Refém de mecanismos econômicos liberais, Brasil esvazia estoques de alimentos

Nos últimos 10 anos os estoques públicos de alimentos tiveram queda de 96% na média anual.

Reprodução

Jornal GGN – Em meio a alta nos preços dos principais alimentos da cesta básica do brasileiro, os estoques públicos de grãos sofre esvaziamento. O arroz, por exemplo, registrou um das quedas mais bruscas de armazenagem nos últimos anos. Já o feijão sumiu dos estoques públicos há mais de três anos e soja não é armazenada desde 2013. As informações são do Uol. 

De acordo com os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atualizados no início de setembro, nos últimos 10 anos, os estoques públicos de alimentos tiveram queda de 96% na média anual. 

Segundo o Uol, economistas afirmaram que “a situação reflete uma política liberal dos últimos governos, que deixa os preços dos produtos à mercê da oferta e da procura do mercado e da oscilação no valor do dólar, sem interferência do Estado”.

No entanto, o governo afirma que o custo do armazenamento é alto e que os grãos não podem ser adquiridos pelo preço mínimo, um valor definido anualmente, como estabelece a legislação. 

Este e outros fatores podem explicar o aumento no valor do principal alimento da mesa da população brasileira, o arroz. Confira a análise do jornalista Luis Nassif (aqui). 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Leia também:  Aras pede “apuração preliminar” sobre reunião do GSI e Abin com a defesa de Flávio Bolsonaro

1 comentário

  1. E com esta história da soja também ir esgotando os estoques, não pensem que vai ficar restrito aos subprodutos diretos como o óleo. Com a liderança brasileira, já há muitos anos, o excesso de estoques nos armazéns trouxe o interesse da indústria de alimentos industrializados e muitas começaram a inserir o farelo em troca de diminuição de outros ingredientes mais caros, como a farinha de trigo e outros cereais e passaram a introduzir o farelo de soja, Basta uma pesquisada e vão encontrar soja até em, pasmem, as caras rações para cães. Isto é até um possível problema para a saúde no futuro, já que a soja, apesar de rica em proteínas que o corpo assimila mais fácil que a proteína animal, é dos grãos mais ricos em fitato e este é o principal causador da formação excessiva de gases e de trazer dificuldade ao processo digestivo. Por isto que maior parte dos veganos ou vegetarianos experiente, sabe que o grão e seus subprodutos devem ser ingeridos de vez em quando. Imagine os cães, que tem sistema digestório bastante mais curto e diferente do humano. Se seu cão costuma ter cocô muito mole, solta muitos puns fedidos ou diarreia com certa constância, procure uma ração livre de soja (que inclusive é transgênica, vejam o “T” nas embalagens) que muitos possivelmente em condições naturais e normais, soja nunca seria consumida por animais domésticos e acredito que mesmo as vacas e porcos, não comeriam, se lhes dessem outra alternativa não forçada. Mas como a questão colocada é primeiro a macroeconômica, possível que isto venha a afetar a enormidade de produtos com soja em seus ingredientes.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome