O governo de Israel descreveu sua incursão terrestre no sul do Líbano como “limitada”, embora seu principal aliado (o governo Joe Biden) tenha indicado que o que começou como algo pequeno pode se arrastar.
“Será necessária uma quantidade notável de eficiência e disciplina do exército israelense e do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu para saber quando é hora de parar”, afirmou Nick Paton Walsh, correspondente-chefe de segurança internacional da CNN norte-americana.
Em artigo publicado na CNN, Walsh explica que os militares não estão particularmente interessados em recuar. Caso a operação terrestre ocorra de forma tranquila, ela pode incentivar as forças israelenses a avançar – mas, caso ocorram dificuldades, o exército israelense pode sugerir que a missão é mais imperativa do que nunca.
Na visão do articulista, os militares israelenses rumam em direção a uma armadilha terrestre plantada pelo grupo libanês há mais de uma década – e a região sul do Líbano sempre será uma região onde o Hezbollah terá vantagens nos confrontos.
Segundo o articulista, o confronto entre Israel e o grupo libanês está entrando em uma fase que vai exigir decisões importantes de Netanyahu, um primeiro-ministro que não tem aberto mão de usar todas as forças disponíveis, mas que também precisa de um confronto prolongado para que consiga continuar no comando de Israel.
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