Para Barroso, a Lava Jato, assim como a malandragem, é coisa nossa

As alegações do Ministro Luis Roberto Barroso, em defesa da Lava Jato, está à altura da profundidade de suas análises soiológicas.

Diz ele que conversas entre juizes e promotores não são práticas recomendáveis em nenhum lugar do mundo. Mas são coisas nossas. Em qualquer comarca do interior acontece. Não se está falando em comarcas do interior, mas em um processo que derrubou governos. E se o juiz se recusa a receber advogados – como Joaquim Barbosa – há reclamações. Logo, não se pode ir contra práticas estabelecidas.

Faltou dizer que, em países sérios, Ministros da Suprema Corte não saem desfilando de porta-estandartes de propostas de mercado, antecipando suas votações em defesa do desmonte social e da proteção trabalhista.

Diz ele que a corrupção, no Brasil hoje, há os que não querem ser punidos e os que não querem ser honestos daqui para frente. E ele só defende o que considera certo, justo, como homem bom que é.

Diz ele que não há como o Brasil se tornar desenvolvido com os padrões de ética pública existentes. O fato da Lava Jato ter resultado em Bolsonaro não passa por suas análises. Menciona inimigos muitos poderosos que usam todas as armas. Faltou dizer das forças poderosas que permitiram a uma operação liquidar a economia brasileira e derrubar um governo legitimamente eleito.

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