Do Euro News
Uma equipe de cirurgiões na Espanha realizou com sucesso o primeiro transplante robótico de pulmão do mundo.
Os transplantes de pulmão são conhecidos por serem operações complexas, pois o tórax do paciente precisa ser aberto. Durante o procedimento, uma incisão de cerca de 30 cm é feita e as costelas são cortadas para remover e substituir um pulmão doente por um pulmão humano saudável de um doador.
Mas a nova tecnologia utilizada pela equipe espanhola não exige mais quebrar as costelas do paciente.
Em vez disso, os cirurgiões do Hospital Vall d’Hebron, em Barcelona, usaram cortes menores na lateral da caixa torácica para acomodar os braços do robô e as câmeras 3D.

“Essa incisão é feita sob o esterno, onde a pele é muito elástica. Isso nos permite abrir apenas a pele e inserir esse pulmão aos poucos”, disse o Dr. Albert Jauregui, chefe do serviço de cirurgia torácica e transplante pulmonar do Vall Hospital D’hebron.
O novo pulmão também foi “desinflado” na sala de cirurgia para que pudesse entrar pela incisão apertada, que tinha apenas cerca de 8 cm.
Menos dor e melhor qualidade de vida
Segundo Jauregui, o novo procedimento é menos doloroso para o paciente, pois a ferida fecha com mais facilidade.
“Acreditamos que é uma técnica que vai melhorar a qualidade de vida dos pacientes, o período pós-operatório e reduzir a dor. Esperamos que essa técnica acabe se espalhando para mais centros”, acrescentou.
O primeiro paciente
Xavier, 65, tornou-se o primeiro paciente do mundo a passar por uma operação pulmonar totalmente robótica.
Ele precisava de um transplante devido a uma condição chamada fibrose pulmonar, que faz com que o revestimento do pulmão fique espesso e cheio de cicatrizes.
“Desde o momento em que recuperei a consciência e acordei da anestesia geral, não senti nenhuma dor”, disse ele.
O robô Da Vinci
O robô de quatro braços usado no procedimento é chamado Da Vinci, um sistema cirúrgico robótico comumente usado em hospitais da Europa e dos EUA para cirurgia cardíaca, urológica, ginecológica, pediátrica e geral.
Uma cirurgia semelhante foi realizada no Mount Sinai Hospital, em Nova York, mas o robô foi usado apenas parcialmente lá.
A Espanha é líder mundial em transplantes de órgãos, segundo dados do Observatório Global de Doação e Transplante, realizando 5% das doações de órgãos em todo o mundo em 2021.
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AMBAR
19 de abril de 2023 9:54 pmOlha a maravilha da tecnologia. Para substituir juizes e advogados temos o ChatGPT – nada de ficar elaborando petições, pesquisas, sentenças e pareceres. Para substituir os médicos cirurgiões temos o robô Da Vinci, que em vez de 2, tem 4 braços. Logo não teremos mais nem emprego e nem utilidade, quando então voltaremos a ter 4 patas.