O tenente-coronel Marcelo Ustra da Silva Soares (PL) foi eleito vereador em Porto Alegre com 2.669 votos, destacando-se como um novato na política. Durante sua campanha, ele utilizou o nome “Coronel Ustra” e se apresentou como o candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), recebendo apoio explícito do ex-mandatário. Antes de ingressar na política, Ustra trabalhou no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante a gestão passada.
Marcelo Ustra é primo do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, conhecido por ter sido condenado por tortura durante a ditadura militar e por ter chefiado o DOI-Codi, um órgão de repressão militar, falecido em 2015. Marcelo, que é bisneto de Celanira Martins Ustra, avó de Brilhante Ustra.
Em 2016, Bolsonaro prestou homenagem a Brilhante Ustra em um discurso em favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que foi vítima de tortura durante o regime militar, referindo-se a ele como o “pavor” de Dilma.
Segundo reportagem do Brasil de Fato, em 2023, o governo Lula dispensou Marcelo Ustra de seu cargo no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que ocupava desde julho de 2020, quando foi nomeado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Sua nomeação para o GSI representou um aumento significativo em seus ganhos financeiros ao longo de sua carreira no serviço público, que começou em fevereiro de 1997, no Exército. A dispensa de Marcelo Ustra foi amplamente repercutida pelos principais veículos de comunicação do país.
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