3 de junho de 2026

Sobre o projeto de país – 4

Por Jose Mayo

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Comentário ao post “Um projeto à espera de um estadista

Todas as ideias-força a que o texto mãe se refere, existem sim, mas não estão à busca de UM Estadista, estão à busca de um Estado verdadeiramente Federado, em que o Poder seja, também, descentralizado e presente nos tres níveis de comando e livre para estabelecer em que ponto da “rede” lhe interessa interagir e se estabelecer, ponto a ponto, tomando para si ao menos parte dos benefícios do seu próprio mercado. 

O primeiro passo para isso seria verdadeiramente definir quais são as atribuições e esfera decisória, nos níveis executivo e legislativo, entre Federação, Estados e Municípios, sem sobreposições e contradições e mesmo subordinações nessas esferas de comando; O segundo, evidentemente, distribuir de forma realista os recursos gerados na região à conformidade das atribuições e responsabilidades de cada nível de comando.

E, por último… Já que estamos sonhando, dividir administrativamente o Estado em Zonas Econômicas Integradas, não necessariamente contínuas, prestigiando as vocações dos entes e uma melhor distribuição do poder econômico, ao invés de meramente nos atermos a critérios cartográficos.

“Estadistas” já eram… Hoje precisamos de GESTORES honestos e atilados, correspondendo à Política apenas traçar e fiscalizar a execução o plano, não executá-lo. 

Político, com dinheiro na mão ou acesso a ele, dá no que já deu, está, e continuará dando.

Não conseguem gerir nem o próprio salário, talvez por isso precisem de tanto.

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2 Comentários
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  1. Athos

    19 de maio de 2015 7:09 pm

    Mayo, o que vc diz é muito

    Mayo, o que vc diz é muito bonito mas não funciona nem com boa vontade dos agentes.

    Vc é um democrata e realmente acredita nisso só que não funciona. Democracia não funciona em projetos federativos porque os recursos são finitos e sempre insuficientes para todos os federados.

    Administrar um país é administrar expectativas e recursos SEMPRE insuficientes para todos. Então, vc tem que ter um projeto. Um projeto nada mais e do que escolher prioridades.

     

    Continuar assim vamos concluir que O Problema é a Cosntituição de 88, e é mesmo!

    MAs ….reparou a resposta do Nassif ante a possibilidade de alterar a Constituição? É a resposta das esquerdas de uma maneira geral. Não querem nem tocar no assunto PORQUE sabem que não tem força para alterar nada a seu contento.

    Já a direita, não quer alterar porque tem lucro do jeito que está.

    Então, seguimos administrando o inadministrável, de crise em crise e sem resolver qualquer dos nosso reais problemas, fingindo que estamos muito bem…até a próxima crise… até a Constituição, e nosso pacto federativo, ser completamente reformulada.

     

    PS. Considerando que HOJE o Estado de SP, a maior força da Federação, recebe recursos(impostos) de outros entes, qual vc acha que é a disposição deste para reformular a Constituição?

    Alterar para que?

  2. Jose Mayo

    19 de maio de 2015 8:43 pm

    É isso aí Athos…

    Sem reformular ou refundar o Pacto Federativo e estabelecer novos limites, mais independentes e menos redundantes nos tres níveis de poder (Federação, Estados e Municípios), não há como fazer muito mais do que ficar correndo à volta da mesa enquanto o Mundo avança.

    É hora de começar a pensar o País como se fora uma Empresa de Ponta, se é que queremos de fato enfrentar, com êxito, o desafio da globalização. O tempo dos “Patriarcas de clã” e “Caciques de tribo” acabou!

    “Presidentes” são figuras de retórica pelo mundo afora e, os que mais ajudam os seus países, são os que menos atrapalham. 

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