política de segurar os preços de combustíveis foi a questão das expectativa de aumentos futuros. Trata-se de um problema que o governo brasileiro teve que lidar desde que iniciou o processo de segurar os preços de combustíveis. Embora o Regime de Metas de Inflação trabalhe muito como a questão das expectativas, o governo é um tanto resistente a deixar a economia navegando sobre esta questão das expectativas. E está em boa companhia. Basta ver a série de posts de Paul Krugman utilizando como pesquisa a expressão “confidence fairy”. Ou o post “That 80s Show” de sábado, 19/05/2014 às 06:31 am, também de autoria dele que pode ser visto no seguinte endereço:
http://krugman.blogs.nytimes.com/2014/05/19/that-80s-show/?_php=true&_type=blogs&_r=0
É de se reconhecer que o Regime de Metas de Inflação não se repousa nas expectativas de Robert Lucas. O que eu quis dizer acima, entretanto, é que a expectativa sozinha não vai conseguir fazer muita coisa. No caso brasileiro com uma dívida pública que teve vir sendo rolada no curto prazo para sustentar a tarefa de acabar com a inflação de uma vez, o governo encontrou grandes dificuldades de manter a política idealizada em razão de uma série de transtornos que foram ocorrendo no caminho. Talvez tenha existido um tanto de voluntarismo do governo em não acreditar no efeito das expectativas na pressão que a dívida de curto prazo faria sobre a inflação. Talvez ai também deve-se lembrar dos efeitos da seca americana na formação de expectativas que realmente iriam se concretizar. O governo empreendeu várias lutas e alguns percalços fizeram o governo não obter a vitória ou mesmo retroceder no percurso. De todo modo pareceu-me bem justificável não ter concedido o aumento dos preços dos combustíveis como gostariam que fosse feito não só os acionistas da Petrobras, como outros grupos interessados em aumentar seu ganho com o preço mais alto da gasolina.
Uma terceira alegação sua que teria contribuído para a queda do PIB foi a entrada sem jeito do Ministério da Fazenda e da Secretaria do Tesouro em uma barafunda infernal criando enorme insegurança em relação ao quadro fiscal. Este item comporta três aspectos. Primeiro a trapalhada em relação ao preço da energia elétrica, segundo a trapalhada das desonerações fiscais e terceiro as trapalhadas orçamentárias.
Em relação as trapalhadas orçamentárias elas são de dois tipos. As ilícitas e as lícitas. Não foi ainda constatada nenhuma trapalhada ilícita. Em relação as trapalhadas lícitas é bom lembrar que elas teriam sido feitas diante do renomada e considerada ultra plus ultra Lei de Responsabilidade Fiscal. Pode ser que quem chama as medidas lícitas adotadas pela Secretaria de Tesouro de trapalhadas fiscais talvez esteja querendo desmoralizar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não sou um grande defensor da Lei de Responsabilidade Fiscal pelo fato de ela ter criado um padrão único a ser aplicado em um país continental com grandes disparidades sócios econômicas no seu espaço geográfico. Ainda assim não creio que ela seja tão frágil a ser superada por trapalhadas. Enfim creio que foram medidas tomadas pelo governo dentro do campo de atuação do governo. É claro que vozes contrariadas preferiram aproveitar para fazer campanha contra o governo mas em geral com baixa fundamentação.
Quanto ao segundo aspecto que diz respeito a trapalhada com as desonerações fiscais eu já disse várias vezes que sou contra as desonerações fiscais embora entenda a intenção do governo em dar mais competitividade externa aos produtos brasileiros e no caso podem ser dados como exemplo a desoneração na folha de pagamento e o IPI especial para a produção brasileira e também em procurar incentivar setores que funcionam como alavanca da economia principalmente o setor automobilístico e o setor da construção civil.
E o primeiro aspecto diz respeito à política de energia elétrica. Esta política que não conta também com minha aprovação significou a redução do preço de energia elétrica. Foi pensada também como incentivo à exportação, reduzindo o custo das empresas exportadoras e como mecanismo de combate direto à inflação. Um problema desse tipo de política e sendo essa uma razão para não concordar com ela é que os preços tem certa rigidez e dificilmente a redução de custos é repassada para os preços. Agora, além de ter sido intentada para favorecer as exportações e redução da inflação, redução dos preços de energia elétrica guardou também relação com a intenção do governo em uniformizar uma conduta e tirar proveito político dessa conduta que vinha sendo decidida aleatoriamente por diversos órgão da Administração Pública incluindo o poder judiciário. Havia várias decisões considerando que os aumentos exorbitantes ocorridos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, para fazer frente ao problema de falta de energia, deveriam ser revertidos em favor dos consumidores.
