
O procurador Diogo Castor de Mattos, colega de Deltan Dallagnol na extinta força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, moveu uma queixa-crime contra a advogada Tânia Mandarino, que luta na Justiça tentando fazer valer a decisão do Conselho Nacional do Ministério Público que condenou Castor à demissão do cargo por conta do caso Outdoor. A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), entidade alinhada com o lavajatismo, ingressou na ação como amicus curiae.
O outdoor da Lava Jato foi considerado pelo CNMP uma improbidade administrativa, mas a decisão que determinou a perda de cargo foi revertida pela Justiça Federal e mantida pelo Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4), sob o argumento de que a nova lei de improbidade administrativa (posterior aos atos praticados por Castor) exige o uso de dinheiro público para caracterizar a infração, o que não teria ocorrido no caso.
Através do Coletivo de Advogados Pela Democracia, Tânia Mandarino e outros advogados recorreram da decisão do TRF-4 e lutam, ainda, para comprovar que os desembargadores que ratificaram a reversão da perda de cargo de Castor seriam suspeitos para atuar no julgamento.
Com o cargo estabilizado após uma longa batalha na Justiça, Castor ingressou em 10 de outubro com a queixa-crime contra Mandarino, cobrando reparação mínima de R$ 50 mil em danos morais. Sua defesa alegou que as ações judiciais, postagens nas redes sociais e entrevistas realizadas por Mandarino configuram um ataque à honra do procurador ao colocá-lo como “meliante” perante a opinião pública.
A peça diz que a advogada foi à Justiça contra Castor por “vingança”, pois seria simpatizante de partido político que foi investigado na Lava Jato. Além disso, chama o Coletivo de Advogados pela Democracia de “ONG chapa branca” e ataca veículos de comunicação que cobrem o caso, acusando-os de serem “sites de esquerda”.

Outro lado
Ao tomar conhecimento da ação, Tânia Mandarino afirmou à reportagem do GGN que não se deixará intimidar pela ação de Castor de Mattos. A advogada negou que tenha criticado o procurador na esfera pessoal, mas sim no tocante ao seu papel enquanto servidor público.
Ela questionou, ainda, o “desaparecimento” do inquérito que deveria investigar o custeio do outdoor, inclusive com uso de um suposto laranja como intermediário. Segundo ela, Castor não anexou juntos aos autos a comprovação cabal de que teria arcado com o outdoor sozinho e com dinheiro do próprio bolso.
Leia a nota completa da advogada Tânia Mandarino abaixo:
“Se a pretensão é me intimidar ou coagir, não vai alcançar o objetivo. As criticas jamais se deram em decorrência das funções dele, o outdoor não fazia parte das funções. Ele se converteu em uma figura pública ao colocar o outdoor no aeroporto com a foto dele. Jamais me referi à pessoa dele como um meliante. A conduta dele é que foi digna de um mediante, uma conduta indigna. Ele assumiu a conduta de ter financiado o outdoor, que foi pago através de um nome laranja, de um inocente que pouco sabia sobre a lava jato. Ele esperava o que? Elogios?
E se o inquérito investigando o estelionato em tese, que estava a todo vapor na justiça estadual do Paraná, desapareceu quando foi remetido para a PGR, é outra questão a ser apurada. A PGR diz que quem é responsável por indicar onde está o inquérito é o TRF4.”
Tânia Mandarino

Fábio de Oliveira Ribeiro
21 de outubro de 2025 12:00 pmEsse cara usou novamente o Código Penal de maneira estratégica para encobrir os abusos que cometia durante a Lava Jato? Faz sentido, porque já ficou mais do que evidenciado que aquela operação se caracterizou pelo uso abusivo tanto do Código Penal quanto do Código de Processo Penal com um evidente esvaziamento dos princípios constitucionais do Direito Penal. Essa ação deve ser jogada na lata do lixo e seu autor será futuramente processado por danos materiais e morais.
Eduardo Pereira
21 de outubro de 2025 6:48 pmA Tânia não e bolinho. O problema dela e se a ação correr em Curitiba, antes de ser formalizada ela ja vai estar condenada. Da “capital da Lava Jato” tão bem defininida pelo dalagnol reborn ela so vai encontrar a presunção da Culpa. Ela e que vai ter que provar a inocencia , não o contrario.
Rui Ribeiro
21 de outubro de 2025 6:49 pmPor falar no Rato Castor, o Fux deve estar com o rabo preso nas mãos dos Bostonaritas ou nas mãos do Trump. Népuçive
emerson57
21 de outubro de 2025 7:10 pmA decantada “festa da cueca” fazia parte desse inquerito?
Çei.
Mario
22 de outubro de 2025 6:56 am“Sites de esquerda?” Imagino que ele seja de direita, não é mesmo? Uma matéria neste veículo indica que ele partiu para novos concursos públicos. Típico cidadão de direita, defensor das empresas privadas e mínimos direitos, mas só para outros, porque ele quer mesmo é viver às custas do estado, de penduricalhos e galgar uma aposentadoria especial, se possível. Sem novidade.
Jicxjo
22 de outubro de 2025 9:42 amA casta não perdoa, age como máfia e persegue seus desafetos. Paraná continua o epicentro da imundície jurídica nacional.
ERNESTO
22 de outubro de 2025 3:59 pmJá começaram a achar fraudes em concursos públicos da Justiça e puxadinhos. Resta torcer pra que finalmente um dia ainda saibamos em detalhes a razão pela qual tem tanta gente desse naipe nessas instituições.
Toninho souza
23 de outubro de 2025 12:07 ameu acho que isso tem que chega até o STF para que assim seja resolvido se seguraram em Curitiba é porque tem coisa que não tá batendo com a verdade a lava jato foi um agravado e imparcialidade se cai no STF ele deve perder porque o STF é o caminho da verdade que nois brasileiro devemos ser protegido contra tudo tipo de golpe.
BERNARDO ARCILOU RODRIGUES DA SILVA
23 de outubro de 2025 8:41 amEssa esquerda sempre foi e sempre o lixo do mundo
hzinho
23 de outubro de 2025 10:37 pmO comportamento de um procurador, com certeza, não é a de buscar um “laranja” para financiar auto promoção via OUTDOOR.
No mínimo, coisa de pessoa de caráter duvidoso.