STF pode dar “choque” em duas patologias: os delírios de Bolsonaro e a apatia da sociedade

De processos que estão nas mãos de Celso de Mello e Alexandre Moraes podem advir alterações extensas e profundas na atual configuração política

Jornal GGN – Jânio de Freitas assina na Folha de S. Paulo deste domingo (3) um artigo avaliando que está nas mãos de dois ministros do Supremo Tribunal Federal o futuro político do País. São eles Celso de Mello e Alexandre de Moraes, que relatam inquéritos que podem abalar de vez o governo Bolsonaro.

Celso de Mello autorizou a investigação sobre as acusações de Sergio Moro contra o ex-chefe. Já Moraes toca os inquéritos das fake news – que pode atingir Carlos Bolsonaro – e das manifestações bolsonaristas e inconstitucionais pelo fechamento do Congresso e do STF.

Segundo Jânio, são esses dois ministros que podem dar um “choque” na “dupla patologia” que ele enxerga hoje no País. De um lado, o desarranjo mental de Bolsonaro e, de outro, uma apatia absurda das instituições frente aos desatinos do presidente.

“Na mesma medida em que Bolsonaro avança no desvario, os níveis institucionais e os segmentos sociais menos desinformados arrefecem seu pasmo e suas inquietações com as atitudes tresloucadas de Bolsonaro. Passam a ser recebidas quase com naturalidade, satisfazendo-se os zeladores das instituições com a emissão de notinhas e declarações em três linhas, anódinas na intenção e no efeito. Deveriam vir de carimbos, para poupar trabalho inútil”, cravou Jânio.

Para o jornalista, dos processos que estão no STF, “podem advir alterações extensas e profundas na atual configuração política.”

“Bolsonaro tem gostado de se proclamar chefe supremo. O Supremo que está com as chaves do poder é outro, e se escreve com maiúscula”, finalizou.

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5 comentários

  1. O Bolsonaro defendia o fim da quarentena em razão da violência contra as mulheres ter aumentado durante a quarentena. Se ele flagrar a patroa com o Ricardão no sofá da sala, ele resolve o caso tirando o sofá da sala.

    • O bozo é gentil com as mulheres : “as fraquejadas”. Homens assim gentís, são sempre cornos e têm uma Maria do Rosário pra enche-los de processos.
      Afinal, é melhor uma mulher doente na rua do que uma saudável enchendo o saco dentro de casa.

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  2. Se há uma demonstração cabal da falência política e, por decorrência, institucional do Brasil é estarmos reféns de humores pessoais. Essa fulanização extrema da política acompanha choques constantes entre os poderes e a diluição das fronteiras entre poderes. As consequências daí advindas mantêm o País em suspenso.
    O que pensa ou deixa de pensar fulano ou sicrano só deveria ter importância secundária. Se as instituições fossem funcionais as ações individuais de seus membros, por mais importantes, seriam diluídas na própria institucionalidade desses entes públicos. E, por fim, quando algo precisa ser constantemente declarado, afirmado e confirmado, alardeado aos quatro cantos como se dá com a funcionalidade das instituições públicas é sinal seguro de que ou está sob ataque ou já não existe.

  3. Mas se a atuação deles for a que necessitamos, terão eles o apoio dos seus pares do supremo? Combinaram com os Russos?

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