E por fim você coloca como quarta medida que teria contribuído para derrubar o PIB, os grandes atrasos na definição das concessões de infraestrutura. Bem, eu queria falar sobre a relação entre as medidas que o governo adotou e a queda do PIB ao término da minha análise destas quatro medidas, mas ocorre que eu não vejo relação das três primeiras medidas com a queda do PIB, mas me parece que o governo é responsável pela queda do PIB por ter atrasado a definição das concessões de infraestrutura. Só que é preciso entender o motivo desse atraso. Ocorre que todo o cálculo dos preços a serem cobrados nas concessões guardam relação com a taxa de juro. O governo imaginou que poderia contar com uma inflação mais baixa e consequentemente com uma taxa de juros mais baixa e assim as taxas de retornos para viabilizar os investimentos necessários para as concessões seriam menores. Infelizmente os cálculos do governo falharam. De todo modo seria preferível realizar os leilões das concessões em situações mais favoráveis de taxa de juro. Enfim mais bem faria o governo se tivesse evitado o atraso, mas também valeria mais a pena fazer os leilões de infraestrutura com atraso para que os preços fossem calculados com taxas de retornos mais baixas.
Bem, a crítica mais importante que eu queria fazer é sobre a sua certeza de que as quatro medidas derrubaram o PIB. Creio que a quarta medida, isto é, abrir as concessões de infraestrutura em um prazo mais curto poderia ter alavancado o PIB com mais intensidade, mas não teria sido o fator preponderante para reduzir o PIB.
É bom que se diga que primeiro o governo precisava fazer uma arrumação na economia após a vitória de Dilma Rousseff que foi obtida via um crescimento muito forte da economia pelo crescimento do mercado interno. E segundo que o governo fez uma reversão na economia de modo paulatino.
A redução do crescimento econômico até uma parada com posterior recuperação econômica pode ser vista recorrendo ao “GRÁFICO I.9 – PIB a preços de mercado Taxa (%) acumulada em quatro trimestres” que aparece em geral da página 14 a 18 do “Indicadores IBGE – Contas Nacionais Trimestrais – Indicadores de Volume e Valores Correntes” e que pode ser visto na página 15 no fascículo da última divulgação do PIB, referente ao trimestre Abril/Junho 2014, e que pode ser visto no seguinte endereço:
ftp://ftp.ibge.gov.br/Contas_Nacionais/Contas_Nacionais_Trimestrais/Fasciculo_Indicadores_IBGE/pib-vol-val_201402caderno.pdf
Quem acompanha o gráfico há mais tempo tinha a expectativa de ver o Brasil fazer uma retomada de crescimento de modo suave como nunca antes houvera. Tudo acontecia conforme o previsto até o segundo semestre de 2013. De lá para cá a economia não conseguiu recuperar.
É bem verdade que se a economia recuperasse o governo teria mais dificuldade de lidar com a taxa de inflação embora o problema do déficit público seria menor dado ao crescimento da economia e com ela o crescimento da receita pública. E com isso cairia por terra muitos dos argumentos fundamentados nas expectativas.
Um efeito ruim da política de segurar os preços de combustíveis foi a questão das expectativa de aumentos futuros. Trata-se de um problema que o governo teve que lidar desde que iniciou o processo de segurar os preços de combustíveis. Embora o Regime de Metas de Inflação trabalhe muito como a questão das expectativas, tenho que reconhecer que o atual governo é um tanto resistente a deixar a economia navegando sobre esta questão das expectativas. E está em boa companhia. Basta ver a série de posts de Paul Krugman utilizando como pesquisa a expressão “confidence fairy”. Ou o post “That 80s Show” de sábado, 19/05/2014 às 06:31 am, também de autoria dele que pode ser visto no seguinte endereço:
http://krugman.blogs.nytimes.com/2014/05/19/that-80s-show/?_php=true&_type=blogs&_r=0
Que se ressalte que o Regime de Metas de Inflação não se repousa nas expectativas de Robert Lucas. O que eu quero dizer é que a expectativa sozinha não vai conseguir fazer muita coisa. No caso brasileiro com uma dívida pública que teve que vir sendo rolada no curto prazo para sustentar a tarefa de acabar com a inflação de uma vez, o governo teve grandes dificuldades de manter a política idealizada em razão de uma série de transtornos que foram ocorrendo no caminho.
