10 de junho de 2026

Suprema Corte barra tarifas de Trump e impõe freio à política comercial dos EUA

Para economista, decisão reforça princípio da separação de poderes e fragilidade do fundamento econômico defendido pelo governo
Foto: Daniel Torok/ White House - via fotospublicas.com

Suprema Corte dos EUA barra política tarifária de Trump, afirmando que só o Congresso pode criar impostos.
Decisão liderada por John Roberts limita poder executivo e reforça separação de poderes no comércio.
Economista Roach destaca impacto econômico negativo e tensão com aliados pela política “America First”.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos em barrar a política tarifária imposta pelo presidente norte-americano Donald Trump não apenas posiciona o Estado de Direito como árbitro de uma política desastrosa, como afirma que as políticas norte-americanas não podem ser personalizadas por um aspirante a autocrata vingativo e mal informado.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

A afirmação é do economista Stephen Roach, professor da Yale University, em artigo publicado no site Project Syndicate, onde reitera que a International Emergency Economic Powers Act (IEEPA) não autoriza o presidente a impor tarifas.

A decisão reforça o princípio da separação de poderes: apenas o Congresso tem autoridade para criar impostos — e tarifas são, juridicamente, impostos sobre importadores americanos.

O voto majoritário foi liderado pelo presidente da Corte, John Roberts, que rejeitou o que chamou de “expansão transformadora” do poder executivo. Na prática, o tribunal delimitou o alcance da política comercial da Casa Branca.

Além disso, o articulista destaca que o julgamento reforça o papel do Estado de Direito como limite institucional ao Executivo e recoloca no centro do debate questões estruturais da economia americana: déficit fiscal, poupança doméstica e competitividade industrial.

O argumento econômico

Roach destaca que o fundamento econômico da política tarifária de Trump já era frágil, uma vez que o déficit comercial americano não seria uma “emergência”, mas consequência estrutural da baixa taxa de poupança doméstica e dos elevados déficits fiscais.

Dados recentes indicam que o déficit comercial de bens atingiu US$ 1,2 trilhão, mesmo após a escalada tarifária. Além disso, pesquisas do Federal Reserve Bank of New York apontam que cerca de 90% do custo das tarifas foi absorvido por consumidores e empresas americanas — não por exportadores estrangeiros.

A decisão também reverbera no sistema internacional. A política “America First” tensionou relações com aliados estratégicos, como membros da OTAN e parceiros do acordo USMCA. Cerca de 54% do comércio de manufaturados dos EUA ocorre com Europa, Canadá e México — o que evidencia a interdependência econômica.

Mesmo após o revés judicial, Trump anunciou nova tarifa global temporária de 10%, elevada posteriormente para 15%, reacendendo incertezas nos mercados.

Leia Também

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Rui Ribeiro

    25 de fevereiro de 2026 11:15 am

    O Rato Trump quer ser o dominus da América.

    “CARTA ABERTA AO MUNDO: DESDE CUBA, UMA MULHER DO POVO DENUNCIA O CRIME QUE NÃO QUEREM VER

    À humanidade inteira, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:

    Meu nome é como o de milhões. Não tenho sobrenomes conhecidos nem cargos importantes. Sou uma cubana do povo. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E escrevo isto com a alma dilacerada e as mãos tremendo, porque o que meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado, friamente executado desde Washington.

    E o mundo olha para o outro lado….”

    Rato Trump, eu faço minhas as palavras de Proudhon: “Aquele que colocar as mão sobre mim, para me governar, é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo”.

    De pé, Famélicos da Terra

Recomendados para você

Recomendados