STF arquiva pedido de investigação por Moro vazar informações para Bolsonaro

A ex-procuradora-geral da República, Raquel Dodge, sem realizar nenhuma diligência, opinou por arquivar a ação

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, arquivou um pedido para investigar o ministro Sergio Moro e o presidente Jair Bolsonaro, por acesso indevido a dados de um inquérito da Polícia Federal sobre o laranjal do PSL.

O caso foi revelado em meados de julho. A bancada do PT no Congresso apresentou o pedido de investigação. E a ex-procuradora-geral da República, Raquel Dodge, sem realizar nenhuma diligência, opinou por arquivar a ação.

Na época, Dodge ainda esperava que pudesse ser reconduzido à chefia do Ministério Público Federal por Bolsonaro. Acabou preterida por Augusto Aras, o novo PGR.

O PSL é alvo de investigações da PF e do Ministério Público em Minas e em Pernambuco, por esquema de candidaturas laranjas que desviou dinheiro do fundo eleitoral. A crise levou à queda de Gustavo Bebianno da Secretaria Geral da Presidência.

Bolsonaro estava no Japão quando foi questionado sobre o laranjal, e respondeu que Moro havia mandado uma cópia do inquérito da PF para ele. “Mandei um assessor meu ler porque eu não tive tempo”, disse. Moro, por sua vez, confirmou que repassou as informações.

Lewandowski entendeu que “não há elementos probatórios suficientes para justificar a deflagração da persecução criminal”.

Dodge assinalou que o pedido de investigação dizia respeito “tão somente a trecho extraído de entrevista coletiva concedida pelo presidente da República Jair Bolsonaro, quando em visita ao Japão, em 28 de julho [junho] de 2019, desprovida de indícios de materialidade que amparem a verossimilhança dos fatos narrados”.

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