Resposta política à Covid-19 tem muitas medidas e pouca eficácia

Análise de pesquisadores da Face indica falta de coordenação entre as ações do governo. Confira entrevista com a coordenadora do estudo, Fernanda Cimini

Enviado por Antonio Francisco das Neves 

da UFMG 

Resposta política à Covid-19 tem muitas medidas e pouca eficácia

O governo brasileiro implementou várias iniciativas para o combate à Covid-19, que incluíram campanhas de informação, testes, medidas de ampliação da capacidade hospitalar e auxílio emergencial, entre outras. No entanto, o que se observa da análise dessas políticas é a falta de convergência entre elas.

A conclusão é de nota técnica produzida sob a coordenação da professora Fernanda Cimini, da Faculdade de Ciências Econômicas, que analisou as políticas adotadas pelo governo federal desde a comunicação, em 31 de dezembro do ano passado, do surgimento de uma nova cepa de coronavírus feita pela China à Organização Mundial de Saúde

Segundo a professora, o estudo considerou o momento de implementação das medidas adotadas, as políticas de achatamento da curva, as ações para o aumento da capacidade, inclusive hospitalar, a mitigação de efeitos da pandemia e a capacidade de governança.

Além da falta convergência, o estudo constata que muitas dessas medidas são apenas recomendatórias, sem qualquer sanção ou eficácia, e redundantes. Como exemplo, Fernanda Cimini cita a existência de 50 políticas adotadas somente para regulamentar o trabalho remoto.

Cimini, que coordena no Brasil o trabalho de alimentação de plataforma mundial de mapeamento das políticas públicas de combate à Covid-19, afirma ainda que o resultado da análise já era esperado, em razão do caráter de novidade da pandemia, que obriga governos a fazer uma série de experimentações. Leia a íntegra do documento.

Entrevistada: Fernanda Cimini, professora da Faculdade de Ciências Econômicas
Equipe: Diogo Diniz (produção e edição de imagens) e Jéssika Viveiros (edição de conteúdo)

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3 comentários

  1. —“Foi aí que nós resolvemos quebrar o protocolo do Ministério da Saúde e testar todos os 213 trabalhadores. Achamos, no total, 63 infectados. Apenas um deles com sintomas”, esclarece Rafael Lucas. —

    Após alta de 273% nos casos de COVID-19, Jaboticatubas entra em lockdown
    Medidas restritivas valerão só nos fins de semana a partir deste sábado (23); empreiteira que atua no local teria acelerado avanço da pandemia; entenda
    Jornal Estado de Minas—Cecília Emiliana—postado em 22/05/2020 12:44 / atualizado em 22/05/2020 18:03

    —-“Nós tínhamos iniciado uma flexibilização das atividades por aqui. Hoje, já reduzimos os horários e, no sábado, fecharemos tudo. A ideia é não só restringir a circulação da população local, como também a de pessoas que têm casa por aqui e frequentam a cidade nos finais de semana”, explica o prefeito Eneimar.

    Consta no censo do IBGE que cidade tem 20.143 habitantes. Pelos cálculos do prefeito, frequentadores eventuais somariam mais 10 mil à comunidade. Dados do informe epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde apontam que o município tem 71 infectados e 147 casos suspeitos.—
    —‘Empreiteira espalhou vírus’
    Conta o secretário de governo Rafael Lucas que a disparada de casos de COVID-19 em Jaboticatubas – 19 para 71 em um dia – foi causada por colaboradores da empreiteira Cobra Brasil, instalados na localidade.—
    —Rafael Lucas diz que a equipe mobilizada no projeto reúne 213 pessoas. Uma delas apresentou sintomas da virose e foi testada. Diante do diagnóstico positivo, a secretaria municipal de saúde decidiu aplicar o exame às 47 pessoas mais próximas do convívio do trabalhador. Treze delas teriam acusado a presença do vírus – todas assintomáticas. —
    —“Foi aí que nós resolvemos quebrar o protocolo do Ministério da Saúde e testar todos os 213 trabalhadores. Achamos, no total, 63 infectados. Apenas um deles com sintomas”, esclarece Rafael Lucas. —

    https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2020/05/22/interna_gerais,1149765/apos-alta-de-273-nos-casos-de-covid-19-jaboticatubas-entra-em-lockdo.shtml

  2. Tudo indica que tem uma grande número de infectados pelo vírus Sars-CoV-2, que são assintomáticos e propagam o vírus sem serem percebidos.

    Se não for reduzido a circulação das pessoas, o vírus Sars-CoV-2, continuará espalhando de forma muito rápida, e não haverá leitos hospitalares, se muita gente apresentar sintomas graves ao mesmo tempo

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