O governo de Pernambuco oficializou, neste sábado (2), o decreto de situação de emergência após o balanço das chuvas que atingem o estado desde a última quinta-feira (30) apontar um salto no total de vítimas. Segundo os dados mais recentes da defesa civil do estado, o número de pessoas deslocadas chegou a 9,4 mil, sendo 7,7 mil desalojados e 1,6 mil desabrigados. Até o momento, 27 municípios foram oficialmente afetados e seis mortes foram confirmadas.
A medida da governadora Raquel Lyra visa desburocratizar o acesso a recursos federais e acelerar obras de reconstrução. No Recife, o volume de água já atingiu um terço da média histórica para o mês de maio em apenas 24 horas (96,5 mm). O Inmet mantém o alerta de “perigo” (bandeira laranja) para 65 municípios do estado, prevendo ventos intensos e mais acumulados de água para a Região Metropolitana, Zona da Mata e Agreste.
Vítimas e áreas críticas em PE
O Corpo de Bombeiros confirmou a sexta morte na tarde deste sábado: um homem de 34 anos, localizado no bairro Capibaribe, em São Lourenço da Mata. Mais cedo, outra vítima havia sido confirmada no bairro de Dois Unidos, no Recife. Entre as fatalidades registradas no estado desde o início dos temporais, estão um bebê de seis meses, um de um ano e uma criança de sete anos.
As cidades com maior concentração de danos e pessoas fora de casa são Goiana, Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes.
Cenário na Paraíba
O estado da Paraíba também enfrenta consequências severas devido aos temporais das últimas 48 horas. O governador Lucas Ribeiro instalou um comitê de crise para monitorar a situação em municípios como João Pessoa, Campina Grande, Conde e Cabedelo.
De acordo com informações da Defesa Civil estadual, a Paraíba já registra dois óbitos e cerca de 9 mil pessoas afetadas diretamente pelos temporais. O deslocamento populacional é expressivo, com 1,5 mil famílias desalojadas e 300 pessoas que dependem de abrigos públicos (desabrigadas) nos 13 municípios mais atingidos.
Lula determina apoio federal
O governo federal, sob determinação do presidente Lula, mobilizou suporte imediato às regiões atingidas nos dois estados. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) orienta que as prefeituras cadastrem seus planos de trabalho no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD) para agilizar o repasse de verbas da defesa civil. Paralelamente, o Ministério da Saúde mobilizou a Força Nacional do SUS para reforçar o atendimento às vítimas e monitorar riscos sanitários nas áreas alagadas. Em Pernambuco, 29 abrigos já foram ativados para acolhimento emergencial da população.
Com informações da Agência Brasil
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