“Qual mensagem revela que inocente foi condenado? Não existe”, provoca Moro

Moro ainda disse que "agora temos elementos para apontar que [as mensagens] estão sendo editadas", o que, em sua visão, tira algum crédito do conteúdo divulgado pelo Intercept

Foto: Agência Câmara

Jornal GGN – O ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro disse, na tarde desta terça (2), durante audiência da Câmara dos Deputados, que nenhuma das mensagens de Telegram vazadas pelo Intercept Brasil provam que algum réu da operação foi condenado mesmo sendo inocente.

“Se aquilo [diálogos divulgados até agora] não é fraudado, qual é a mensagem que revela qualquer inocente que foi condenado? Não existe nada”, provocou Moro.

Em outro momento, cheio de acidez, Moro acrescentou que o Intercept e entusiastas estão agindo em favor de “inocentes” como “Sergio Cabral, Eduardo Cunha, Renato Duque”, e que, se é o caso de revisar os processos de Lula, também deveriam defender o mesmo para os demais condenados.

Com as falas, o hoje ministro de Jair Bolsonaro endossou a tese de governistas sobre o Intercept ter como agenda tirar o ex-presidente Lula da prisão.

Moro ainda disse que “agora temos elementos para apontar que [as mensagens] estão sendo editadas”, o que, em sua visão, tira algum crédito do conteúdo divulgado pelo Intercept.

Moro também se escudou em decisões tomadas por instâncias superiores que ratificaram suas sentenças.

“Existe o sistema de revisão. A grande maioria das minha decisões foram mantidas. Decisões do TRF-4, STJ, STF. Lamentavelmente crimes foram cometidos, provas foram colhidas e pessoas condenadas. Eu cumpri apenas meu dever, e isso me traz um preço”, comentou.

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