Para procuradoria, Guedes age contra doméstica e servidor

Representante do PFDC afirma que o que ministro propõe é que “parasitas” não mais existam e que as empregadas nunca possam viajar

Paulo Guedes , ministro da economia. foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil

Jornal GGN – As declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, dão a entender que sua proposta é para que o servidor público não mais exista e que as empregadas domésticas nunca possam viajar.

A afirmação é da subprocuradora-geral da República Deborah Duprat, que está à frente da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) do Ministério Público Federal.

Em entrevista ao jornalista Leonardo Sakamoto, em seu blog no UOL, Deborah Duprat relacionou as falas preconceituosas de Guedes – que reclamou que, com o dólar baixo, empregada doméstica ia para Disney e que chamou os funcionários públicos de “parasitas” do orçamento – com as propostas do Plano Mais Brasil (que, para resolver as contas públicas, reduzem a capacidade de atendimento do Estado).

A PFDC havia elaborado e encaminhado uma nota técnica para subsidiar o trabalho dos congressistas na análise de três propostas de emenda à Constituição defendidas pelo ministro da Economia: a PEC Emergencial (186/2019), a PEC dos Fundos Públicos (187/2019) e a PEC do Pacto Federativo (188/2019).

O ponto principal da PEC 186 é o controle do crescimento das despesas obrigatórias de servidores públicos ativos e inativos, proibindo a criação de novos cargos, a realização de concursos, reajustes e revisões e até redução temporária da jornada de trabalho e adequação de subsídios e vencimentos à nova carga horária em momentos de crise.

Na visão de Deborah Duprat, as propostas são inconstitucionais, não são transparentes e são incompatíveis com tratados e convenções dos quais o Brasil é signatário. E, segundo ela, as medidas gerariam mais desigualdade, trocando a efetivação de direitos previstos na Constituição pelo pagamento dos juros da dívida pública.

“As propostas querem que a Constituição passe a privilegiar o mercado financeiro e os credores da dívida”, afirma. O atendimento dos mais pobres, que dependem do Estado, ficará prejudicado com elas. “Não estou negando a necessidade de reformas e o problema da dívida pública, longe disso. Mas as três propostas falham no remédio e na dose”.

2 comentários

  1. Essa dívida pública………
    e até agora ninguém informou quanto se economizou com a pec do teto, onde está e para onde vai esse dinheiro….. evaporou????????

  2. Cara Procuradora, entenda de uma vez que o objetivo principal do governo do Cachorro Louco e sua trupe de débeis mentais é DESTRUIR o país, começando por uma (ausência de) política econômica que massacre os mais pobres e necessitados, e terminando com a aniquilação total de direitos, da assistência social, da saúde, da educação, da segurança, enfim, de tudo aquilo que é a razão de existência do Estado.

    Enquanto isso, a matilha grita “mito, mito”…

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