Reino Unido investiga se mutação fez coronavírus se espalhar mais rápido na segunda onda

Ainda não há evidências de que mutações gerem casos mais graves de Covid, ou que tornem a vacina menos eficiente

Fotografia: Mario Tama / Getty Images

Jornal GGN – Cientistas do Reino Unido anunciaram nesta terça (15) que estão estudando a possibilidade de uma mutação ter aumentado a transmissão do coronavírus durante a segunda onda.

De acordo com o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, as mudanças ocorreram na proteína “spike”, “por meio da qual o Sars-CoV-2 infecta células humanas”, escreveu O Globo.

“Esforços estão sendo feitos para confirmar se alguma destas mutações está contribuindo ou não para uma transmissão maior”, afirmou o Consórcio de Genômica de Covid-19 do Reino Unido.

O Reino Unido registrou no último domingo (13) 1.108 casos novos de Covid-19 com a nova variante. De acordo com os cientistas, durante a pandemia no mundo, ao menos duas mutações por mês foram registradas no vírus.

Ainda não há indícios de que a mutação gere infecções com sintomas mais graves ou que torne as vacinas menos eficientes. Os estudos em andamento devem trazer mais detalhes sobre esses dois pontos.

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2 comentários

  1. É bem possível…

    Como organismo vivo que sobrevive às custas de um hospedeiro (como nós sobrevivemos parasitando o ambiente), as primeiras levas tendem a ser mais agressivas, para ganharem força evolutiva, espalhando-se de forma rápida em um número grande de hospedeiros…
    Neste processo, os danos da infecção são mais dramáticos.
    Depois, há uma estabilidade, quando os organismos adaptam sua sobrevivência e convivem melhor com o ambiente (hospedeiro).

    Mais ou menos como nós, quando precisamos de mais ambiente, tendemos a nos espalhar de forma mais rápida e violenta (guerras ou crises migratórias).

    Depois, dominado o território, a convivência é mais pacífica.

    Salve Richard Dawkins…

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