No fundo, se o governo tivesse mais bem dominado a economia talvez a pressão sobre as expectativas tivessem sido menor. A perda do controle iniciou-se com a seca nos Estados Unidos em 2012 e mais à frente em 2013. Não diria, entretanto, que o governo tenha fracassado inteiramente. Pelo menos há vozes de economistas de oposição que ainda que pensam assim mostram que a situação atual é boa. É o que se pode ver junto ao post “Para Mendonça de Barros, apesar do mau momento, economia brasileira é sólida” de sábado, 30/08/2014 às 16:26, aqui no seu blog, com reportagem do Jornal GGN, trazendo a entrevista dele ao Fernando Dantas no Estado de S. Paulo intitulado “Já começou a terapia recessiva nos desequilíbrios”. O post “Para Mendonça de Barros, apesar do mau momento, economia brasileira é sólida” pode ser visto no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/noticia/para-mendonca-de-barros-apesar-do-mau-momento-economia-brasileira-e-solida
Diante da pergunta se o governo deve ficar satisfeito com uma possível recuperação das contas externas e da melhora no combate à inflação, em decorrência da recessão atual, o Luis Carlos Mendonça de Barros diz o seguinte:
“Não, porque na verdade foi uma grande barbeiragem que tenhamos chegado ao trimestre que antecede as eleições com a economia no chão. A presidente Dilma Rousseff vai para a tentativa de reeleição com a economia de joelhos, imagina o escândalo que a imprensa não vai fazer com esse resultado do PIB. Nós íamos caminhar para a terapia recessiva, o governo tentou adiar. Aí, como acontece nas doenças, a recidiva é pior que o primeiro ataque. Para quem gosta de tecnicidades, tivemos dois trimestres negativos, é recessão no conceito mais elementar”.
Quer dizer, o problema é “o escândalo que a imprensa não vai fazer com esse resultado do PIB”. É a alma do PSDB que não resiste a expressar, mas ao mesmo tempo é uma alma com um leve sotaque favorável ao governo. A impressão que fica que José Serra e sua trupe já bandearam para o lado de Guido Mantega a muito tempo. Na verdade daqui uma semana os dados do PIB serão esquecidos. E serão mais notados o que está ocorrendo na economia agora no que diz respeito a geração de empregos e o que ocorre em relação
É interessante que Luis Carlos Mendonça de Barros sempre foi contra o governo do PT como PSDBista, mas sempre faz elogios dissimulados. Vale aqui relembrar o post “As diferenças entre Lula e Dilma” de domingo, 22/05/2011 às 10:16, contendo uma entrevista que ele deu a Eleonora Lucena ao jornal Folha de S. Paulo e que recebeu o título de “Política econômica põe governo Dilma à esquerda de Lula”. O post “As diferenças entre Lula e Dilma” pode ser visto no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/as-diferencas-entre-lula-e-dilma?page=1
E lá há um comentário meu enviado domingo, 22/05/2011, para junto do comentário de Maria Teresa enviado domingo, 22/1085/2011 às 10:39. Eu fazia uma crítica a Maria Teresa por ver na entrevista de Luis Carlos Mendonça de Barros apenas o lado PSDBista dele. Do meu comentário eu retiro a seguinte trecho:
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“Vou transcrever no que interessa parte do artigo “Não contem ao presidente” que saiu sexta-feira, 30/12/2005 e que Luiz Carlos Mendonça de Barros publicou naquele jornal e que pode ser visto a partir do seguinte endereço:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/inde30122005.htm
Disse ele lá:
“Para uma avaliação mais isenta de paixões, que sempre afloram com o calor dos acontecimentos, convido o leitor a fazer uma viagem imaginária para o ano de 2008. E vamos nos encontrar com um analista econômico de uma instituição financeira estrangeira. Com isso, penso reduzir ainda mais a influência do emocional sobre uma análise do ano de 2005.
