Pazuello foi orientado a defender distanciamento e rastrear Covid, ou a pandemia duraria 2 anos

Comitê de Operações de Emergência do Ministério da Saúde fez as recomendações no final de maio e, até agora, o general não tirou nenhuma delas do papel

Jornal GGN – No final de maio, quando Eduardo Pazuello assumiu interinamente o Ministério da Saúde, o Comitê de Operações de Emergência (COE) se reuniu com ele a portas fechadas e recomendou que o general defendesse publicamente o distanciamento social e apostasse em outras ações contra a pandemia de coronavírus. Caso contrário, segundo os técnicos da Pasta, a crise sanitária iria se estender por até 2 anos.

“Sem intervenção, esgotamos UTIs, os picos vão aumentar descontroladamente, levando insegurança à população que vai se recolher mesmo com tudo funcionando, o que geraria um desgaste maior ou igual ao isolamento na economia”, afirmam técnicos da pasta em documento obtido pelo Estadão, que não divulgou a íntegra. Segundo o jornal, a ata da reunião ainda diz que “sem isolamento, um tempo muito grande de 1 a 2 anos para controlarmos a situação.”

O Comitê também recomendou ao ministro a “criação de um aplicativo para monitorar pacientes da covid-19 e até dez pessoas que tiveram contato com a pessoa infectada, o que nunca saiu do papel”.

Cientistas entrevistados pelo GGN apontam que o rastreamento de casos de coronavírus deveria ter sido implementado desde o início, para controlar as cadeias de transmissão e evitar o crescimento exponencial do número de infectados e, consequentemente, das mortes por covid-19. Ao contrário de países bem sucedidos na primeira onda da pandemia, o Brasil jamais optou por tal estratégia, limitando-se a investir na estrutura de alta complexidade – algo que deveria ser feito, mas que não é suficiente para frear a crise sanitária.

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3 Comentários

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Carlos Elisio

- 2020-07-23 16:42:00

Lembram da entrevista do heleno a tal radio pan, onde o gal afirmava que os militares aderiram ao bozo pois estavam "cansados de 30 anos de saques ao pais"?. (Claro que esqueceu de incluir os saques na ditadura). Bem, na ocasião a filha de um outro gal., Braga Neto, pegava uma boquinha de 13mil na ans e agora a filha do gal pazu pega outra boquinha, desta vez com crivella na rio Saude, que precisa não de profissionais de saude mas de "jestores" de rh. https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/07/23/filha-do-ministro-da-saude-interino-ganha-cargo-de-confianca-na-rio-saude-empresa-da-prefeitura.ghtml A realidade teima em desmentir o gal. Heleno quanto ao "revolta" de militares quanto a, segundo o general, ultimos 30 anos de saques ao brasil que levou a aderencia ao desgoverno atual. Parece muito mais ligado a interesses pessoais de generais e assemelhados. Nada patriótico, mas reconheço que habitual neste grupo. Um levantamento de cargos para parentes e amigos deste grupo vai assustar. Também pode ser útil avaliar empresas inseridas em "projetos" de "interesse" do brasil..

João Ferreira Bastos

- 2020-07-23 13:20:53

Militares fazendo aquilo que mais sabem fazer assassinar a população brasileira

Marcos Videira

- 2020-07-23 12:42:05

Está documentado que o general Pazuello agiu conscientemente a favor da disseminação do CoronaVírus, cujo resultado da disseminação é a morte de dezenas de milhares de cidadãos e a extensão do período da pandemia com consequências nefastas à Economia. São FATOS e não ilações. Um ex-promotor do Tribunal de Haia diz que "é preciso provar a intenção de genocídio". Ora, se genocídio define-se como "extermínio deliberado, parcial ou total, de uma comunidade", parece-me que o general Pazuello cometeu genocídio. Ou não ?

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