Projeto de expansão dos evangélicos pela África cresce com Bolsonaro

Evangélicos já lideram quase a totalidade das comissões que lidam com as questões econômicas e sociais envolvendo países africanos

Jornal GGN – Com o Itamatary desacelerando as relações com a África desde o final do governo Lula, mais o golpe final da Lava Jato nas empreiteiras brasileiras que tinham presença no continente, cresce a expansão dos evangélicos em países africanos, com o apoio do setor de Relações Exteriores do governo Bolsonaro. É o que mostra reportagem da BBC News Brasil, nesta segunda (23).

Segundo a reportagem, os deputados evangélicos já controlar sete de oito grupos parlamentares de “amizade entre o Brasil e nações africanas”.

Deputados ligados à Igreja Universal do Reino de Deus lideram comissões responsáveis por Angola, Cabo Verde, Moçambique, Camarões e Namíbia, e propuseram a criação de um grupo para o Malauí. Já um deputado da Assembleia de Deus controla grupo que trata do Marrocos. Um congressista da Igreja Internacional da Graça de Deus está encarregado pelo Quênia. A exceção é a África do Sul, cujo grupo de trabalho é presidido por um deputado sem laços com igrejas.

“Esses grupos têm o objetivo de aproximar o Brasil de nações estrangeiras e influenciar a agenda bilateral. É comum que o Executivo recorra aos grupos para tirar do papel acordos assinados com os países”, explicou a BBC.

A ideia é facilitar a “penetração” de igrejas neopentecostais na África, uma empreitada que não conflita com a nova agenda do Ministério das Relações Exteriores, que levanta bandeiras conta o aborto e outras de cunho moral e religioso sempre que pode.

Segundo a BBC Brasil, o deputado Marco Feliciano tem sido uma liderança dessa expansão pela África. Neste ano, ele viajou por Angola, Costa do Marfim, Nigéria, Cabo Verde e Senegal e foi apresentado como uma das figuras mais “influentes” dessa geração, por onde passou.

Ao site, ele disse que “hoje a África é o local de maior expansão do cristianismo no mundo, isso merece minha especial atenção.”

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Em nota, o Itamaraty disse que “Estado é laico, mas não é ateu”. O chanceler Ernesto Araújo também tem viajado levando pastores e deputados com ascendência religiosa nas missões diplomáticas.

A expansão não ocorre sem conflitos. Recentemente, um grupo de pastores da Universal em Angola rompeu os laços com a liderança brasileira e denunciou desvio de recursos para o exterior, entre outras irregularidades.

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4 comentários

  1. Nassif, nesse xadrez não há relação nem aparente com os evangélicos, Edir Macedo, Feliciano, Rede Record e outros? Estariam fora?

  2. Faz tempo, pseudos evangelicos, falsos cristãos, como estes que se concentram como estrumes em volta deste governo infame, têm suas bundas chutadas na África.
    Espero que assim continue.

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