Pazuello diz que 100 pessoas vão morrer diariamente em Manaus e determina remoção para outros estados

Ministro contratou 108 médicos mas disse que não consegue construir UTIs, e determina transferência de 1,5 mil pacientes

Jornal GGN – O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, disse na sexta (29) que Manaus vai assistir diariamente a morte de 80 a 100 pessoas enquanto a região não transferir cerca de 1,5 mil pacientes a outros estados.

“Sem a evacuação de 1.500 pacientes (…) continuarão morrendo de 80 a 100 pessoas por dia porque as UTIs não são feitas de um dia para o outro”, disse o ministro. A declaração, admitindo incapacidade de construir UTIs com rapidez, ocorreu duas semanas depois da morte de pelo menos 50 pessoas asfixiadas por falta de oxigênio em hospitais da capital.

Pazuello fez o prognóstico durante discurso para 108 médicos que foram contratados a toque de caixa para lidar com a crise sanitária em Manaus.

O ministro afirmou que a situação no Amazonas é mais grave porque o estado enfrenta temporada de chuvas, a estação em que os casos de síndromes respiratórias agudas disparam anualmente em função da umidade. “Respiramos água”, frisou o militar. 

Além disso, segundo Pazuello, Manaus “foi premiada com uma nova cepa da covid-19, geneticamente identificada pelo instituto Fiocruz, que é três vezes mais contagiosa.”

Na sexta, o procurador-geral da República, Augusto Aras, determinou a abertura de investigação contra Pazuello, para saber se ele foi omisso e tem responsabilidade na morte de pacientes por falta de oxigênio. Pazuello teria sido informado da escassez de oxigênio dias antes da tragédia começar.

“A crise de Manaus e, em geral, do Amazonas é o exemplo mais claro de uma gestão da pandemia marcada pela incompetência, segundo os mais benevolentes, e pela temeridade e diretamente a má fé, de acordo com os mais críticos do presidente Jair Bolsonaro, que na quinta-feira andou sem máscara e apertando mãos em meio a uma multidão durante uma visita oficial a Sergipe. Como se não fosse o chefe de Estado de um país que contabiliza mais de mil mortos diários e que vacinou somente 1,5 milhão de seus 210 milhões de habitantes”, destacou o El País.

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