Pergunto a esse personagem imaginário qual sua visão sobre os números da economia naquele já longínquo terceiro ano do mandato de Lula. Sua resposta será muito clara. Tenho a convicção de que chamará nossa atenção para a profundidade do ajuste macro que ocorreu neste período. Sua primeira observação estará voltada, certamente, para nossa solvência externa. Saldo superior a US$ 15 bilhões em nossa conta corrente e redução de quase US$ 50 bilhões no saldo de nossa dívida externa líquida. Ele complementará, quase eufórico: foi isso que abriu o caminho para que o Brasil entrasse definitivamente em uma outra fase de sua história econômica e chegasse agora ao estágio de “investment grade”.”
E mais à frente ele completa:
“Aliás, o presidente eleito em 2006 está se aproveitando, e de forma eficiente, do legado ortodoxo do ex-presidente Lula.”
Enfim, ele estava chamando Lula de estadista”.
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O interessante é que você sempre trata com mais leveza o irmão dele José Roberto Mendonça de Barros. José Roberto Mendonça de Barros está segundo Luis Nassif no grupo dos desenvolvimentistas. E no entanto nunca vi um elogio dele a política econômica do PT.
Por fim lembro que a economia deu uma parada um tanto em razão da taxa de juros. Agora quando se considera a retomada do crescimento que a curva no “GRÁFICO I.9 – PIB a preços de mercado Taxa (%) acumulada em quatro trimestres” que pode ser visto no página 15 do fascículo “Indicadores IBGE – Contas Nacionais Trimestrais – Indicadores de Volume e Valores Correntes” do período de abril/maio/junho se há de reconhecer que a economia deu alguma parada a partir do terceiro trimestre de 2013, ou seja a partir das manifestações de junho de 2013. Assim penso que as manifestações, embora em nada tenham influído no PIB do segundo trimestre de 2013 devem ser consideradas como relevantes nos seus efeitos nos trimestres seguintes.
Clever Mendes de OliveiH, 31/08/2014
Severino Januário
1 de setembro de 2014 10:17 amO Mercado está em campanha
O Mercado está em campanha eleitoral e não deve ser levado em muita consideração.
aliancaliberal
1 de setembro de 2014 12:54 pmOs esquerdistas estão em
Os esquerdistas estão em campanha eleitoral e não devem ser levados em consideração.
Diogo Costa
1 de setembro de 2014 2:57 pmExportações e câmbio, a falácia que precisa ser desmontada
O problema das exportações brasileiras não tem nada, absoluta e rigorosamente nada a ver com o câmbio.
Insisto nesse ponto, como venho fazendo já há bastante tempo, e acho que o Nassif analisa essa questão de forma muito simplista. No governo Lula o real era muito mais valorizado do que é hoje e as exportações cresciam de forma vertiginosa. Dilma desvalorizou o real desde janeiro de 2011 e o Brasil não consegue aumentar significativamente as exportações!
É impossível falar em exportações sem compreender o que está ocorrendo na economia e nas exportações mundiais no pós Crash de setembro de 2008. Fazer uma análise que não leve em consideração esses fatores é apenas uma falácia. Para quem quiser compreender porque o câmbio atual do Brasil, desvalorizado em relação ao câmbio do tempo do governo Lula, não está conseguindo aumentar as exportações brasileiras, segue um panorama internacional das exportações:
Exportações Mundiais¹:
-2003: aumento de 16,8 por cento;
-2004: aumento de 21,5 por cento;
-2005: aumento de 13,9 por cento;
-2006: aumento de 15,4 por cento;
-2007: aumento de 15,5 por cento;
-2008: aumento de 15,2 por cento;
-2009: queda de 22,3 por cento;
-2010: aumento de 21,8 por cento;
-2011: aumento de 19,7 por cento;
-2012: aumento de apenas 0,4 por cento;
-2013: aumento de apenas 2,0 por cento.
Como vemos, entre 2003 e 2013 as exportações mundiais cresceram sempre acima dos dois dígitos, com exceção da tragédia de 2009, decorrente do Crash de setembro de 2008 e dos dois últimos anos, de 2012 e 2013. Nestes anos de 2012 e 2013 as exportações mundiais estagnaram completamente.
E é em função desta estagnação comercial mundial de 2012 e de 2013 que o Brasil não tem conseguido aumentar significativamente as suas exportações, em que pese Dilma ter desvalorizado corretamente a nossa moeda.
E é isto que explica também os sucessivos recordes de exportações obtidos no governo Lula, mesmo tendo o governo Lula trabalhado com um real mais valorizado que o real atual.
