Marina Silva foi e vem sendo criticada pela sua visão reducionista em relação ao casamento entre proteção ao meio ambiente e as demandas da nação. Todas as criticas são válida, mas nem sempre amparadas em algo mais substancial.
O que “rola” agora na internet são os sorrisos de Mariana “Providência Divina” Silva durante o gurufim do candidato socialista, Eduardo Campos, morto no último dia 13 de Agosto. Apressam-se alguns em associar os sorrisos à falta de sensibilidade, falsidade e toda sorte de adjetivações.
Muita calma nessa hora. Esse tipo de insinuação não fica a desejar quando comparado às pérolas lançadas pela isenta imprensa brasileira. Gente, nem toda cara manjada tem traça ou cupim. Cada um pode expressar tristeza de diferentes formas, apesar de chorar ser o esperado na maioria dos casos, há sim pessoas que enfrentam perdas e tragédias de diferentes formas. Isso não significa falta de humanidade, falsidade e outras “ades”.
Tem-se cadeia de acontecimentos que alçou Marina a peça central do jogo político atual: (a) entrada no PSB; b) aceitação de aliança com Campos; c) Aceitação de vice na Chapa de Campos; d) Morte de Campos; e) Pressão da mídia para que se candidate. Sem dúvida isso é fertilizante para fazer crescer as ervas da imaginação conspirativa tanto no plano terreno quanto no plano espiritual (providência divina não estar no avião, segundo Marina); mas vamos combinar que isso não pode nos tornar levianos a ponto de associar sorrisos a um plano maquiavélico de poder.
Eu não digo que Marina esteja feliz pela morte dos Campos, me recuso. Aliás, eu acredito que ele esteja sofrendo sim. Esse tipo de insinuação, associar seus risos à felicidade por ser a bola da vez na política, é típico daqueles que frequentam e leem escrituras do guru da Direita Dummie. Não sejamos assim minha gente. Cada um sofre à sua própria guisa.
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