21 de maio de 2026

PF apura investimento de R$ 13 milhões de município paulista no Banco Master

Aplicação é alvo de operação por possível gestão temerária; envolvidos foram afastados e bens bloqueados
Reprodução Portal Gov

▸ PF deflagra Operação Moral Hazard para investigar aplicação irregular de R$ 13 mi no IPREM de Santo Antônio de Posse.

▸ Seis mandados de busca e afastamento de investigados, com bloqueio de bens, são cumpridos em Santo Antônio e Mogi Mirim.

▸ Investigações focam decisões de ex-diretores e alertas do MP sobre riscos no Banco Master e Daycoval.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (23) a Operação Moral Hazard, com o objetivo de desarticular um esquema de gestão temerária no Instituto de Previdência Municipal (IPREM) de Santo Antônio de Posse, no interior de São Paulo. A investigação apura a aplicação irregular de R$ 13 milhões em Letras Financeiras dos bancos Master e Daycoval, instituições que enfrentam questionamentos sobre solidez e integridade.

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Ao todo, agentes cumprem seis mandados de busca e apreensão em Santo Antônio de Posse e Mogi Mirim. A 9ª Vara Federal de Campinas determinou ainda o afastamento dos investigados de suas funções públicas e o bloqueio de bens dos envolvidos.

Decisões sob suspeita

O foco da PF recai sobre três operações realizadas entre outubro de 2023 e maio de 2024. Segundo os investigadores, o processo decisório teve a participação “ativa e determinante” do então diretor-presidente e gestor de recursos, Hortêncio Lala Neto, e da supervisora de gestão, Marlene Maria Vieira Bassani.

As aplicações, intermediadas pela Genial Investimentos, consistiram em um aporte de R$ 6 milhões no Banco Daycoval e outros R$ 7 milhões no Banco Master, este último com vencimento previsto apenas para 2034.

Além da diretoria, três membros do Comitê de Investimentos, Maria de Lourdes Villalva, Hélio Augusto Moraes e Tatiana Feliz dos Reis, também são alvos da operação.

O alerta do Ministério Público

A fragilidade dos investimentos não era desconhecida. Em 2024, o Ministério Público de Contas (MPC) enviou representações a cinco prefeituras paulistas, incluindo Santo Antônio de Posse, alertando sobre o risco reputacional e a saúde financeira do Banco Master.

“Criou-se um cenário de preocupação não apenas sobre exposição do risco reputacional de tal instituição financeira, mas, mais preocupante, sobre sua própria solidez patrimonial”, afirmou o MPC à época.

O cenário se agravou com a crise no Banco Master. O proprietário da instituição, Daniel Vorcaro, está preso preventivamente em Brasília no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga um rombo estimado em R$ 40 bilhões no mercado financeiro e fraudes na tentativa de aquisição do banco estatal BRB.

Gestão alega cumprimento de metas

Em manifestações anteriores, o ex-gestor Hortêncio Lala Neto defendeu as aplicações, argumentando que os investimentos visavam cumprir metas de rentabilidade e que o Master apresentava retornos atrativos sem restrições legais no momento do aporte. Segundo ele, as decisões foram aprovadas por unanimidade pelos conselhos deliberativo e fiscal.

Atualmente, o IPREM possui cerca de R$ 130 milhões aplicados, dos quais 5% estão retidos em ativos do Banco Master que entraram em processo de liquidação.

Em nota oficial divulgada nesta quinta, a Prefeitura de Santo Antônio de Posse ressaltou que as aplicações foram realizadas pela gestão anterior e que o instituto colabora integralmente com as autoridades.

A administração atual informou que, desde 2025, endureceu os critérios de governança, concentrando os recursos da previdência dos servidores em apenas cinco instituições financeiras de “reconhecida solidez”.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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