O governo Dilma só teve um único ano de bonança internacional, que foi justamente o ano de 2011 (o primeiro ano do seu mandato).
E este ano de 2011, para quem não sabe, marcou o segundo melhor saldo na balança comercial brasileira desde o início dos governos do PT. Tivemos um saldo de U$ 29 bilhões em 2011, só perdendo para o estrondoso saldo de 2004, quando auferimos um saldo de U$ 40 bilhões.
O problema atual das exportações brasileiras não tem absolutamente nada a ver com o câmbio (que está sendo desvalorizado desde 2011). Tem a ver, isto sim, com a conjuntura internacional adversa dos anos de 2012 e 2013.
¹ http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/conhecimento/visao/Visao_103.pdf
Clever Mendes de Oliveira
1 de setembro de 2014 11:41 pmAinda creio que há campo para a desvalorização do real
Diogo Costa (segunda-feira, 01/09/2014 às 11:57),
Enviei segunda-feira, 01/09/2014 às 00:51, um comentário para Luis Nassif aqui neste post “Os rumos e caminhos da economia na recessão” de domingo, 3108/2014 às 08:33, em que lá no meio do comentário há o parágrafo que transcrevo a seguir com referência a você. Disse eu lá:
“Enfim como gosta de dizer Diogo Costa, em meu entendimento com ênfase um pouco exagerada, houve desvalorização no período e não houve o aparecimento de nenhuma bolha como muitos prognosticaram e como o próprio Banco Central tem feito avaliação de que haveria um princípio de bolha em 2009”.
O parágrafo ficou mal construído e eu aproveito para o consertar, mas antes explico ao que me refiro por ênfase. O que quis dizer é que você não aceita a necessidade de desvalorização da moeda, considerando apenas a questão da Balança Comercial. Mesmo só levando em conta a Balança Comercial, avalio que o Brasil precisa de uma desvalorização da moeda. Somos ainda um país pobre que precisa crescer com base na indústria de tal maneira que uma desvalorização real de cerca de 10% ajudaria bastante a retomada do crescimento do setor industrial brasileiro. E quando se considera o setor de serviços e outros semelhantes, que afetam a nossa Balança de Pagamentos, é fácil verificar que uma desvalorização monetária poderia fazer a diferença necessária.
E agora conserto a frase que eu transcrevi acima fazendo a separação do que você diz e eu considero que você põe um pouco de exagero na ênfase como defende o seu ponto de vista e o que eu tinha a dizer sobre a bolha no setor de construção civil. Feito o conserto o parágrafo ficaria assim:
“Enfim como gosta de dizer Diogo Costa, em meu entendimento com ênfase um pouco exagerada, houve desvalorização no período. Além disso, como eu já comentei inúmeras vezes os acertos que o governo fez de forma parcimoniosa possibilitou que não houvesse o aparecimento de nenhuma bolha como muitos prognosticaram. Bolha aliás, cuja sinalização, segundo o próprio Banco Central reconheceu em avaliações posteriores, teria aparecido na construção civil em 2009”.
São três aspectos distintos que estavam unidos como se fosse um só no parágrafo transcrito. Primeiro eu me referia ao que eu acho exagero de sua parte não considerar que o real precise de desvalorização. Segundo, expressei no parágrafo a minha avaliação de que o governo, ao fazer os ajustes com parcimônia, evitou o surgimento de bolhas no mercado. E terceiro houve declarações do pessoal do Banco Central de que em 2009, o Banco Central percebeu a formação de bolhas na construção civil e começou a adotar medidas macro-prudenciais para impedir que a bolha na construção civil prosperasse. E como quase tudo que o Banco Central tem feito não só nos já próximo de quatro anos do governo de Dilma Rousseff como também durante o governo de Lula, a atuação do Banco Central foi exitosa.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 01/09/2014
Calvin
1 de setembro de 2014 8:28 pmPut Option do Pré-sal
“…o ritmo acelerado de expansão do pré-sal, fruto do modelo de exploração adotado..nos próximos anos será crescente sua contribuição para o aumento do investimento…”
Discordo dessa parte por conta da Put Option do Pré-sal, que é o modelo de partilha. O aumento de investimento também será da Petrobrás, que comprará o que já é do Brasil ainda endividada e tendo que gerar caixa.
Não tenho essa certeza de que Dilma montaria uma equipe melhor se fosse a próxima presidente porque acho que seu cérebro ainda é o mesmo…