10 de junho de 2026

Padre Júlio Lancellotti reage ao PL que multa doação de comida nas ruas; Nunes promete veto

Repercussão negativa da proposta faz prefeito mobilizar bancada para barrar votação em segundo turno

Repercutiu rápido e mal nas redes sociais a proposta de projeto de lei de um vereador bolsonarista que visa multar em até R$ 18 mil pessoas ou instituições que tentem doar alimentos a moradores de rua sem passar pela burocracia da prefeitura de São Paulo.

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Na internet, o assunto esteve em alta nesta sexta (28), com várias mensagens e até memes apontando que o projeto de lei (PL) contraria os ensinamentos cristãos.

O Padre Júlio Lancellotti também gravou um vídeo em reação à proposta. “Partilhar alimento e partilhar o pão é como Jesus fazia e como Jesus ensinou. Pão é para ser partilhado porque pão tem gosto de amor, não de multa. Nós queremos pão para todos: pão como direito, pão como vida, pão partilhado, pão de amor.”

Em entrevista ao G1, Lancellotti disse que o projeto é “aporofóbico” e funciona como “punição dos pobres e daqueles que estão a seu serviço”.

O PL é de autoria do vereador Rubinho Nunes (União Brasil), que tem histórico de supostas perseguições ao Padre Julio Lancellotti. Ele é investigado pela Polícia Civil por possível crime de abuso de autoridade ao tentar instalar uma CPI (comissão parlamentar de inquérito) para investigar o padre.

Ao jornal Folha de S. Paulo, o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), disse que acredita que o PL será rejeitado pela maioria da Câmara em segunda votação. Mas, caso seja aprovado no Legislativo, o prefeito afirmou que não irá sancionar a lei.

“Lá na Câmara tem uma cultura de aprovar tudo em primeira votação e fazer uma discussão maior na segunda. Acho que não passa em segunda. Mas, se passar, vou vetar”, afirmou Nunes nesta sexta (28).

Rubinho disse ao jornal que se inspirou em lei já sancionada em Curitiba. Ainda de acordo com o diário, a base governista deve se mobilizar para impedir que o PL seja aprovado na segunda votação. O temor é que o assunto seja explorado na campanha eleitoral pelos adversários de Nunes.

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3 Comentários
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  1. AMBAR

    28 de junho de 2024 7:06 pm

    Tenho que admirar e parabenizar o tal Rubinho do “União Brasil” pela coragem de assinar um projeto desses. O cabra é destemido em não imaginar que amanhã ele passará fome e ninguém lhe dará um arroz; que poderá ser enxotado de qualquer porta e terá que molhar seu pão achado no lixo, na água de esgoto que corre na sargeta. Ele é admirável, sobre humano e isento de pecado. Está plantando as sementes no coração daqueles de quem vai precisar amanhã.

  2. Fernando Maran

    28 de junho de 2024 7:28 pm

    FASCISMO DO TALEBA EVANGELICO BOLSONARISTA CONTRA OS POBRES E DESVALIDOS DO BRASIL.E ISSO NAO E SO EM SAO PAULO.A CONSPIRACAO NEOPENTECOSTAL PARA ALTERAR A ESTRUTURA DO ESTADO BRASILEIRO-DESTRUIR ADEMOCRACIA E O ESTADO LAICO NO BRASIL SEGUEM A TODO VAPOR.FANATICOS CRIMINOSOS E MALDITOS.

    1. José Arruela

      29 de junho de 2024 9:03 am

      De religioso isso não tem nada, sinto muito em decepcioná-lo.
      Não há nada mais anti-Cristo que esse projeto de lei, a basicamente proibir a caridade.
      O Cristo seria multado e crucificado novamente na capital de SP hoje.
      Quanto aos líderes neopentecostais, neles vejo hipocrisia mas não enxergo religião. A não ser que o deus deles seja considerado o dinheiro. Idolatrar o capitalismo é religiosidade?

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