Petroleiros acusam “oportunismo eleitoreiro” após Bolsonaro sinalizar intervenção nos preços da Petrobras

"Bolsonaro, em três anos e seis meses de governo, não fez nada para mudar o PPI", afirma coordenador da FUP

Edifício sede da Petrobras na Avenida Chile, centro da cidade. Foto: Agência Brasil

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O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, chamou de “oportunismo eleitoreiro” a possibilidade de Jair Bolsonaro mudar a política de preços da Petrobras no apagar das luzes de seu governo, numa tentativa de intervir nos reajustes no custo da gasolina e diesel às vésperas da eleição de 2022.

O Conselho de Administração da Petrobrás discute a possibilidade de mudanças na governança da política de preços em reunião nesta quarta-feira, 27. Segundo informações do Estadão, Bolsonaro tem maioria no Conselho para impor uma mudança na PPI, a política de paridade de preços internacionais.

“Há anos, desde que foi implantada a política de preço de paridade de importação (PPI), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) alerta para o absurdo dessa prática. Bolsonaro, em três anos e seis meses de governo, não fez nada para mudar o PPI, que só atende a interesses do mercado”, apontou Bacelar em nota.

Para os petroleiros, mexer agora na PPI é “mais um oportunismo eleitoreiro de Bolsonaro e de sua equipe de bajuladores. A menos de três meses para as eleições, o Presidente da República se diz preocupado com as altas abusivas dos preços dos combustíveis praticadas ao longo de seu governo.”

“Com Bolsonaro (01/01/2019 a 20/07/2022), a gasolina, na refinaria, aumentou 155,8% e o diesel 203,6%, com impacto sobre a inflação de itens básicos como alimentos e transportes, segundo cálculos do Dieese/FUP. Enquanto isso, o salário mínimo teve elevação de 21,8% no período, reforçando o empobrecimento da população brasileira”, finalizam.

Redação

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