O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, informou em nota que pediu à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o cancelamento do contrato de concessão da energia elétrica da cidade de São Paulo com a Enel, empresa responsável pelo fornecimento de energia na capital.
O pedido foi embasado em uma série de falhas e desrespeito da concessionária com os cidadãos, uma vez que os munícipes tiveram de ficar mais de 72 horas sem energia até que Enel reparasse a rede.
Segundo a companhia, a demora para restabelecer o serviço poderia ser explicada pelos danos sem precedentes que um vendaval de 105 km/h atingiu a cidade.
Porém, o GGN mostrou o sucateamento dos serviços prestados pela Enel desde que a companhia italiana assumiu o controle da concessionária. “Muitos dos problemas que ocorreram foi desligamento por cabo tocando um no outro, cruzeta partida porque estava podre, galhos de árvore tocando na rede e comprometendo o circuito”, comenta o presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Eduardo Annunciato.
Assista o programa na íntegra aqui:
Reincidência
Mesmo depois do apagão, a capital paulista voltou a ficar no escuro depois que outra chuva atingiu a cidade. Para o prefeito, então, a continuidade da Enel como prestadora de um serviço tão essencial ficou insustentável. “Não tem mais condições de a Enel permanecer aqui em São Paulo. É inaceitável ter uma empresa como essa, que não tem um pingo de respeito com a população e deixou as pessoas sem energia quase uma semana”, afirmou.
O pedido de cancelamento da concessão da Enel foi feito à Aneel em 13 de novembro, durante reunião entre Nunes e outros prefeitos paulistas de cidades atendidas pela companhia italiana. Tarcísio de Freitas, governador do Estado, também estava presente.
Além dos sucessivos apagões, Nunes reclama também da demora da Enel para fazer novas ligações em prédios públicos. O chefe do Executivo municipal afirma que a cidade tem cinco novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) que não estão em funcionamento por falta de energia.
Um conjunto habitacional também poderia ter sido inaugurado há cinco meses, mas também inutilizado porque não há energia.
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