8 de junho de 2026

Presidente do Ibama libera desmatamento em área de Mata Atlântica

Eduardo Bim favorece empresa que destruiu 14 hectares para construir hidrelétrica mesmo antes de autorização federal

Jornal GGN – O presidente do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), Eduardo Fortunato Bim, favoreceu uma empresa paranaense que desmatou 14 hectares de Mata Atlântica para construir uma hidrelétrica, contrariando dois pareceres técnicos do órgão.

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Informações do jornal O Globo revelam que a empresa favorecida foi a Tibagi Energia, que tentava desde 2018 obter uma licença para construir um canteiro de obras para uma usina hidrelétrica, nas margens do rio Tibagi. Seria necessário desmatar uma área de aproximadamente 14 hectares para a construção.

Embora o licenciamento da obra seja de responsabilidade estadual, o desmate de área da Mata Atlântica exige anuência prévia do Ibama. Porém, os fiscais detectaram que a área havia sido desmatada antes mesmo de o órgão autorizar o processo.

Técnicos do Ibama do Paraná recomendaram a não anuência ao desmate da área, uma vez que a região é rica em fauna endêmica e é habitat de espécies ameaçadas de extinção. O parecer foi acatado pela superintendência do Ibama, mas a empresa recorreu da decisão. Novamente, tanto os técnicos como a superintendência foram contra o desmate.

Então, a empresa recorreu à presidência do Ibama. Em oito dias, Eduardo Fortunato Bim assinou um despacho liberando o desmate – e criticou a atuação de seus subordinados falando que “não cabe ao Ibama fiscalizar, periciar ou avaliar licenciamentos ambientais conduzidos por outros entes federativos”.

Eduardo Bim já adotou posturas semelhantes anteriormente: em abril, ele contrariou pareces negativos e sinalizou a possibilidade de exploração de petróleo em áreas próximas ao Parque Nacional Marinho de Abrolhos, na costa da Bahia.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. WAGNER CINTRA

    28 de dezembro de 2019 12:59 pm

    Se esta marcha predatória em curso em todos os níveis – meio ambiente – educação – direitos humanos – saúde – segurança , ou seja em tudo, vai chegar a um ponto que as consequências serão irreversíveis. Um país nas mãos de pessoas com visão atrofiada, míope, limitada e preocupada somente com interesses pessoais e de nichos, vai pagar um preço altíssimo. Quem viver verá!

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