11 de junho de 2026

Relembre: Lava Jato tramou intervir na eleição da Venezuela vazando delação

O acordo de delação que citava "propinas na Venezuela" tinha "limitações" à sua divulgação, mas Dallagnol cogitou tornar público
Deltan Dallagnol e Sergio Moro
Foto: Agência Senado

Em publicação assinada por Luis Nassif em fevereiro de 2021, o GGN expôs que a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, então comandada pelo ex-procurador Deltan Dallagnol, tramou intervir na política da Venezuela vazando trechos da delação premiada da Odebrecht.

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Em troca de mensagens no Telegram, que foram apreendidas pela Polícia Federal na Operação Spoofing, Dallagnol conversa com os colegas procuradores sobre uma solução para vazar as informações contra o governo Maduro sem prejudicar a ação da Lava Jato em solo brasileiro.

O acordo de delação que citava “propinas na Venezuela” tinha “limitações” à sua divulgação, mas Deltan Dallagnol cogitou tornar público ou apresentar denúncia no Brasil contra os “responsáveis de lá”, por lavagem de dinheiro. Isso abriria um caminho para o vazamento e atrairia a atenção da mídia para o caso.

Na publicação, Nassif destacou o “caráter ideológico da Lava Jato”, que ficou nítido no diálogo mantido por Deltan Dallagnol, visando vazar informações sobre as operações da Odebrecht na Venezuela, com o claro intuito de influir nas eleições locais.

“Haverá críticas e um preço, mas vale pagar para expor e contribuir com os venezuelanos (…) Não dá para tornar público simplesmente porque violaria o acordo, mas dá para enviar informações espontânea e isso torna provável que em algum lugar no caminho alguém possa tornar pública”.

Agora, diante da situação da eleição de 2024 na Venezuela, onde a vitória de Nicolás Maduro é contestada pela oposição, o ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro, usou a crise em torno do resultado eleitoral para atacar Lula e seu partido.

O senador reagiu nesta terça (30) à nota publicada pela executiva nacional do PT, elogiando o processo eleitoral na Venezuela e frisando que se trata de um processo soberano e pacífico. A nota, segundo alguns analistas de política da grande mídia, teria irritado o presidente Lula, que ainda aguarda a divulgação das atas oficiais das urnas e o esclarecimento das acusações de fraude, para se manifestar.

No Brasil, o próprio Moro chegou a publicar delação premiada da Lava Jato na tentativa de intervir no processo eleitoral interno.

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