Jornal GGN – Após duas semanas de julgamento, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump foi inocentado pelos senadores. O resultado já era esperado, mas existem alguns pontos que aumentam tal peculiaridade.
Segundo a BBC News, existem quatro pontos que devem ser vistos com mais atenção e que ajudam a explicar tal resultado:
- A popularidade de Trump dentro do Partido Republicano
Dados recentes do Instituto Gallup mostram que 94% dos eleitores republicanos aprovam o desempenho de Trump no cargo, e 89% dos eleitores republicanos aprovaram o terceiro ano de governo de Trump, o que o torna o segundo presidente mais popular de todos os tempos entre os membros de seu partido.
A popularidade dele, no entanto, não significa que seus apoiadores acreditem que ele seja inocente nas acusações de obstrução de justiça e abuso de poder. Em pesquisa conjunta da Associated Press e do Norc Center for Public Affairs Research na semana passada, apenas 54% dos republicanos acreditavam que Trump não havia feito nada de errado.
- Maioria de 53 senadores
Os republicanos no Senado têm maioria de 53 cadeiras, ante as 47 dos democratas. Assim, eles têm o controle da casa e puderam ditar os temos do julgamento. E essa pequena margem fez a diferença.
Caso quatro senadores republicanos não tivessem se alinhado ao partido, o ex-assessor John Bolton poderia ter participado do processo e apresentado (ou não) evidências que minariam a defesa de Trump. Isso ficou próximo de acontecer, mas no fim, apenas o senador republicano Mitt Romney (Utah) se voltou contra o alinhamento partidário.
- Número de votos necessário para impeachment no Senado: 67
Uma eventual condenação dependia de dois terços dos senadores, ou seja, 67 dos 100 senadores. Desta forma, seria preciso que 20 republicanos votassem a favor de sua saída. Mas apenas um, Mitt Romney, fez isso.
- US$ 46 milhões arrecadados em campanha
Este é o montante arrecadado pela campanha de Trump no trimestre passado, marca atribuída a uma reação de seus apoiadores ao processo de impeachment.
Paulo Dantas
9 de fevereiro de 2020 3:00 pmPesou , minha opinião , o fato do caso envolver um país de leste europeu , “quid pro quo” , etc e tal , incompreensível para o americano médio , se fosse uma fraude numa franquia de grande liga estaria preso … 🙂
Ivan de Union
9 de fevereiro de 2020 3:05 pmComo? COMO eu poderia nao votar em Trump novamente, gente?????
Ja existe OUTRA maneira de mandar o governo dos EUA tomar no cu mais claramente?????
Renato Lazzari
9 de fevereiro de 2020 7:29 pmSabemos para que serve realmente, na prática, o “impeachment”: é o instituto para as pessoas que regem o dólar destruirem estados democráticos, e os EUA, como todos sabemos, não é democracia, é plutocracia, é um estado tomado pela iniciativa privada, que, por sua vez, cuida de manipular os estadunidenses e tentar manipular não-estadunidenses para que creiam em propaganda enganosa, que creiam estar em sociedade democrática. De todo jeito, desde o início todo mundo sabia que esse “impeachment” não vingaria: a turma que sustenta Trump não seria defenestrada porque é justamente quem dirige e orienta os “impeachments”.
Foi só mais um espetáculo…