18 de junho de 2026

Refém de mecanismos econômicos liberais, Brasil esvazia estoques de alimentos

Nos últimos 10 anos os estoques públicos de alimentos tiveram queda de 96% na média anual.
Reprodução

Jornal GGN – Em meio a alta nos preços dos principais alimentos da cesta básica do brasileiro, os estoques públicos de grãos sofre esvaziamento. O arroz, por exemplo, registrou um das quedas mais bruscas de armazenagem nos últimos anos. Já o feijão sumiu dos estoques públicos há mais de três anos e soja não é armazenada desde 2013. As informações são do Uol. 

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De acordo com os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atualizados no início de setembro, nos últimos 10 anos, os estoques públicos de alimentos tiveram queda de 96% na média anual. 

Segundo o Uol, economistas afirmaram que “a situação reflete uma política liberal dos últimos governos, que deixa os preços dos produtos à mercê da oferta e da procura do mercado e da oscilação no valor do dólar, sem interferência do Estado”.

No entanto, o governo afirma que o custo do armazenamento é alto e que os grãos não podem ser adquiridos pelo preço mínimo, um valor definido anualmente, como estabelece a legislação. 

Este e outros fatores podem explicar o aumento no valor do principal alimento da mesa da população brasileira, o arroz. Confira a análise do jornalista Luis Nassif (aqui). 

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  1. Lúcio Vieira

    19 de setembro de 2020 12:46 pm

    E com esta história da soja também ir esgotando os estoques, não pensem que vai ficar restrito aos subprodutos diretos como o óleo. Com a liderança brasileira, já há muitos anos, o excesso de estoques nos armazéns trouxe o interesse da indústria de alimentos industrializados e muitas começaram a inserir o farelo em troca de diminuição de outros ingredientes mais caros, como a farinha de trigo e outros cereais e passaram a introduzir o farelo de soja, Basta uma pesquisada e vão encontrar soja até em, pasmem, as caras rações para cães. Isto é até um possível problema para a saúde no futuro, já que a soja, apesar de rica em proteínas que o corpo assimila mais fácil que a proteína animal, é dos grãos mais ricos em fitato e este é o principal causador da formação excessiva de gases e de trazer dificuldade ao processo digestivo. Por isto que maior parte dos veganos ou vegetarianos experiente, sabe que o grão e seus subprodutos devem ser ingeridos de vez em quando. Imagine os cães, que tem sistema digestório bastante mais curto e diferente do humano. Se seu cão costuma ter cocô muito mole, solta muitos puns fedidos ou diarreia com certa constância, procure uma ração livre de soja (que inclusive é transgênica, vejam o “T” nas embalagens) que muitos possivelmente em condições naturais e normais, soja nunca seria consumida por animais domésticos e acredito que mesmo as vacas e porcos, não comeriam, se lhes dessem outra alternativa não forçada. Mas como a questão colocada é primeiro a macroeconômica, possível que isto venha a afetar a enormidade de produtos com soja em seus ingredientes.

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