
Jornal GGN – O clima político para a chanceler alemã Angela Merkel não tem sido dos melhores, seja por conta de problemas com países aliados, como pelo aumento das tensões comerciais.
Em entrevista ao jornal britânico Financial Times (traduzida pelo jornal Folha de São Paulo), Merkel diz que vê a União Europeia como o “seguro de vida” da Alemanha, uma vez que o país é pequeno para exercer influência política por si só, e por isso é necessário que o país precisa “aproveitar todos os benefícios do mercado comum”. O país foi o principal beneficiário da Otan, de uma União Europeia ampliada e da globalização.
Em seu quarto e último mandato como mandatária, Merkel se mostra determinada a preservar e defender o multilateralismo em meio ao Brexit, a uma Rússia insurgente e aos posicionamentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. E a ascensão do nacionalismo ameaça deixar o país politica e economicamente desprevenido – o que faz da Europa algo fundamental para os interesses alemães, assim como para a manutenção de sua identidade.
Para ela, a saída do Reino Unido do bloco comum europeu é um “toque de despertar” para a União Europeia. A contagem regressiva para um acordo comercial vai coincidir com a presidência alemã da EU, e existe o temor de que um Reino Unido pós-Brexit crie um sério concorrente econômico, já que agora o país passa a se dar o direito de divergir das regras da UE sobre bens, direitos dos trabalhadores, impostos e normas ambientais.

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