Nesta quinta-feira (31), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para aceitar a queixa-crime apresentada pelo senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). A acusação refere-se à prática de calúnia, difamação e injúria em um vídeo postado nas redes sociais contra o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou a favor do recebimento da queixa-crime. Em novembro do ano passado, ao ser notificado, Gayer contestou a competência do STF para o processamento e julgamento da causa, além de alegar a ausência de justa causa para o recebimento da queixa.
O vídeo, publicado no Instagram em fevereiro do ano passado, ocorreu após a eleição para a presidência do Senado. Nele, Gayer criticou a vitória de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmando que senadores foram “comprados com cargos de segundo escalão” e o acusa de improbidade administrativa.
Após uma entrevista concedida pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO) à rádio Jovem Pan, em que declarava que o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, teria posto o Advogado Geral do Senado a sua disposição. “Foi muito correto comigo”, afirmou Kajuru à rádio.
Gayer criou uma campanha contra a eleição de Pacheco atráves de um site, o comovotasenador, que possibilitava aos eleitores acompanhar o placar de quais senadores, supostamente, estariam inclinados a votar em um ou outro candidato à presidência do Senado, para que seu público pudesse pressioná-los através de mensagens respeitosas. O portal também oferecia um link para o abaixo-assinado contra Pacheco.
Apesar do site comovotasenador.com.br está inativo, segundo pesquisa realizada pela reportagem do GGN através do site WayBack Machine, a última atualização do portal foi realizada em junho de 2024, relatando o resultado da Indicação do Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal (STF).

Pacheco, que foi reeleito para o comando do Senado para o biênio 2023–2024, obteve 49 votos contra 32 de seu adversário, Rogério Marinho (PL-RN). A eleição ocorreu no dia 1º de fevereiro, e Gayer, que se elegeu na nova legislatura da Câmara dos Deputados, liderou um movimento nas redes sociais contra a reeleição de Pacheco, se posicionando como um bolsonarista declarado.
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