Suíça autoriza vacina da Pfizer/BioNTech; EUA começarão distribuição da Moderna

Federação suíça tem apontado um aumento preocupante de contaminações neste fim de ano. Nos Estados Unidos, a vacina da Moderna foi aprovada 19 dias depois do pedido de autorização

Foto: AFP

da RFI

A Suíça autorizou neste sábado (19) o uso da vacina da parceria Pfizer/BioNTech contra a Covid 19. O país europeu registra todos os dias 4.000 novos casos da infecção e mais de cem mortes. Nos Estados Unidos, onde a FDA – Administração de Alimentos e Medicamentos – autorizou na noite de sexta-feira (18) o uso emergencial da vacina da Moderna, a empresa de biotecnologia diz estar pronta para começar “imediatamente” a distribuição do produto.

Assim como vizinhos da União Europeia, a federação suíça tem apontado um aumento preocupante de contaminações neste fim de ano. “Após uma análise meticulosa das informações disponíveis, a Swissmedic concluiu que a vacina Pfizer/BioNTech é segura e suas vantagens são maiores que os riscos”, indicou o organismo em um comunicado. “Conseguimos tomar esta decisão rapidamente, garantindo o respeito às três condições essenciais: segurança, eficácia e qualidade”, declarou o diretor da Swissmedic, Raimund Bruhin.

Essa é a primeira autorização de uma vacina contra o coronavírus no pequeno país de 8,6 milhões de habitantes. Desde o início da epidemia, a Suíça registrou 403 mil casos positivos e 6.561 mortes pela Covid-19. As autoridades suíças garantiram o acesso a 15,8 milhões de doses de vacinas, negociadas com três laboratórios diferentes: três milhões com a farmacêutica Pfizer-BioNTech, 7,5 milhões com a Moderna e 5,3 milhões de doses com a AstraZeneca. São necessárias duas doses por paciente para as três vacinas.

O governo suíço anunciou nesta sexta-feira novas medidas para conter a pandemia. A partir de 22 de dezembro, restaurantes, shoppings, ginásios esportivos, academias e outros locais de lazer terão que fechar. As lojas permanecerão abertas, mas com capacidade limitada. As restrições ficarão em vigor até 22 de janeiro.

EUA autorizam produto da Moderna

Nos Estados Unidos, a vacina da Moderna, considerada 94,1% eficaz segundo resultados dos testes clínicos publicados pela empresa, foi aprovada 19 dias depois do pedido de autorização, contra 22 no caso da Pfizer. O produto da Moderna tem uma vantagem sobre o concorrente: pode ser estocado a -20°C, enquanto o imunizante da Pfizer requer cerca de 80°C negativos para manter suas propriedades.

O governo americano já comprou previamente 200 milhões de doses da vacina da Moderna (ante 100 milhões da Pfizer). A empresa de biotecnologia sediada em Massachusetts se comprometeu a distribuir 20 milhões de doses até o final de dezembro, mais 80 milhões no primeiro trimestre de 2021 e os outras 100 milhões no segundo trimestre (ou seja, até o final de junho). Como a vacina é administrada em duas doses com intervalo de quatro semanas, irá imunizar cerca de 100 milhões de pessoas.

“Dias melhores nos aguardam”, declarou o presidente eleito Joe Biden, 78 anos, que deve ser vacinado na segunda-feira (21). O principal especialista em doenças infecciosas do país, Anthony Fauci, disse esperar que “todos os americanos tomem a vacina”, agora que o país dispõe de dois produtos contra a Covid-19.

Na sexta-feira, o atual vice-presidente, Mike Pence, que vem coordenando a luta contra a pandemia na Casa Branca nos últimos meses, recebeu a vacina da Pfizer, em evento transmitido ao vivo pela TV. “Construir a confiança na vacina é o que nos traz aqui nesta manhã”, declarou.

A presidente da ala democrata no Congresso, Nancy Pelosi, 80 anos, também foi vacinada. “Com confiança na ciência, recebi a vacina contra a Covid-19”, tuitou.

Pandemia já deixou 1,6 milhão de mortos no mundo

A pandemia de coronavírus matou pelo menos 1.675.362 em todo o mundo, segundo dados atualizados pela AFP neste sábado (19). Mais de 75.611.670 de casos de infecção foram oficialmente diagnosticados desde o início da epidemia, na China, dos quais pelo menos 48.148.100 são considerados curados.

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 313.660 óbitos para 17.465.147 diagnósticos positivos, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins. Depois dos EUA, figuram nessa lista macabra o Brasil (185.650 mortes e 7.162.978 casos), a Índia (145.136 mortes e 10.004.599 casos), o México (117.249 mortes e 1.301.546 casos) e a Itália (67.894 mortes para 1.921.778 de contaminados).

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