Pazuello e Exército se contradizem sobre cloroquina

Enquanto ministro interino diz que falta medicamento, militares dizem que estoque de comprimidos chega a 1 milhão de unidades

General Eduardo Pazuello, ministro da Saúde. Foto: Reprodução

Jornal GGN – O Exército e o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, têm dado informações desencontradas sobre a cloroquina, medicamento sem comprovação científica de eficácia no tratamento da covid-19 e que é amplamente defendido pelo presidente Jair Bolsonaro.

Enquanto Pazuello diz que o governo federal não conseguiu atender “nem 50%” da demanda feita por Estados e municípios, o Exército diz que possui  quase 1 milhão de comprimidos em seus estoques, e que não recebe nenhuma nova demanda para produção do remédio desde o mês de julho.

“Coloco de uma forma bem clara que nós atendemos demandas, nós não distribuímos sem demanda, e alerto que nós não conseguimos atender nem 50% do que nos demandam”, disse Pazuello, durante audiência pública no Congresso à comissão que acompanha a situação da pandemia do novo coronavírus.

“Nosso estoque hoje, no Ministério da Saúde, é zero. Não temos nem um comprimido para atender as demandas. Nós temos uma reserva de 300 mil itens, apenas para atender malária, guardada, o que representa algo em torno de 20% do que eu preciso por ano. Temos uma demanda reprimida hoje de mais de 1,6 milhão de doses para Estados e municípios, só hoje”, ressaltou o ministro, segundo o jornal O Estado de São Paulo.

Informações do Exército indicam que, desde que a operação foi anunciada pelo governo federal, o laboratório militar produziu cerca de 3 milhões de comprimidos de cloroquina 150mg, a um custo de R$ 1,137 milhão até o momento, e a capacidade de produção (1  milhão de comprimidos/semana) não foi ampliada.

 

Leia Também
Coronavírus: Teste e rastreamento podem reduzir transmissão em até 26%
Banco Mundial: Covid-19 empurra as nações mais pobres ‘da recessão para a depressão’
GGN Covid: Argentina registra o maior crescimento de óbitos do planeta
COVID-19: Países das Américas precisam ampliar oferta de serviços de saúde mental

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora