A Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) iniciou novas “Operações Escudo” em quatro regiões do estado, onde ao menos cinco policiais militares foram vítimas de ataques, entre os últimos dias 18 e 19 de janeiro.
Conhecida pela letalidade, a Operação Escudo, criada pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2023, é uma resposta aos ataques praticados contra agentes de segurança.
Os ataques
Na quinta-feira (18), quatro PMs foram alvo de ataques no estado. Entre eles, a soldado da PM Sabrina Freire Romão Franklin, de 30 anos, morta por criminosos que tentaram roubar a sua moto, na Zona Sul da capital paulista. Dois suspeitos do crime foram presos.
No mesmo dia, um policial aposentado, de 69 anos, foi vítima de latrocínio – roubo seguido de morte –, também na Zona Sul. Ele trabalhava como taxista e foi baleado por um passageiro, que anunciou o assalto. O PM tentou reagir, mas acabou morto.
Outras duas ocorrências de policiais militares baleados em tentativas de assalto aconteceram nos municípios de São Bernardo do Campo e Guarulhos, na Grande São Paulo, na mesma data.
Já na madrugada de sexta-feira (19), um policial militar, de 33 anos, foi mantido refém, com a esposa e o filho, em Hortolândia, no interior de São Paulo. Ele reagiu e matou um dos quatros suspeitos de invadir a casa da família.
Segundo a Secretaria de Segurança de São Paulo (SSP), “a ação, neste caso, foi desencadeada em quatro regiões, sendo 2ª Operação Escudo, na região de Santo André (CPA/M-6), 3ª Operação Escudo, na região sul da capital paulista (CPA/M-10), decorrentes do assassinato da soldado PM Sabrina; 4ª Operação Escudo, na área de Piracicaba (CPI-9) e a 5ª Operação Escudo, na área que abrange a região de Guarulhos (CPA/M -7)”.
“O trabalho dos policiais ajudou a identificar os suspeitos da morte da soldado PM Sabrina, além de prender um jovem, de 19 anos, envolvido no caso de São Bernardo do Campo. Mais detalhes sobre o trabalho policial serão divulgados ao término das operações”, afirmou a SSP, em nota.
A operação mais letal do estado
Em setembro de 2023, a SSP anunciou o fim da Operação Escudo no litoral paulista, que buscava os assassinos do soldado das Rondas Ostensivas Tobias (Rota), Patrick Bastos Reis, morto em uma ação policial no Guarujá.
Em um mês de atividade, a Operação Escudo deixou ao menos 28 pessoas mortas, se tornando a ação policial mais letal do estado desde o massacre do Carandiru, em 1992.
Os policiais parte das atividades foram acusados de violência contra moradores da região, que relataram casos de ameaças e até torturas cometidos pelos agentes.
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