Jornal do Brasil
06/05 às 13h59
– Atualizada em 06/05 às 14h32
Ex-diretor debocha dos representantes eleitos pelo povo. Com isso, ele debocha do próprio povo
Paulo Roberto Costa, que há 37 anos trabalha na Petrobras, entrou na estatal no auge da maior repressão política, quando o presidente do Brasil era Ernesto Geisel e o presidente da estatal era Araken de Oliveira.
Esse delinquente, juntamente com outros delinquentes, estão roubando – como ele mesmo diz – esse tempo todo. Num país em que houvesse pena de morte, esse é o tipo de delinquente que, com suas delações – muitas delas devem ser mentirosas – , deveria estar condenado.
Costa está dando um gigantesco prejuízo ao país, com a repercussão mundial do escândalo e com seu impacto econômico-financeiro. E ele, cínica e ironicamente, debocha dos nossos representantes, dizendo que daquela Casa, que é nossa, que é a Casa do povo, saíam muitos delinquentes.
Costa está atingindo o povo, porque quem escolhe o Congresso é o povo. O parlamentar brasileiro não é indicado por príncipes, é eleito pelo povo. Em sua denúncia, Costa na verdade está afirmando que o povo brasileiro é delinquente.
E o que faz as instituições que representam a lei, ouvindo este delinquente fazer essas acusações como se fossem coisas banais?
Imaginem, senhores, se o povo, já cansado dessas acusações que agora são contra ele, o povo que já foi roubado, imaginem este povo reagindo a tudo isso.
Além do estrago à imagem do Brasil, à economia nacional, Costa e sua família ainda se beneficiaram do roubo à Petrobras. Eles deveriam estar sob vigilância da segurança. Afinal, como pagam as suas contas, se o dinheiro está bloqueado? Como pagam seus empregados, se os têm? Sacando dinheiro de onde? Quem bota gasolina nos seus carros? Quem paga a escola dos filhos?
Quando um pobre morre por qualquer tipo de sorte, sua família mergulha em desgraça. Um delinquente como Costa destrói a economia do país, tenta destruir uma das maiores empresas de petróleo do mundo, e se apresenta com ternos de corte sofisticado e sapatos engraxados para dar depoimento. Com que dinheiro? Esse senhor já tinha que estar de camisola de prisioneiro, e não com ternos sofisticados. Afinal, o produto do roubo dele é que está sustentando sua família. As famílias dos pobres presos – ou mortos – não têm a mesma sorte.
Deixe um comentário