Petrobras chantageia funcionários para conter greve

Empresa anunciou antecipação do pagamento do prêmio por performance; estatal tenta conter maior paralisação desde 1995

Jornal GGN – A paralisação dos petroleiros já reúne 21 mil funcionários em pelo menos 120 unidades da Petrobras, e a estatal passou a apelar para a chantagem para conter a adesão de mais profissionais.

Segundo informações da BBC News Brasil, a empresa anunciou uma antecipação do pagamento do prêmio por performance dos funcionários – que substitui o pagamento de participação nos lucros, extinto desde o ano passado.

“Em reconhecimento aos empregados que têm trabalhado para garantir a realização das atividades normais da companhia desde 1º de fevereiro, a Petrobras decidiu antecipar parte do pagamento do Prêmio por Performance (PPP) 2019”, diz o comunicado interno. A empresa promete pagar 30% do valor total prometido pelo PPP a cada funcionário no dia 28 de fevereiro —três meses antes do previsto.

“O pagamento ocorrerá no dia 28 de fevereiro e um contracheque específico estará disponível no próximo dia 22. A quitação do PPP 2019 a todos os empregados elegíveis será paga no dia 29 de maio de 2020, após a deliberação da Assembleia Geral Ordinária, de acordo com as regras do programa e após a avaliação de cumprimento de metas e desempenho individual”, afirma a empresa na mensagem interna.

Dados divulgados pela FUP (Federação Única dos Petroleiros) apontam a paralisação de 58 plataformas, 11 refinarias, 24 terminais, 8 campos terrestres, 8 termelétricas, 3 unidades de tratamento de gás, uma usina de biocombustível, uma fábrica de fertilizantes, uma fábrica de lubrificantes, uma usina de processamento de xisto, duas unidades industriais e três bases administrativas.

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Contudo, a Petrobras diz que realizou a contratação emergencial de pessoal durante a greve, e disse que “as unidades estão operando nas condições adequadas, com reforço de equipes de contingência quando necessário, e não há impactos na produção até o momento, diz que não houve impactos na produção”.

A greve é a maior que a Petrobras registra desde 1995, quando a paralisação durou 32 dias. Segundo os sindicatos, o ponto de partida foi o fechamento de uma fábrica de fertilizantes no Paraná, com a demissão de 396 funcionários diretos e 600 terceirizados. Para os petroleiros, a empresa teria desrespeitado o acordo coletivo do setor ao demitir os empregados da Araucária Nitrogenados (ANSA) sem negociar com sindicatos.

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1 comentário

  1. O combustível das empresas de ônibus está terminando em todas as grandes cidades do Brasil. Tic-tac, tic-tac, tic-tac… o reinado de terror dos vagabundos Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Flavio Bolsonaro, Sérgio Moro e Carlos Bolsonaro está chegando ao fim.
    #SomosTodosPetroleiros

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