Quero meu país de volta, comentário de Célio Knipel Moreira

Que "nacional" ainda existe? Far-se-á um grande pacto nacional, mas o que resta da nação? Em que termos se dará tal pacto? Deixar para o Tio Sam toda a riqueza do pré-sal?

Por Célio Knipel Moreira
comentário no post Xadrez do Consórcio Nordeste e o pacto nacional pós-libertação de Lula, por Luis Nassif

Que “nacional” ainda existe? Far-se-á um grande pacto nacional, mas o que resta da nação? Em que termos se dará tal pacto? Deixar para o Tio Sam toda a riqueza do pré-sal? E as refinarias privatizadas ou pirateadas? É fácil reconhecer que as políticas sociais do PT estavam corretas, agora que praticamente tudo o que poderia representar soberania para o Brasil, não existe mais. Até o Huck e o nauFRAGA concordam que o capitalismo não funciona se os salários forem pequenos ou o número de desempregados for grande, ou ambas as coisas. Agora o que há a fazer? Para milhões de desempregados, vamos criar bolsas subemprego, para conseguir manter o mercado funcionando. Acordaram e viram que Keynes tinha razão? Acho que nem isso, pois ainda se pensa em reduzir ‘gastos’ com funcionalismo.

Não!. Não quero pacto! Quero tudo a que tenho e temos direito. Como brasileiro, quero o meu Brasil de volta, com Petrobrás (com acento mesmo – e fora dos foros dos EUA) e tudo o que esses entreguistas (Temer e Bozo) estiveram e estão dando a outros países. Quero os caças Gripen sendo produzidos pela Embraer como antes estava acordado com a Suécia. Quero meu submarino nuclear sendo feito aqui. Quero os estaleiros ativados produzindo plataformas para perfuração de petróleo no mar. Quero o gás natural circulando pelos canais que duramente pagamos para serem construídos. Quero a Petrobrás distribuidora de volta. Não autorizei(amos) ninguém a vendê-la, e muito menos a vender o controle acionário dela sem concorrência e ao valor de mercado. Um roubo. Como também reputo como roubo a venda de Carcará e de outras áreas do pré-sal. Roubo também foi a isenção de impostos concedido às multinacionais de petróleo por dez anos em valores que atingirão um trilhão de reais. Quero isso de volta! Segundo a lei, isso era do povo, para ser aplicado na educação e na saúde. Não quero pacto algum!

Quero meu país de volta. Quero as grandes empresas construtoras trabalhando em paz e fazendo muitas casas para a imensa massa de despossuídos que ainda circulam por nossas cidades sem terem um teto sob o qual se recolher ao final de cada dia. Quero, enfim, ver o BNDES financiando as atividades dessas construtoras – sejam em nosso país, sejam no exterior – porque não somos um pequeno país fechado sobre si mesmo e temos laços e precisamos fortalecer esses laços com nossos vizinhos. O país que quero de volta é também solidário!

Esse é o meu pacto. Quero tudo isso de volta. Volta todo o filme. Devolve tudo o que nos foi roubado. Anule o impeachment da Dilma. Devolve a ela o governo. Liberte o Lula. Prende o Moro (divulgou conversa da Presidente). Pede para o Gilmar desassinar (apagar sua assinatura) aquele vergonhoso impedimento de Lula ser ministro. Chame o STF aos brios e pede-lhes para impedir a candidatura do JB – ele fez discursos anunciando que destruiria a democracia, prometeu metralhar a petralhada (isso é ameaça); ele declarou-se a favor de uma ditadura e defendeu a tortura. Por tudo isso ele Jamais poderia ter sido candidato.

Enfim, sejamos sensatos e realistas, reivindiquemos o impossível! Quero meu país de volta!

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